The data that support the findings of this study are available from the corresponding author upon reasonable request. Table S1. Long- PCR primers and internal sequencing primers. Please note: The publisher is not responsible for the content or functionality of any supporting information supplied by the authors. Any queries (other than missing content) should be directed to the corresponding author for the article.
Objetivo: As mutações comumente observadas na talassemia β envolvem substituições de nucleotídeo único ou inserções/deleções de poucos nucleotídeos, afetando a expressão do gene β por meio de vários mecanismos que podem resultar em redução parcial (β+) ou ausência (β0) da síntese da cadeia β. Método: Descrevemos a análise molecular do gene β em dois irmãos (um menino de 3 anos e uma menina de 10 anos) com quadro de anemia grave e dependentes de transfusão sanguínea, encaminhados pelo HEMOCE; os pais não apresentavam queixas clínicas. Inicialmente, avaliamos dados hematológicos e bioquímicos e a análise qualiquantitativa de hemoglobina (Hb) da família. O DNA genômico foi extraído dos leucócitos do sangue periférico com kit comercial, e o gene da globina β foi seletivamente amplificado e sequenciado. As crianças apresentavam anemia moderada (transfusão recente) com reticulocitose, e os pais, discretas alterações hematológicas (microcitose e hipocromia). As dosagens séricas de ferro estavam normais nos pais e elevadas nas crianças, enquanto as relacionadas com a hemólise, normais somente no pai. A análise das frações de Hb revelou que a HbA2 estava dentro dos valores normais nas crianças e aumentada nos pais (mãe = 5,8% e pai = 5,1%) e a HbF estava normal nos pais e aumentada nas crianças (filho = 38% e filha = 42,5%). Após o sequenciamento do gene β, foi identificada a inserção, em homozigose, de quatro nucleotídeos nas posições 291-294 [HBB:c.291_294insGCAC (p.99-103VDPEN>ARGSX)] nas duas crianças. Os pais, primos em 2º grau, apresentaram a mesma alteração em heterozigose. Conclusão: A inserção dos nucleotídeos GCAC no códon 99 induz uma parada prematura no códon 102 do éxon 2 no gene da globina β, associada ao alelo β0. Em 2021, essa sequência variante do gene β foi descrita no México em heterozigose. De nosso conhecimento, este é o primeiro relato da mutação, em homozigose, responsável pelo fenótipo de talassemia β maior descrita em uma família brasileira proveniente do estado do Ceará.
Haptoglobina, hemopexina e heme-oxigenase (HO) representam mecanismos de defesa do nosso corpo frente à hemólise e níveis criticamente baixos dessas proteínas dificultam a eliminação da hemoglobina (Hb) e heme livres. Excesso de heme livre demonstrou contribuir e exacerbar a patogênese de uma variedade de doenças inflamatórias, como sepse, doença falciforme, síndrome respiratória aguda grave e falência de múltiplos órgãos. No promotor do gene da HO-1 (HMOX-1) existem variantes com papéis funcionais na regulação dos níveis de HO. Entre eles, estudos indicam que na mutação -413A>T (rs2071746) o alelo A tem atividade significativamente maior do que o alelo T. O objetivo do presente trabalho foi investigar esse polimorfismo e avaliar se há relação com marcadores de hemólise, gravidade da doença e mortalidade em pacientes com COVID-19. Neste estudo retrospectivo, de março/2020 a março/2021, foram incluídas amostras de DNA de 320 pacientes adultos, não vacinados, internados no Hospital de Clínicas da UNICAMP e com diagnóstico molecular de COVID-19. O polimorfismo -413A>T (rs2071746) foi determinado com a utilização do TaqMan® SNP Genotyping Assay (Thermo Fisher Scientific, EUA), de acordo com o protocolo do fabricante e os dados hematológicos e a enzima lactato desidrogenase (LDH) foram determinados por métodos automatizados, ambos ao diagnóstico de COVID-19. A classificação de gravidade da doença seguiu as definições da OMS (não grave/grave/crítico). As análises estatísticas foram realizadas usando Graphpad Prism (v.9), considerando o valor significativo se p < 0,05. Dos pacientes desse estudo, 253 (79,1%) receberam alta hospitalar e 67 (20,9%) faleceram durante a internação, com média de idade 55,6 (20-90) e 65,4 (28-97) respectivamente (p < 00,1). Quanto ao polimorfismo do gene HMOX-1, a distribuição dos genótipos AA, AT e TT nos pacientes que receberam alta foi 32,0% (81), 46,7% (118) e 21,3% (54), enquanto no grupo óbito foi de 32,8% (22), 49,3% (33) e 17,9% (12), respectivamente, sem diferença significativa (p = 0,813). Resultados parciais referentes à gravidade mostraram que 119 (47,6%) foram classificados como não graves, 123 (49,2%) como graves e 8 (3,2%) como críticos, com médias de idade de 57,2 (20-90), 58,7 (28-97) e 58,0 (38-72) respectivamente (p = 0,946) e com a seguinte distribuição genotípica: 38,65% (46), 38,65% (46) e 22,7% (27) nos pacientes não graves, 26,8% (33), 55,3% (68) e 17,9% (22) nos graves e 37,5% (3), 25,0% (2) e 37,5% (3) nos críticos para AA, AT e TT, respectivamente (p = 0,065). Por fim, diferente do esperado, não houve diferença entre os genótipos AA, AT, TT e a média dos marcadores de hemólise analisados, Hb (p = 0,216) e LDH (p = 0,756). Os resultados encontrados na nossa população de estudo não suportam a hipótese de que pacientes com genótipo AA apresentariam certa proteção contra os efeitos da hemólise, em função da Hb e do LDH e, tampouco, da gravidade e mortalidade da doença. A COVID-19 é uma doença sistêmica e a análise de forma isolada de um único fator genético pode não influenciar nas consequências clínicas apresentadas por seus portadores. Assim, estudos de outros polimorfismos genéticos do gene HMOX-1 e outros genes envolvidos na hemólise serão realizados na nossa população a fim de ampliar o conhecimento da fisiopatologia dessa doença.
A HbS [HBB:c.20A>T (p.E7V)] é a variante de hemoglobina (Hb) mais prevalente e amplamente estudada devido às complicações clínicas quando em homozigose ou em associação a outra Hbpatia. Descrevemos aqui a associação entre HbS e HbTsukumi [HBB:c.352C>T (p.H118Y)], variante silenciosa, encontrada em dois bebês (P1 e P2) de famílias distintas. Triagem neonatal por focalização isoelétrica (IEF - RESOLVE® Neonatal Hemoglobin Test Kit pH 6-8, Perkin Elmer) de dois bebês, brancos, sexo feminino, com cerca de 50 dias de vida, provenientes do Departamento Regional de Saúde VII do estado de SP, presumidamente não aparentados, apresentou o seguinte perfil: HbS, HbF e HbF-acetilada em concentração maior que a esperada. Cromatografia líquida de alta performance (HPLC - nbs Newborn Screening System, Bio-Rad) revelou padrão diferente de IEF: HbS, HbF e HbA. Os casos foram encaminhados ao Laboratório de Hemoglobinopatias (FCM/Unicamp) para elucidação. Índices hematimétricos de P1 e P2, ambas as mães (MP1 e MP2) e do pai de P2 (PP2) apresentaram padrão normal à exceção de P2 e MP2, com discretas microcitose e hipocromia. Eletroforese em pH alcalino e HPLC de troca catiônica (Variant II, Bio-Rad), revelaram o perfil HbA2, HbS, HbF e HbX (=HbA, com migração/eluição da HbTsukumi concomitante à HbA, como variante silenciosa). Os percentuais de HbS foram 26,4% (P1) e 18,6% (P2) e da variante rara foram de 33,5% (P1) e 25,5% (P2). A presença de HbS foi detectada em MP1 e MP2 e confirmada por teste de solubilidade. PP2 apresentou o perfil eletroforético/cromatográfico: HbA2, HbA + HbX (co-eluição em tempo de retenção inferior à HbA). HPLC de fase reversa (RP-HPLC - Alliance, Waters) revelou a presença das globinas βS e βX (em co-eluição com globina γG) e cadeia γA anômala (P1, P2 e PP2). Sequenciamento de HBB (globina β) confirmou a presença da mutação GAG>GTG no 6ºcódon do referido gene, correspondente à substituição βGlu6Val, da HbS (P1, P2), bem como da mutação CAC>TAC no 117ºcódon, relativa à βHis117Tyr, da HbTsukumi (P1, P2 e PP2), ambas em heterozigose. Sequenciamento de HBG1 (globina γA) apontou a mutação ATA>ACA no 75ºcódon do referido gene, correspondente à substituição γAIle75Tyr, da HbF-Sardinia [HBG1:c.227T>C (p.I76T)] também em heterozigose (P1, P2 e PP2), sugerindo que as mutações relativas à HbTsukumi e F-Sardinia estejam no mesmo alelo. Triagem de talassemia α mais comuns por multiplex Gap-PCR, análise por enzimas de restrição e PCR alelo-específico, detectaram a deleção _α3.7 em heterozigose em P2 e MP2. As crianças foram encaminhadas para o serviço de referência para acompanhamento clínico e, até o momento, seguem sem sintomatologia relevante. De nosso conhecimento, trata-se da primeira identificação da HbTsukumi no Brasil e o primeiro relato desta em associação com HbS. Importante ressaltar que, apesar de não apresentarem alterações clínicas e hematológicas relevantes até o momento, ambas as crianças ainda apresentam elevados níveis de HbF. Considerando que estes possivelmente sejam os primeiros casos da concomitância das variantes, o acompanhamento clínico com o decorrer da idade e completo switch HBG-HBB, será fundamental para determinar aspectos clínicos e hematológicos desta associação, uma vez que a HbTsukumi pode apresentar certa instabilidade em alguns casos.
As talassemias alfa (α) são frequentemente causadas por deleções nos genes da globina α (HBA1 e HBA2), e podem envolver um ou ambos os genes, o que resulta em redução parcial (alelo α+ ou -α) ou supressão total (alelo α0 ou –) da produção das globinas α. Raramente, as talassemias α podem resultar de mutações de ponto ou pequenas deleções/inserções. A heterozigose, a homozigose ou a interação destes diferentes alelos resultam em um amplo espectro de manifestações clínicas e laboratoriais. A Doença da Hemoglobina (Hb) H ocorre quando há uma deficiência acentuada na produção de globinas α, visto que apenas um gene α encontra-se funcional (interação α+/α0). Desta forma, nos fetos e recém-nascidos o excesso de cadeias γ forma a Hb Barts (γ4), e nos adultos o excesso de cadeias β forma a HbH (β4), um tetrâmero instável que precipita nas hemácias com o seu envelhecimento, ocasionando anemia hemolítica moderada a grave, com icterícia e hepatoesplenomegalia. Desde sua implantação em 1980, o Laboratório de Hemoglobinopatias do HC/UNICAMP, referência no diagnóstico molecular da talassemia α, analisou cerca de 150.000 amostras de sangue, a maior parte de indivíduos provenientes da região sudeste do Brasil, mas também da região nordeste, centro-oeste e sul, bem como de parte da América Latina. Apresentamos aqui um recorte dos casos de Doença da HbH caracterizados desde 2002 até o presente momento. Na triagem protéica foram realizadas eletroforese (pHs alcalino e neutro), cromatografia líquida de alta performance (HPLC) e identificação da HbH em hemácias do sangue periférico (esfregaço sanguíneo corado com azul de cresil brilhante). Na caracterização molecular, as deleções mais comuns [-α3.7, -α4.2, -(α)20.5, –MED, –SEA, –FIL, –THAI] foram rastreadas por multiplex -gap -PCR e outras deleções foram investigadas por multiplex ligation -dependent probe amplification (MLPA). As mutações não delecionais mais comuns (α1-Nco I, α2-Nco I, α2-Hph I e α2TSAUDI) foram investigadas por análise de restrição, PCR alelo-específico e/ou sequenciamento direto. Trinta e dois (32) casos de Doença da HbH foram identificados em 27 famílias diferentes. Os alelos α+ resultaram de deleções em 30 casos: deleção -α3.7, a mais frequente na população mundial, encontrada em 29 casos e -α4.2 em um caso; outras duas mutações originaram alelos α+: em um caso encontramos uma mutação no sítio doador de splicing do primeiro íntron do gene HBA2 {α2-IVSI-1 [α2 nt 133 G>A (HBA2:c.95+1G>A)]} e um caso envolvia Hb variante instável {Hb Icaria [α2 142 Stop>Lys (HBA2:c.427T>A)]}. Os alelos α0 resultaram de diferentes deleções, tais como: deleções iniciando desde o telômero com variações estendendo-se até o gene SOX8 (225 a 1050 kb) foram identificadas em 8 casos, deleção –SEA em 7 casos, deleções iniciando na região do elemento regulatório do cluster α (HS40) com variações estendendo-se até o gene AXIN1 (15 a 175 kb) em 6 casos, deleção –MED em 6 casos, deleção -(α)20.5 em 2 casos e 3 casos apresentaram deleção apenas da região do HS40. Esses resultados evidenciam a expressiva variabilidade de mutações talassêmicas no cluster α presentes na nossa população, bem como reforça a importância do diagnóstico preciso, evitando, assim, procedimentos e esquemas terapêuticos equivocados, especialmente, quando os indivíduos apresentam microcitose e hipocromia.
Pedroso e Soler contribuíram igualmente para o trabalho.
A úlcera de perna é uma complicação debilitante da Anemia Falciforme (AF) e está associada ao aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes, reduzindo significativamente a qualidade de vida dos mesmos. A etiologia das úlceras de perna ainda não está completamente elucidada, mas sabe-se que a causa é uma combinação de múltiplos fatores, incluindo obstrução mecânica da microcirculação pelas células falcizadas, diminuição do aporte de oxigênio devido à anemia, infecções, traumas, doenças venosas, dentre outros. Os microRNAs (miRNAs) são pequenos RNAs não codificantes com cerca de 22 nucleotídeos que regulam a expressão dos seus alvos de maneira pós-transcricional. Estas moléculas estão envolvidas em praticamente todos os processos biológicos e sua expressão anormal pode estar relacionada a diversas doenças. Assim, o objetivo do presente estudo foi analisar o perfil de expressão de miRNAs relacionados com a via inflamatória em células mononucleares de pacientes com AF com e sem úlcera de perna, acompanhados no Hemocentro de Pernambuco – HEMOPE e, consequentemente, identificar/avaliar um alvo desses miRNAs que possa estar envolvido com essa manifestação clínica. A pesquisa incluiu nove participantes do gênero masculino, adultos, divididos em três grupos e pareados por idade e características étnicas predominantes: controles normais HbAA (n = 3), pacientes com AF sem úlcera de perna (n = 3) e pacientes com AF com úlcera de perna (n = 3). Para a análise da expressão dos miRNAs foi utilizado o ensaio miScript miRNA PCR array (Qiagen/Germany), um painel que permite avaliar o perfil de expressão de 84 miRNAs envolvidos na regulação da expressão de genes da via inflamatória utilizando o sistema de detecção SYBR Green®. No grupo dos pacientes com AF sem úlcera de perna foram encontrados dois miRNAs com expressão diferencial quando comparados ao grupo controle (p < 0,05), sendo o miR-125b-5p diminuído e o miR-21-aumentado. Por outro lado, quando comparado ao grupo controle, o grupo dos pacientes com úlcera de perna apresentou quatro miRNAs com expressão aumentada (p < 0,05): miR-15a-5p, miR-16-5p, miR-195-5p e miR-548d-3p. Interessantemente, os miRNAs miR-15a-5p, miR-16-5p e miR-195-5p pertencem a mesma família, ou seja, tem mRNAs alvos em comum, e sua expressão diferencial pode demonstrar a relevância destes miRNAs para esta comorbidade. O fator de crescimento endotelial vascular A (VEGFA, Vascular Endothelial Growth Factor A) é um alvo predito em comum para esta família e também para o miR-548d-3p e está envolvido no processo de cicatrização de úlceras venosas ao promover os eventos iniciais da angiogênese, favorecendo migração e proliferação de células endoteliais. A expressão gênica do VEGFA foi avaliada em 60 pacientes (29 com úlcera de perna e 31 sem úlcera) por qPCR. Os resultados mostraram que a expressão de VEGFA estava significativamente menor naqueles com úlcera de perna. Sendo assim, os miRNAs encontrados neste estudo poderiam atuar diminuindo os níveis de expressão do VEGFA e dificultando a angiogênese, que é fundamental para que ocorra a formação de novos tecidos e consequentemente a cicatrização da ferida. Esses achados podem indicar a associação desses miRNAs na modulação da expressão do VEGFA em pacientes com úlcera de perna. Análises proteicas do VEGFA poderiam auxiliar na melhor compreensão dessa possível associação. Financiamento: FAPESP, CNPq, CAPES, FAEPEX.
Background/objective: The severity and outcome of COVID-19 are determined by the level of overstimulation of the immune response, age, and comorbidities in the patients infected by severe acute respiratory syndrome coronavirus type 2 (SARS-CoV-2). Lymphopenia is the most consistent finding that characterizes the hemogram in COVID-19 patients. We evaluated the hemogram and compared the lymphocyte count (LC),neutrophil-lymphocyte ratio (NLR), and platelet-lymphocyte ratio (PLR) at diagnosis in COVID-19 patients hospitalized at the Clinical Hospital of the State University of Campinas (UNICAMP), Campinas, São Paulo, Brazil. Methods: In this retrospective study, we reviewed the medical notes of 320 adult hospitalized patients with PCR-confirmed COVID-19 at the Clinical Hospital of UNICAMP, Campinas, from March 2020 to March 2021. The hemogram (performed using automated counter-XN 9000™, Sysmex, Japan) at COVID-19 diagnosis was analyzed, and NLR and PLR were calculated. The primary outcomes were discharge (n = 257 patients who recovered from the disease and were discharged from the hospital), and death (n = 63 those who died during treatment). Statistical analyses were performed using SPSS (version 22). Unpaired data of deceased and discharged COVID-19 patients were compared using Mann-Whitney tests. All results were significant if p < 0.05 or except otherwise stated. Results: Compared to the 257 discharged patients, the 63 deceased patients were older 56.0 vs 64.7 ys respectively, p = 0.000), the males are more in each group and the duration of hospitalization was not different (18.6 vs 19.7 days respectively, p = 0.12). The leukocyte (8.89 ± 4.50 vs 10.37 ± 7.03, p = 0.289) and platelet counts (227.00 ± 91.15 vs 197.79 ± 97.47, p = 0.119) were not significantly different in the two groups, the hematocrit was higher in the discharged than in the deceased patients (38.84 ± 6.86 vs 35.89 ± 8.57, p = 0.021). The LC was lower in the deceased (0.81 ± 0.59 × 103 vs 1.09 ± 0.80x103/μL, p = 0.002), and negatively correlated with the age of the patients(r = -0.145, p=0.009 at a significant level of 0.01). The deceased group had a higher NLR (17.52 ± 19.20 vs 10.06 ± 12.31, p < 0.001) and PLR (366.32 ± 275.03 vs 319.23 ± 331.54, p = 0.047) higher than the discharged group, and both parameters were strongly correlated (r = 0.734, p < 0.001 significant level of 0.01). One hundred and thirty-eight (53.7%) of the discharged patients and 45 (71.4%) of the deceased had LC of < 1.0 × 103/μL. The LC is associated with the disease outcome (χ2 = 6.498, df = 1, p = 0.011), and the odds for a deceased to have a lymphopenia is 1.9 times that for the discharged patients [OR = 1.87 (95% CI = 1.135-3.085). Discussion: Though lymphopenia is consistent in COVID-19, the cause is unclear. Acute recruitment of lymphocytes to the site of infection (mainly the lung) may explain this, thus the lymphopenia may worsen and the LRs will be elevated with the increasing severity of COVID-19. The negative correlation of LC with age and higher odds of lymphopenia in the deceased patients suggest that LC and the LRs at diagnosis could be easily accessible and useful predictors of severity and mortality in these patients. Conclusion: Our study supports that lymphopenia is negatively associated with mortality in COVID-19 patients and that the deceased patients have elevated NLR and PLR at diagnosis. These parameters are easily derived from the hemogram and could be utilized as affordable and accessible predictors of outcomes in patients with COVID-19.
The impaired bioavailability of endogenous nitric oxide (NO) in sickle cell anemia (SCA) may be influenced by polymorphisms in the endothelial nitric oxide synthase gene (eNOS). We compared allelic/genotypic frequencies of the eNOS polymorphisms T-786C, VNTR4a/b and G894T between 89 adult SCA patients and 100 healthy controls, and investigated the relationship between these SNPs and markers of hemolysis [lactate dehydrogenase (LDH), indirect bilirubin (IB) and reticulocyte counts], inflammation [interleukins IL-1β, IL-6, IL-8, Tumor Necrosis Factor (TNF-α) and C-reactive protein (CRP)] and endothelial dysfunction (ED) [soluble vascular cell adhesion molecule-1 (sVCAM-1), soluble intercellular adhesion molecule-1 (sICAM-1), soluble L-selectin (sL-selectin), von Willebrand Factor (vWF) antigen and D-dimers] in the patients. The frequencies of the mutant -786C allele and -786C/C genotype were significantly higher in patients (p = 0.02 and p = 0.04, respectively) but not significantly correlated with the markers. For VNTR4a/b and G894T, the allelic/genotypic frequencies did not statistically differ between patient and control groups. Patients carrying the 4a allele and those with the 894G/G genotype showed a significant decrease in IB (p = 0.02 and p = 0.04, respectively), and only patients with the 4a allele exhibited reduced IL-1β (p = 0.01). The correlation profiles between markers of inflammation and ED significantly differed between patients carrying the mutant alleles and those with wild-type genotypes. This appears to be the first report on the relationship between eNOS gene polymorphisms and markers of hemolysis, inflammation and ED in Brazilian SCA patients. Our results indicate that the SNPs analyzed may influence the phenotypic variability of these patients.
International Journal of Laboratory HematologyVolume 40, Issue 5 p. e96-e98 LETTER TO THE EDITOR First report of εγδβ0-thalassemia in a Brazilian family R. D. Ferreira, R. D. Ferreira Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorN. O. Mota, N. O. Mota Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorG. A. Pedroso, G. A. Pedroso Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorE. M. Kimura, E. M. Kimura Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorA. P. M. Geraldo, A. P. M. Geraldo Integrated Center for Pediatric Hematology/Oncology Research (CIPOI), School of Medical Sciences, State University of Campinas- UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. N. N. Santos, M. N. N. Santos Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorF. F. Costa, F. F. Costa Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. F. Sonati, Corresponding Author M. F. Sonati sonati@fcm.unicamp.br sonati_mf@yahoo.com.br orcid.org/0000-0002-5193-8854 Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, Brazil Correspondence Maria de Fatima Sonati, Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, University of Campinas–UNICAMP, Campinas, State of São Paulo, Brazil. Emails: sonati@fcm.unicamp.br; sonati_mf@yahoo.com.brSearch for more papers by this author R. D. Ferreira, R. D. Ferreira Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorN. O. Mota, N. O. Mota Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorG. A. Pedroso, G. A. Pedroso Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorE. M. Kimura, E. M. Kimura Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorA. P. M. Geraldo, A. P. M. Geraldo Integrated Center for Pediatric Hematology/Oncology Research (CIPOI), School of Medical Sciences, State University of Campinas- UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. N. N. Santos, M. N. N. Santos Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorF. F. Costa, F. F. Costa Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. F. Sonati, Corresponding Author M. F. Sonati sonati@fcm.unicamp.br sonati_mf@yahoo.com.br orcid.org/0000-0002-5193-8854 Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, Brazil Correspondence Maria de Fatima Sonati, Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, University of Campinas–UNICAMP, Campinas, State of São Paulo, Brazil. Emails: sonati@fcm.unicamp.br; sonati_mf@yahoo.com.brSearch for more papers by this author First published: 31 May 2018 https://doi.org/10.1111/ijlh.12863Read the full textAboutPDF ToolsRequest permissionExport citationAdd to favoritesTrack citation ShareShare Give accessShare full text accessShare full-text accessPlease review our Terms and Conditions of Use and check box below to share full-text version of article.I have read and accept the Wiley Online Library Terms and Conditions of UseShareable LinkUse the link below to share a full-text version of this article with your friends and colleagues. Learn more.Copy URL Share a linkShare onFacebookTwitterLinkedInRedditWechat No abstract is available for this article. Volume40, Issue5October 2018Pages e96-e98 RelatedInformation
Human hemoglobin (Hb) Coimbra (βAsp99Glu) is one of the seven βAsp99 Hb variants described to date. All βAsp99 substitutions result in increased affinity for O2 and decreased heme-heme cooperativity and their carriers are clinically characterized by erythrocytocis, caused by tissue hypoxia. Since βAsp99 plays an important role in the allosteric α1β2 interface and the mutation in Hb Coimbra only represents the insertion of a CH2 group in this interface, the present study of Hb Coimbra is important for a better understanding of the global impact of small modifications in this allosteric interface. We carried out functional, kinetic and dynamic characterization of this hemoglobin, focusing on the interpretation of these results in the context of a growth of the position 99 side chain length in the α1β2 interface. Oxygen affinity was evaluated by measuring p50 values in distinct pHs (Bohr effect), and the heme-heme cooperativity was analyzed by determining the Hill coefficient (n), in addition to the effect of the allosteric effectors inositol hexaphosphate (IHP) and 2,3-bisphosphoglyceric acid (2,3-BPG). Computer simulations revealed a stabilization of the R state in the Coimbra variant with respect to the wild type, and consistently, the T-to-R quaternary transition was observed on the nanosecond time scale of classical molecular dynamics simulations.
International Journal of Laboratory HematologyVolume 39, Issue 4 p. e106-e109 Letter to the Editor A novel α0-thalassemia deletion in a Brazilian child with Hb H disease [--(Braz)] N. O. Mota, N. O. Mota Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorE. M. Kimura, E. M. Kimura Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorR. D. Ferreira, R. D. Ferreira Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorD. M. Albuquerque, D. M. Albuquerque Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorD. M. Ribeiro, D. M. Ribeiro Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. N. N. Santos, M. N. N. Santos Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorF. F. Costa, F. F. Costa Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. F. Sonati, M. F. Sonati sonati@fcm.unicamp.br sonati_mf@yahoo.com.br orcid.org/0000-0002-5193-8854 Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this author N. O. Mota, N. O. Mota Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorE. M. Kimura, E. M. Kimura Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorR. D. Ferreira, R. D. Ferreira Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorD. M. Albuquerque, D. M. Albuquerque Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorD. M. Ribeiro, D. M. Ribeiro Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. N. N. Santos, M. N. N. Santos Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorF. F. Costa, F. F. Costa Hematology and Hemotherapy Center, UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this authorM. F. Sonati, M. F. Sonati sonati@fcm.unicamp.br sonati_mf@yahoo.com.br orcid.org/0000-0002-5193-8854 Department of Clinical Pathology, School of Medical Sciences, State University of Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, BrazilSearch for more papers by this author First published: 20 March 2017 https://doi.org/10.1111/ijlh.12646Citations: 2Read the full textAboutPDF ToolsRequest permissionExport citationAdd to favoritesTrack citation ShareShare Give accessShare full text accessShare full-text accessPlease review our Terms and Conditions of Use and check box below to share full-text version of article.I have read and accept the Wiley Online Library Terms and Conditions of UseShareable LinkUse the link below to share a full-text version of this article with your friends and colleagues. Learn more.Copy URL Share a linkShare onFacebookTwitterLinkedInRedditWechat Citing Literature Volume39, Issue4August 2017Pages e106-e109 RelatedInformation
SummaryWe describe here a new frameshift mutation of β‐thalassemia in a Uruguayan family with Italian ancestry [β48 (‐T); HBB:c.146delT]. This frameshift results in formation of premature stop codon (TGA) 40 bp downstream and in a short unstable product that is degraded in the cell.
Phosphatidylinositol phosphate kinases (PIPKs) are enzymes that participate in diverse intracellular signaling pathways. They are classified into 3 functionally distinct subfamilies - PIPKI (α, β, γ), PIPKII (α, β, γ), and PIPKIII - located in various subcellular compartments. Recently, the PIPKIIα and β-globin genes were found to be overexpressed in reticulocytes from 2 siblings with hemoglobin H disease, suggesting a possible relationship between PIPKIIa and the production of globins. The main aim of this study was to determine the expression profiles of PIPK genes in healthy individuals during in vitro erythropoiesis using quantitative real-time polymerase chain reaction and to compare these profiles with profiles of globin genes. Our results showed that expression of all PIPKs increases as the cells differentiate, coinciding with the expression profiles of globins. Analysis of the effects of globins on PIPK genes revealed that they varied significantly between the globins, the most noticeable being the effect of α-globin on PIPKIIα (P < 0.0001) and γ-globin on PIPKIIγ (P < 0.0001). The relationship between the expression of PIPKs and globin genes was statistically significant, particularly between PIPKIIα and α-globin (P = 0.0002) and PIPKIIγ and β-globin (P < 0.0001). Linear correlation analysis revealed a strong relationship between PIPKIIα and α-globin genes. This study is the first to establish the expression profiles of PIPK genes during in vitro erythropoiesis in healthy individuals and suggests a parallel between the expression of PIPK and globin genes, reinforcing the hypothesis that they may be related.