
El análisis bibliométrico se enfoca en la reducción de la brecha digital en estudiantes universitarios, un tema crítico en la educación actual que impacta tanto el acceso a tecnologías de la información como las competencias necesarias para su uso efectivo, afectando el rendimiento académico y las oportunidades profesionales de los estudiantes. El objetivo central es identificar las principales tendencias y contribuciones en la literatura científica sobre este tema, analizando la evolución de las publicaciones, autores influyentes, instituciones líderes y colaboraciones internacionales. Para ello, se emplea una metodología cuantitativa de cartografía bibliométrica basada en la base de datos Scopus, procesando 404 publicaciones a través de herramientas como Bibliometrix y VOSviewer para visualizar redes de coautoría y temas emergentes. Los resultados muestran un aumento significativo en la producción científica desde 2017, destacando la influencia de la pandemia de COVID-19 en la digitalización de la educación y la urgencia de abordar las desigualdades tecnológicas. Las principales conclusiones indican que, aunque la brecha digital sigue siendo un desafío global, la colaboración internacional y las políticas educativas enfocadas en la equidad digital son esenciales para mitigar estas desigualdades, asegurando el acceso igualitario a las tecnologías digitales para todos los estudiantes universitarios
A lógica que fundamenta a formulação de uma pesquisa evoluiu significativamente ao longo da história, influenciada por diversas teorias filosóficas e matemáticas. Desde os métodos dialéticos de Sócrates até os algoritmos complexos dos mecanismos de busca modernos, a forma como buscamos e processamos informações passou por transformações profundas. Trata-se de um artigo teórico, de natureza qualitativa, cujo objetivo está em explorar a evolução da lógica e da pesquisa, desde os métodos filosóficos até os mecanismos modernos de busca. A habilidade de questionar define a humanidade e permitiu gerar conhecimento e desenvolvimentos tecnológicos, sociais, morais, políticos. Compreende-se que a busca por informação está pautada na lógica clássica e lógica matemática, perpassa bibliotecas e mecanismos de busca. Os mecanismos de busca nos desafiam a refletir sobre como a tecnologia molda nossa forma de pensar e buscar informações. Em tempos em que buscadores com ferramentas de inteligência artificial seguem aprimorando, é crucial questionar não apenas como pesquisamos, mas também como essas ferramentas influenciam o que encontramos.
Durante muito tempo, a pesquisa em empreendedorismo turístico concentrou-se majoritariamente em aspectos econômicos e estratégicos, relegando a temática de gênero a um segundo plano. Contudo, a crescente participação feminina no setor turístico, associada à sua relevância para o desenvolvimento econômico e social, evidencia a necessidade de explorar essa interseção de maneira mais aprofundada. Para explorar tal lacuna, o presente artigo busca analisar a evolução da produção científica sobre o empreendedorismo feminino no turismo, com foco na identificação de tendências temáticas, autores mais produtivos, periódicos de destaque, padrões de colaboração e lacunas existentes na literatura. Tomando como base a pesquisa em empreendedorismo feminino, turismo e gênero, foi realizada uma revisão bibliométrica nas bases Scopus e Web of Science, totalizando 172 artigos analisados por meio das leis de Lotka, Zipf e Bradford, com apoio do software RStudio (Bibliometrix/Biblioshiny) e Excel®. Os resultados indicaram que, embora tenha havido crescimento da produção acadêmica sobre o tema a partir de 2015, a atenção científica ainda é incipiente, concentrando-se em poucos autores e periódicos específicos, com baixa colaboração internacional envolvendo o Brasil. Como principal contribuição, este artigo apresenta à literatura um mapeamento detalhado da produção científica sobre o empreendedorismo feminino no turismo, destacando a necessidade de ampliação das investigações, especialmente em contextos latino-americanos, e reforçando a importância de políticas inclusivas para fortalecer a participação feminina no setor.
As ações afirmativas voltadas para pessoas com deficiência objetivam promover a equidade social, garantindo oportunidades a um grupo historicamente marginalizado. No Brasil, o debate sobre inclusão começou a ganhar força a partir da década de 80, com a Constituição de 1988 reconhecendo direitos fundamentais para essa população. Desde então, muitas foram as políticas implementadas nesse sentido, assim como diversas foram as controvérsias advindas de tais políticas, envolvendo acadêmicos, políticos, juristas, organizações da sociedade civil, dentre outros, evidenciando a complexidade do tema. A presente pesquisa utiliza a Teoria Ator-Rede para analisar como a ação dessa multiplicidade de atores produz aquilo que se entende por inclusão da pessoa com deficiência no Brasil em meio a tal social controvertido e instável. Desse modo, busca-se rastrear as práticas relacionadas a implementação dessas políticas, e realizar uma cartografia das controvérsias considerando tensões na adaptação nos ambientes, no mercado de trabalho, disputas entre diferentes modelos de inclusão entre outras. A pesquisa utilizou como porta de entrada para tal rastreamento, a mídia de grande circulação. A respectiva cartografia se produziu por meio de análise de material jornalístico e legislações datadas de 2016 a 2023. O critério de seleção foi a recorrência do tema pessoa com deficiência em contextos de trabalho e educação. Foram identificadas controvérsias em torno do mercado de trabalho, da educação inclusiva, do preconceito e discriminação, bem como das políticas públicas. Concluiu-se que a realidade da inclusão segue instável, sendo constantemente moldada por legislações, decisões políticas, demandas da sociedade e o próprio conceito de deficiência. Algumas das principais controvérsias envolvem fraudes na autodeclaração, barreiras arquitetônicas e culturais, além da interseccionalidade com outros marcadores sociais. Isso demonstra que, apesar dos avanços, a inclusão plena ainda enfrenta obstáculos significativos e exige adaptações contínuas.