As arboviroses configuram-se como um dos principais desafios à saúde pública, sobretudo em regiões tropicais, onde fatores ambientais favorecem a proliferação da Zika, Chikungunya, Febre amarela e Aedes aegypti. Este estudo delimita-se à promoção da saúde e prevenção das arboviroses entre policiais militares expostos a ambientes de risco durante suas atividades profissionais. Este artigo objetivou apresentar um relato de experiência realizado no sentido de promover a conscientização da prevenção das arboviroses entre policiais militares, visando a saúde e reduzir os riscos de adoecimento. A metodologia adotada foi descritiva e qualitativa, com ações extensionistas por alunos de enfermagem realizadas por meio de palestras, dinâmicas e distribuição de materiais educativos. Os resultados mostraram maior sensibilização dos participantes, fortalecimento das práticas preventivas e reconhecimento do papel da enfermagem na educação em saúde. Conclui-se que o projeto contribuiu para o desenvolvimento de uma consciência coletiva voltada à prevenção, reforçando a importância da integração entre saúde, educação e comunidade no enfrentamento das arboviroses.
A prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo do útero representam desafios permanentes para os sistemas de saúde e constituem um campo de atuação prioritário para a enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Este estudo teve como objetivo identificar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências disponíveis acerca das práticas de enfermagem na prevenção e rastreamento do câncer cervical no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS, BDENF e PubMed, utilizando os descritores “enfermagem”, “prevenção”, “câncer de colo do útero” e “atenção primária à saúde”. Foram incluídos 25 artigos publicados entre 2015 e 2025. A análise dos estudos permitiu a construção de três eixos temáticos: prevenção e educação em saúde, rastreamento e diagnóstico precoce, e desafios da prática de enfermagem. Os resultados apontam que o enfermeiro desempenha papel fundamental nas ações educativas, na realização e seguimento do exame citopatológico e na articulação com outros níveis de atenção. Contudo, persistem desafios estruturais e culturais que dificultam o alcance das metas de cobertura e a adesão das mulheres às ações preventivas. Conclui-se que a qualificação profissional, o investimento em educação permanente e o fortalecimento das políticas públicas são essenciais para consolidar a enfermagem como protagonista na prevenção do câncer de colo do útero.
As quedas são consideradas fatores de alto grau de comprometimento na saúde do idoso, podendo ocasionar longos períodos de internação hospitalar, fraturas, imobilização prologada, aumento de quadros de ansiedade e depressão e o profissional fisioterapeuta desempenha a função de evitar esses agravos quando aconteçam além de orientar os familiares e instituições que acompanham esses indivíduos quanto a sua prevenção. O objetivo deste estudo é explanar a atuação do fisioterapeuta na prevenção de quedas em idosos, destacando estratégias de intervenção voltadas à manutenção da funcionalidade, promoção da autonomia e redução dos riscos associados às alterações fisiológicas decorrentes do envelhecimento. Trata-se de uma revisão de literatura, de natureza descritiva e qualitativa, baseada em artigos publicados entre 2020 e 2025, consultados em bases nacionais e internacionais, como SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Nos critérios de inclusão foram selecionadas 30 publicações, ao aplicar os critérios de inclusão permaneceram 23 para a formulação desse artigo, apresentando relevância científica e artigos que abordassem diretamente a temática da prevenção de quedas em idosos A análise dos estudos evidenciou que a fisioterapia é central na prevenção de quedas, por meio da avaliação funcional, prescrição de exercícios individualizados, treino de força, equilíbrio e coordenação motora, além da utilização de protocolos consolidados, como o Protocolo Otago. A integração com adaptações ambientais, educação em saúde e atuação multiprofissional potencializa os resultados. Conclui-se que a intervenção fisioterapêutica é essencial para preservar a independência, funcionalidade e qualidade de vida dos idosos.
Por muito tempo acreditava-se que os riscos para os funcionários eram apenas ligados a condições físicas. Com isso, pouco era falado de como a saúde mental afeta no desempenho dos colaboradores. Todo ser humano tem seus diretos de ter uma vida saudável e seu trabalho não deve impactar em sua vida pessoal. Foi realizado um estudo bibliográfico e verificou-se que Abraham Maslow liga diretamente à satisfação das necessidades humanas básicas até a autorrealização como fatores a serem estudados. No mundo em que vivemos, atualmente, dados mostram a urgência de abordar esse tema ao estresse ocupacional que afasta milhões de pessoas do trabalho. Verificou-se, na literatura pesquisada, que o estresse, quando bem administrado, não se torna nível de saúde pública. O ambiente de trabalho pode ser saudável e deve ser, condições adequadas podem promover a equipe e chegar a resultados excepcionais. Por isso, o significado de um ambiente corporativo não é mais sinônimo de um local de estresse, gerador de ansiedade e absenteísmo. Nesse sentido, as empresas precisam criar estratégias tratando o assunto saúde mental e seus impactos, pois a equipe de trabalho é o bem mais valioso que uma empresa pode ter.
O presente artigo tem como objetivo analisar o impacto do etarismo na vida psicológica de mulheres maduras, bem como refletir sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) como ferramenta eficaz de intervenção. A discriminação etária, associada ao machismo, reforça a invisibilidade e o afastamento das mulheres com mais de 45 anos do mercado de trabalho e dos espaços de representatividade social. Através de revisão bibliográfica, observou-se que os estigmas sociais geram prejuízos emocionais como baixa autoestima, isolamento e depressão. A TCC surge como abordagem eficaz para a reestruturação cognitiva e o fortalecimento do autoconceito dessas mulheres, promovendo uma visão mais positiva e inclusiva do envelhecimento feminino. O estudo evidencia a necessidade de ampliar as discussões sobre o etarismo de gênero e propor práticas terapêuticas e socioculturais que valorizem a mulher em todas as fases da vida.