
O presente estudo apresenta como objetivo responder à pergunta “como a literatura científica publicada desde 2015 caracteriza a cobertura da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável realizada pelo jornalismo em veículos de comunicação?”. Utilizando a metodologia da Revisão Sistemática de Literatura com auxílio do software Parsif.al, mais de 800 artigos foram coletados. Ao final, verificou-se que menos de 2% da amostra compreendia o tema buscado, apontando para o pouco interesse acadêmico em pesquisar o assunto assim como a cobertura midiática episódica a respeito da Agenda 2030.
Esta pesquisa propõe uma aproximação entre as noções de festa e revolta, procurando destacar uma potência política que existe na experiência de participação em acontecimentos que aliam esses dois segmentos. A construção do entendimento de festa parte de uma noção que abarca esferas do carnaval, do ritual e do encontro como formas de interação social, trazendo, assim, características de negociação, caos e dualidade de mundos. A partir dessa noção, delineia-se um estudo teórico, com pesquisas que apontam uma relação histórica no Brasil entre a noção de festa e movimentos políticos, através de alguns exemplos de festividades realizadas entre os séculos XVII e XIX.
Este artigo analisa os posicionamentos institucionais do Facebook/Meta sobre diversidade, equidade e inclusão, buscando identificar os sentidos produzidos por esses discursos e compreender como eles se configuram narrativamente e são apropriados, tensionados e colocados em circulação por narrativas jornalísticas voltadas a negócios e tecnologia. O objetivo é compreender como essas construções participam da produção de significância sobre políticas de diversidade no ambiente corporativo e digital. O corpus é composto por duas notas institucionais da empresa e por quatro reportagens publicadas em dois veículos jornalísticos, um nacional (Exame) e outro internacional (Forbes), referentes aos anos de 2017 e 2025. O método adotado é a análise de narrativas, orientada pela tríplice mimese, de Paul Ricoeur, de natureza qualitativa e hermenêutica. Os resultados indicam deslocamentos significativos na intriga corporativa: a diversidade, anteriormente narrada como valor estratégico central, em 2017, passa a ocupar posição secundária, enquanto a liberdade de expressão e a redução da intervenção institucional se tornam eixos organizadores dos posicionamentos da empresa, em 2025. As narrativas jornalísticas reorganizam esses acontecimentos, enfatizando críticas, riscos e expectativas, e reinscrevem esses sentidos no espaço público ao deslocar o foco da racionalidade técnica para as consequências sociais, simbólicas e políticas das mudanças. Conclui-se que tais transformações não se limitam a ajustes operacionais, mas integram um movimento mais amplo de reconfiguração narrativa, no qual se disputam publicamente os sentidos da diversidade, da responsabilidade corporativa e da governança do espaço digital, em um contexto atravessado por disputas políticas e por reposicionamentos ideológicos da própria empresa.
Este artigo analisa os posicionamentos institucionais do Facebook/Meta sobre diversidade, equidade e inclusão, buscando identificar os sentidos produzidos por esses discursos e compreender como eles se configuram narrativamente e são apropriados, tensionados e colocados em circulação por narrativas jornalísticas voltadas a negócios e tecnologia. O objetivo é compreender como essas construções participam da produção de significância sobre políticas de diversidade no ambiente corporativo e digital. O corpus é composto por duas notas institucionais da empresa e por quatro reportagens publicadas em dois veículos jornalísticos, um nacional (Exame) e outro internacional (Forbes), referentes aos anos de 2017 e 2025. O método adotado é a análise de narrativas, orientada pela tríplice mimese, de Paul Ricoeur, de natureza qualitativa e hermenêutica. Os resultados indicam deslocamentos significativos na intriga corporativa: a diversidade, anteriormente narrada como valor estratégico central, em 2017, passa a ocupar posição secundária, enquanto a liberdade de expressão e a redução da intervenção institucional se tornam eixos organizadores dos posicionamentos da empresa, em 2025. As narrativas jornalísticas reorganizam esses acontecimentos, enfatizando críticas, riscos e expectativas, e reinscrevem esses sentidos no espaço público ao deslocar o foco da racionalidade técnica para as consequências sociais, simbólicas e políticas das mudanças. Conclui-se que tais transformações não se limitam a ajustes operacionais, mas integram um movimento mais amplo de reconfiguração narrativa, no qual se disputam publicamente os sentidos da diversidade, da responsabilidade corporativa e da governança do espaço digital, em um contexto atravessado por disputas políticas e por reposicionamentos ideológicos da própria empresa.
Este artigo propõe uma análise crítica do estudo Your Brain on ChatGPT: Accumulation of Cognitive Debt when Using an AI Assistant for Essay Writing Task, publicado em 2025 pelo Massachusetts Institute of Technology, que associa o uso de IA à redução do engajamento cognitivo e da retenção de memória. Sustenta-se que tal leitura não decorre apenas de fragilidades técnicas, mas de um déficit epistemológico que reduz a cognição a padrões neurais, ignorando suas dimensões sociais, culturais e mediadas. Apontam-se como limites a homogeneidade da amostra, a artificialidade da tarefa (redação em vinte minutos), a ausência de acompanhamento longitudinal e a restrição do eletroencefalograma para mensurar processos complexos. Diferentemente da narrativa midiática de “emburrecimento”, argumenta-se que os efeitos observados são imediatos e situados. Em diálogo com autores como Simondon, Régis, Varela e defende-se que a IA implica reorganização, e não perda da cognição.