
O artigo analisa o movimento Aviva Universitário como expressão das juventudes evangélicas brasileiras no espaço acadêmico. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, configura-se como estudo de caso a partir das postagens do perfil oficial do movimento no Instagram, referentes a atividades realizadas em seis universidades públicas. A análise combinou procedimentos de conteúdo, discursivos e estéticos digitais, evidenciando como o Aviva mobiliza temporalidades, espacialidades, símbolos visuais, performances corporais, narrativas textuais e recursos musicais para afirmar uma identidade juvenil evangélica. Os resultados revelam disputas pela definição dos sentidos da universidade pública, tensões entre laicidade e religiosidade, bem como a centralidade das redes sociais na constituição de comunidades juvenis religiosas. O estudo contribui para compreender a emergência das juventudes conservadoras no Brasil, iluminando sua atuação nos territórios universitários e suas implicações para o debate democrático contemporâneo.
Este artigo faz uso da abordagem teórica da análise de política externa para examinar as ações da diplomacia brasileira no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) em relação à agenda de direitos LGBTI durante os dois primeiros anos do governo Jair Bolsonaro sob a gestão do chanceler Ernesto Araújo. Utilizando a metodologia de análise de conteúdo, a pesquisa investiga como o governo brasileiro assumiu papel de liderança na promoção de narrativas ultraconservadoras em organismos multilaterais, impactando significativamente os direitos LGBTI. O estudo destaca a mudança na postura diplomática do Brasil de uma postura vacilante em prol dos direitos LGBTI para uma abordagem mais ideologicamente orientada, influenciada por valores ultraconservadores, e avalia as implicações para os compromissos internacionais de direitos humanos do Brasil. Também destaca as principais vozes do governo para a agenda, como o chanceler Ernesto Araújo e a ministra Damares Alves, indicando as principais linhas de argumentação adotadas pelo governo nessa agenda.
El tema de este dossier: Comunicación Política y cambio social en América Latina, describe los cambios y transformaciones que ha tenido la comunicación política, las campañas electorales y en general la conversación que se produce en las redes sociales para convencer, persuadir y controlar la opinión pública. En el entorno sociopolítico la esfera pública se modificó con el desarrollo de la tecnología; primero con el avance de Internet en toda la comunicación transmedia y posteriormente con la Inteligencia Artificial que construye retos y desafíos.
O presente trabalho compara como os três principais candidatos às eleições presidenciais do México - Claudia Sheinbaum, Xóchitl Gálvez e Jorge Álvarez Máynez - utilizaram a rede social Twitter como canal de campanha eleitoral. O intuito é compreender o que protagonizou os discursos desses candidatos e se a vitória da primeira mulher em eleições presidenciais no México reverbera no conteúdo de suas publicações. A escolha de observar campanhas eleitorais no Twitter se deu por ser uma rede que vem sendo aceita e utilizada por líderes políticos de forma estratégica, e não mais como uma extensão obrigatória de comunicação eleitoral. Foram coletados 5.951 tweets no período de 1º de março a 31 de maio de 2024, investigados pela técnica da análise de conteúdo. Os resultados demonstram uma adesão à participação efetiva como principal valor democrático constituído no discurso dos candidatos durante a campanha e que o debate de recorte de gênero e violência política ficaram em segundo plano.
Com base em um survey aplicado a 177 estudantes de uma escola militar no Rio Grande do Sul, o artigo analisa as orientações ideológicas de jovens do ensino médio em relação à democracia, às instituições, à participação política e aos principais problemas nacionais. A variável ideologia foi autoatribuída pelos respondentes em uma escala de 1 (extrema esquerda) a 10 (extrema direita). O estudo busca identificar fatores associados à orientação ideológica. Os resultados indicam a existência de relações entre ideologia e variáveis sociodemográficas, como raça e religião, bem como com aspectos atitudinais, tais como a preferência por regimes democráticos ou autoritários e a percepção dos principais problemas do país, incluindo corrupção, pobreza e educação.