
RESUMO Neste artigo, retoma-se e examina-se a experiência temporal em relação à obra de arte formulada por Hans-Georg Gadamer em sua obra magna Verdade e método (1960). Examina-se a terminologia empregada por ele, assim como a construção do raciocínio, para trazer à luz os detalhes dessa experiência para Dasein. Esse exame mostra que há modificações nas concepções vulgares de tempo e espaço, as quais dão lugar a um “momento absoluto (absolute Augenblick), no qual Dasein se abre ao reconhecimento (Wiedererkentniss) de si e do mundo (Welt). Em seguida, por meio de comentários de Günter Figal (2021 e 2022) acerca da relação entre arte e redução, de Rudolph Bernet, sobre a relação Husserl-Heidegger, assim como de Andrea Satiti (2013) acerca de Husserl, propõe-se que uma reaproximação de Gadamer a Husserl por meio do conceito de Überschau permite uma compreensão renovada sobre a experiência temporal da arte e do movimento do jogo (Spiel) elaborados por Gadamer em seu grande tratado.
RESUMO Neste artigo, o leitor irá encontrar uma abordagem introdutória e não exaustiva de questões de Epistemologia e de Estética que são instanciadas no contexto das Artes Marciais, de modo que um não filósofo também consiga acompanhar as discussões, mas com uma profundidade suficiente para que um filósofo se interesse por elas. O leitor também encontrará algumas sugestões sobre como poderíamos lidar com algumas dessas questões presentes no contexto das Artes Marciais, usando teorias já bem conhecidas na Filosofia ou versões híbridas delas. Mais especificamente, em Epistemologia, tratamos da relação entre saber-que e saber-fazer nas práticas marciais, da relação dos vícios e das virtudes epistêmicas na estrutura epistêmica das comunidades marciais e como poderíamos aliar o ensino do falsificacionismo e de virtudes epistêmicas para combater os vícios nessas estruturas. Em Estética, por sua vez, tratamos do problema de apontar onde reside a beleza na prática das Artes Marciais, passando por posições como o formalismo, o funcionalismo e o relativismo, um problema metafísico sobre o lugar dos kata nas Artes Marciais — relacionado à possibilidade de que os kata sejam práticas que podem ser classificadas como arte proprioceptiva.
ZUSAMMENFASSUNG Dieser Artikel zielt darauf ab, die Konzeptualisierung des Lebens zu erhellen und ihre bedeutende Rolle im Aufbau von Hegels realphilosophischem System aufzuzeigen. Hegel hat eine um die Lebensidee zentrierte Konzeptualisierung entwickelt. In der natürlichen Welt manifestiert sich die Lebensidee als eine Form der nach außen gerichteten Bewegung. Zunächst ist diese Idee in der unorganischen Natur nur innerlich oder potenziell; dann veräußerlicht und verwirklicht sie sich allmählich in der organischen Natur. Im System des Geistes durchläuft sie die Stufe der Seele in der Anthropologie, den Gegensatz von Geist und Leben in der Phänomenologie, denvernünftigen Staat, den Organismus, das Ideal und die Schönheit in der Ästhetik sowie die Formen Gottes, um schließlich in der spekulativen Logik als letzte Wissenschaft in ihrer reinen Form wiedergeboren zu werden. Im Vergleich zur Naturphilosophie stellt die Manifestation der Lebensidee im Bereich des Geistes einen Verinnerlichungsprozess in idealer Richtung dar. Daher lassen sich die naturphilosophische Verwirklichung und die geistphilosophische Manifestation der Lebensidee als zwei symmetrische, diametral entgegengesetzte Bewegungen charakterisieren. Gleichwohl sind sie grundlegend zwei Dimensionen eines kontinuierlichen und einheitlichen Prozesses der Lebensidee selbst. Dieser Prozess der Rückkehr der Lebensidee zu sich selbst in einer Bewegung von Verwirklichung und Manifestation bildet eine bedeutende Kreisbewegung innerhalb von Hegels Systemaufbau.
RESUMO Em “De Immenso et innumerabilibus”, Bruno refuta dois paradigmas teleológicos: o princípio aristotélico de que cada coisa, de acordo com a sua essência, aspira ao fim específico para o qual foi ordenada e a concepção platônica de arquétipo e de ideias transcendentes. O nolano pretende solapar as bases da teleologia escolástica e das hierarquias a ela associadas, de acordo com as quais cada ser possui o seu lugar e sua destinação determinada. Mas nem por isso se pode dizer que Bruno rejeita, pura e simplesmente, toda concepção valorativa e hierárquica da realidade. Antes, o que está em jogo, a nosso ver, é uma remodelação dos valores e o estabelecimento de uma certa concepção de perfeição e de finalidade na natureza, doravante atrelada ao infinito e à valorização da matéria e da vicissitude. O artigo abordará esse lugar ambíguo da finalidade e da teleologia no pensamento de Bruno, discutindo-o à luz não apenas de seus argumentos cosmológicos, como também de sua filosofia moral, apresentada em “Spaccio de la bestia trionfante”. Pretendemos indicar como são os mesmos valores que estão no fundamento tanto de sua concepção de natureza como de sua classificação das virtudes e dos vícios.
ABSTRACT Knowledge is frequently said to be more valuable than true belief. Building upon this intuition, Zagzebski presents a challenge for definitions of knowledge. If a definition adequately captures knowledge, then it should also capture knowledge’s extra value. In this paper, I argue that the extra value can be accommodated with flexibility by definitions of knowledge. In other words, I state that epistemologists are capable of meeting the demands of the problem of value by identifying the extra value of knowledge in a variety of ways, such as by pointing to a valuable property that knowledge adds to the knower. This is not the way Zagzebski conceives the demands of the problem, and for that reason, I think she is mistaken. First, I introduce Zagzebski’s version of the problem and the three morals that she extracts from it. Second, I examine her argument and propose modifications based on what I believe to be a proper understanding of the background intuition. Third, I argue that Zagzebski’s morals do not really follow from the problem of value. Finally, I explore the consequences of being free from the three morals, namely, the possibility of locating the value of knowledge in different “places”.