
Este artigo examina o poema de Gabriel Isaac sobre a Libras a partir da perspectiva foucaultiana da arqueologia do saber. Embora a Libras e a cultura surda tenham conquistado maior visibilidade, ainda enfrentam desafios e preconceitos. O poema, além de sua dimensão artística, assume um papel político ao questionar discursos que marginalizam essa comunidade e ressaltar sua riqueza cultural. Para compreender como essas representações se constroem, utilizam-se conceitos como arquivo, formação discursiva e enunciado. A investigação busca identificar de que maneira o poema dialoga com discursos hegemônicos e contribui para a construção de novas perspectivas que valorizam a língua de sinais. A abordagem adotada permite explorar as relações entre linguagem, poder e conhecimento, destacando seu impacto na diversidade cultural e linguística. Ao longo do texto, a análise evidencia como o poema não apenas reflete a experiência surda, mas também desafia estruturas discursivas estabelecidas. Dessa forma, o estudo enfatiza a relevância dessa abordagem teórica na interpretação de manifestações artísticas que questionam e ressignificam os espaços de fala e identidade da comunidade surda.
Neste artigo nos propomos a analisar três romances da autora Palestino-estadunidense, Susan Abulhawa. São eles: As madrugadas em Jenin, O azul entre o céu e a água e Against the Loveless World (Contra o mundo sem amor). Nosso estudo tem o objetivo de refletir sobre o modo como Abulhawa representa ficcionalmente, e sob uma lente anticolonial, o colonialismo de ocupação sionista que se dá na Palestina. Isso nos levará a explorar como a autora reconstrói a História e representa as relações entre espaço e tempo nos seus três romances. Argumentamos que ela se insurge contra o que chamamos neste artigo de “tempo colonial”. Este desistoriciza as relações entre povos indígenas e sua terra, relações estas que Abulhawa busca restaurar na ficção, com a intenção de imaginar melhores futuros políticos.
O artigo propõe uma leitura crítica do poema “Gesso”, de Manuel Bandeira, presente no livro O ritmo dissoluto (1924). Junto com outros poemas da obra, “Gesso” configura liricamente a relação entre arte e vida cotidiana, propondo, sem didatismo, uma certa concepção de poesia válida universalmente e que contribui para renovar a poética do autor. Na análise, é destacada, especialmente, a relação entre arte e mercadoria, ao se argumentar sobre o processo de espelhamento entre a figura de gesso e o próprio poema, cuja estruturação literária é atravessada pelos procedimentos da narratividade, da reflexividade lírica e do uso do verso livre. Busca-se, debatendo com Holz (1979), Lukács (2013) e Rosenbaum (2013), demonstrar como o trabalho poético atua sobre a estátua de gesso, libertando-a da condição inicial de mero adorno e tornando-a algo humanamente significativo nos termos da arte.
Neste artigo procuramos afirmar que as exposições dos personagens presentes em Mayombe, os falsos narradores, são espacialidades demarcadas de um discurso e de um corpo no interior da narrativa. Em realidade esses variados discursos são a base que sustenta o heterodiscurso, um “sistema harmonioso” que, pelo esforço estilístico do autor, comporta, ao mesmo tempo, diversidades de linguagens e dissonâncias individualistas. O heterodiscurso, ideia fundamental do nosso texto, foi definido por Mikhail Bakhtin (2015) na obra Teoria do Romance I: a estilística, livro que recorremos para definir o conceito. Partindo, assim, dos esclarecimentos do filósofo russo e das percepções de espaços elaboradas por Michel de Certeau (2014), Luis Alberto Brandão (2019), Martin Heidegger (2012) e Yi-Fu Tuan (1983), chegamos à consideração de que o discurso de cada falso narrador são espaços representados que comportam o corpo e a linguagem da personagem, isto é, constrói o heterodiscurso social, cultural e político de Angola no romance de Pepetela.
O propósito deste breve estudo é apontar algumas evidências intertextuais de que o poema “Contemplação no Banco”, de Carlos Drummond de Andrade, foi escrito a partir da apropriação parcial do cenário do poema “September 1, 1939”, de W. H. Auden. Foram identificadas algumas similaridades formais e substantivas entre os poemas, sobretudo no que diz respeito aos cenários e às metáforas comuns a ambos. As duas composições recorrem ao solilóquio e estão ambientadas em cenários análogos: um homem, sentado em um banco de praça ou de bar, declama, em voz alta, seus pensamentos que nos falam das misérias do mundo presente e da esperança de que surja, no futuro, um novo homem e uma sociedade “Justa”. Essa similaridade inicial soma-se às outras, como o tom de incerteza e de angústia em relação ao futuro, o “coração normal” que almeja o amor universal, a luta contra os males advindos do Pecado Original, a imagem dos governantes como tiranos e manipuladores das massas e a acusação de que os “jornais mentem”. Apesar dessas convergências, a concepção filosófica socialista, utópica e lisenkoísta que então orientava Drummond na elaboração desse poema é aqui apresentada como antagônica à concepção católica esposada por Auden.
This article examines Gabriel Isaac's poem about Libras from the Foucauldian perspective of the archaeology of knowledge. Although Libras and Deaf culture have gained greater visibility, they still face challenges and prejudice. Beyond its artistic dimension, the poem takes on a political role by questioning discourses that marginalize this community and highlighting its cultural richness. To understand how these representations are constructed, concepts such as archive, discursive formation, and statement are employed. The investigation seeks to identify how the poem engages with hegemonic discourses and contributes to the development of new perspectives that value sign language. The chosen approach allows for an exploration of the relationships between language, power, and knowledge, emphasizing their impact on cultural and linguistic diversity. Throughout the text, the analysis reveals how the poem not only reflects the Deaf experience but also challenges established discursive structures. Thus, the study underscores the relevance of this theoretical framework in interpreting artistic expressions that question and reframe the spaces of voice and identity within the Deaf community.
O referente artigo visa demonstrar diálogos entre a metodologia da micro-história, trabalhada por meio de autores como Beatriz Vieira (2012), Carlo Ginzburg (1980), Henrique Espada Lima (2006, 2012) e Giovanni Levi (1992, 2020), e a Literatura, mediante a leitura de teóricos como Gyorgy Lukács (2000, 2011) e Eric Auerbach (1971). A hermenêutica do filósofo francês Paul Ricoeur (2012a, 2012b, 2012c) propõe diversos conceitos de História, ficção e memória, que, na prática da micro-história, auxiliam a compreender o contexto cultural, social e psicológico do passado, criando o que autor entende enquanto verdade. Portanto, é preciso questionarmo-nos das nuances das indagações que se levantam sobre o caráter e definição entre história e ficção. A resposta parece estar na existência uma da outra, ainda que consideremos o valor constitucional do “real” e uma estética de recepção.
A presente pesquisa objetiva estabelecer uma relação entre a literatura e psicanálise por meio da análise da obra Copo Vazio, de Natalia Timerman (2021). Na obra em questão, com o apoio dos escopos delineados por Freud (2022) e Lacan (2007) em conjunto com as heterotopias de Foucault (2013), procura-se compor uma visada psicanalítica de caráter contemporâneo em relação ao romance de Timerman e, em particular, aos aspectos que abrangem a sua personagem central. A partir dessa abordagem, alça-se a elucidação de matrizes subjacentes ao prazer e desprazer, desde a esfera subjetiva até a dimensão coletiva, bem como suas interconexões com o mundo externo e interno, no bojo dos impactos relativos à consolidação da imagem identitária da protagonista, que se depreende durante a leitura do referido romance.
Neste estudo, investigamos o uso de coordenação e subordinação em poetas brasileiros classificados parnasianos e simbolistas, como Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira, Alphonsus de Guimaraens, Cruz e Sousa e Pedro Kilkerry. A pesquisa parte da ideia comum de que poetas simbolistas preferem a coordenação sintática, enquanto poetas parnasianos usam a subordinação com mais frequência. No entanto, faltam estudos aprofundados que confirmem essa percepção. Pesquisas anteriores, tanto manuais quanto computacionais, não abordaram especificamente tal tema, tornando este estudo pioneiro na aplicação de ferramentas computacionais como o programa Hyperbase em análises desta natureza. Em relação aos possíveis resultados concernentes à discussão metodológica aqui apresentada, isto é, a close reading e a distant reading, tais estratégias de leitura se enriqueceram mutuamente. E isso acontece porque a coleta de grandes volumes de dados somente ganha significado e relevância quando integrada a um esforço de leitura mais aprofundado e detalhado, algo que só pode ser feito pelo pesquisador, o qual deverá estar munido de todo o seu conhecimento cultural e também da crítica literária. Dessa maneira, os números deixam de ser meras abstrações, permitindo ao pesquisador examinar e interpretar, de maneira rápida e precisa, detalhes muito particulares de seus objetos de estudo.
Neste trabalho teórico, a partir da análise de políticas linguísticas para indígenas no Brasil, após a redemocratização, constatamos a existência de políticas linguísticas estruturantes. Revisitando a construção da Política Linguística enquanto campo de saber dos Estudos de Linguagem e seu referencial teórico, reconhecemos que há espaço para pensarmos essa nova categoria teórico-metodológica ao lado das outras já conceituadas como a política linguística de status, de corpus e de aquisição. Essas políticas linguísticas estruturantes seriam aquelas direcionadas para a organização e a estruturação de ações para as demais políticas linguísticas, estando relacionadas principalmente à criação de órgãos específicos para políticas linguísticas.
This study analyses the semiotic choices that make up Doris Lessing’s autobiographical story – The Old Chief Mshlanga – to understand how the narrator’s perception of herself and the African continent changed as she grew closer to the local people. It is part of a collection of African stories written to depict her early years in the continent, while voicing the hardships imposed on the natives by the immigrants. Our choice resulted from our interest in the African people and for having in Lessing one of the outstanding channels for their clamour against enslavement. The study draws on Hasan’s (1989) Verbal Art theory and Halliday’s (2004) Systemic-functional Grammar (SFG). Despite subscribing to Hasan’s (1989) view that for an analysis to be validated it needs to be exhaustive, and having taken such approach ourselves, we, for matters of space, limited to presenting some extracts we found will better reach our objective, which were segmented according to Hasan’s (1989) Generic Structure Potential (GSP). This decision resulted from our understanding of language as the expression of a social activity, and that, as Hasan wrote, the text’s contextual configuration (CC) “is an account of the significant attributes of this social activity” (Hasan, 1989, p.57).
De uma perspectiva dos estudos de letramentos, este artigo tem como objetivo principal discutir, com base em orientações de documentos institucionais que abordam educação científica, potencialidades e desafios dos usos sociais de tecnologias digitais – como as de inteligência artificial generativa (IAGen) – nesse processo de formação acadêmico-científica, considerando-se o enfrentamento da desinformação e das fake news na promoção de práticas pedagógicas inovadoras do professor em formação e em serviço. Por meio de um diálogo com investigações de campos afins – educação, letramentos acadêmico-científicos em língua materna e línguas adicionais, letramentos digitais e curadoria digital –, busca-se apresentar contribuições para inovação na pesquisa e no ensino, considerada uma conjuntura de desinformação e usos de IAGen, numa prospecção para os próximos 10 anos.
Trazemos neste artigo uma possível conexão entre literatura/memória/espaço citadino, objetivando identificar, a partir do poema Canção do Exílio (Gonçalves Dias) e um excerto do Poema Sujo (Ferreira Gullar), que retratam a cidade de São Luís-MA, se essas composições podem ser consideradas representações de uma cidade, em um determinado momento histórico. Verificando, nesse corpus poético, como se dá a relação poesia/cidade, poeta/cidade, como isso tudo foi sentido e refletido e em que circunstâncias e de que modo esses poetas vivenciaram, externalizaram a cidade, transferindo-a para a poesia, transformando-a em relicário de uma época. Para tanto, partiremos dos conceitos de espaço e cidade, numa interface com os Estudos Culturais, trazendo para a discussão autores como Bachelard, Ricoeur, Tuan Dardel, Brandão, Collot e outros, para chegarmos aos poemas que representam São Luís como espaço de identidade e memória. Gonçalves Dias, na Canção do Exílio, atribui uma imagem ao lugar que sofreu modificações, trazidas naturalmente, ao longo do tempo, chegando a uma São Luís, de Ferreira Gullar, no Poema Sujo, de movimentação do sujeito. Esse lugar, antes vivenciado como paisagem natural, no decorrer dos anos, passa a ser memorial de valores que se misturam numa tessitura dialética entre passado, presente e futuro.
O objetivo deste ensaio, de caráter teórico e propositivo, é apresentar algumas reflexões sobre o conceito de educação linguística crítica, ampliada e decolonial e sua contribuição tanto para a formação de professoras/es quanto para as práticas de ensino de línguas. De forma mais específica, no primeiro momento, (re)visito algumas conceituações, não únicas e excludentes de outras, a respeito do que vem sendo entendido como educação linguística no ensino de línguas no contexto educacional brasileiro. No segundo momento, apresento alguns apontamentos sobre práticas de educação linguística crítica, ampliada e decolonial na/para a formação de professoras/es, especialmente de português como língua materna, recupero e amplio, a partir de Gomes e Latties (2021), alguns eixos temáticos formativos e decoloniais que julgo serem importantes na/para composição de um currículo de formação de professoras/es de línguas. Para desenvolver tais reflexões, a partir dos objetivos propostos, recorro a autores que tratam sobre o conceito de educação linguística no tocante às práticas escolares e ao desenvolvimento de competências comunicativas. Na sequência, trago outras definições que ampliam a compreensão sobre educação linguística para além da ideia de saberes linguísticos, textuais e de competência comunicativa e para isso recorro a estudos realizados por pesquisadoras/es brasileiras/os que estabelecem profícuos diálogos entre o campo da Linguística Aplicada Crítica, os estudos decoloniais e os estudos sobre raça, gêneros, identidades e sexualidades.
Este artigo apresenta a evolução de indicadores selecionados do fomento científico em Letras e Linguística, durante os anos de 2009 a 2019, no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para tanto, foram compilados os dados brutos dos investimentos das principais Chamadas Públicas do órgão em atendimento das áreas de Letras e Linguística. Com o intuito de mostrar que o baixo índice de concessões não se deve à qualidade dos projetos, mas à pouca disponibilidade de verba, é analisada a relação entre pedidos e recomendações, tomando como exemplificação a avaliação realizada pelo Subcomitê da área de Linguística, no período 2016-2019. São apresentados ainda os investimentos em outras áreas do conhecimento, com o intuito de realizar uma leitura comparada do fomento científico na Grande Área de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, bem como com áreas selecionadas em outras Grandes Áreas do Conhecimento. Por fim, busca-se apresentar uma Agenda que conjugue as demandas individuais dos pesquisadores com as estratégias coletivas das comunidades e associações científicas para o avanço do fomento científico em Letras e Linguística no CNPq.
Este trabalho tem o objetivo de levantar ações institucionais e não institucionais de linguistas brasileiros, visando à divulgação científica da Linguística. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa exploratória, de natureza bibliográfica e documental, catalogando ações de divulgação científica da Linguística em diferentes formatos, mídias e gêneros. Para obtenção dos dados, realizamos buscas na web e utilizamos a técnica da amostragem em bola de neve, mediante os seguintes critérios: ser brasileiro(a); ter (ou estar em) formação e/ou atuação em Letras/Linguística no Brasil; e, para ações que requerem periodicidade, terem atividade pelo menos até junho de 2024. Nossa fundamentação teórica consiste na revisão de estudos sobre divulgação científica no geral e divulgação científica da Linguística em particular. Como resultados, catalogamos 38 ações institucionais e 54 não institucionais de divulgação científica da Linguística no Brasil, em variadas formas, mídias e gêneros (blogs/websites, feira, perfis no Instagram e TikTok, livros, museus, olimpíada de conhecimento, podcasts, revistas, canais no YouTube), com destaque para as mídias digitais. A produção desse conjunto de ações encontra-se distribuída, não igualitariamente, pela maioria das regiões brasileiras, com predominância do Sudeste. Tal diagnóstico permite vislumbrar a tomada de consciência dos agentes da área sobre a necessidade de disseminá-la para um público não especializado.
Entrevista inédita conduzida pelo Dr. Arquimedes Belo Paiva (CNPq) com o Dr. Frederico Augusto Garcia Fernandes (UEL), na qual se buscou explorar sua trajetória acadêmica, profissional e política. O objetivo foi evidenciar as particularidades de sua carreira e registrar um legado para as futuras gerações de pesquisadores em Letras e Linguística, especialmente no que se refere às especificidades da Política Científica da área.
Recentemente, houve um crescente interesse pela internacionalização das universidades brasileiras, especialmente na modalidade em casa, por meio do intercâmbio virtual (Freire Júnior, Massini-Cagliari; Putti, 2020; Souza; Freire Júnior, 2024). Esse cenário nos motiva ao estudo do programa Brazilian Virtual Exchange (BRaVE), no contexto da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em que estudantes brasileiros aprendem colaborativamente, de forma online, com pares de instituições estrangeiras parceiras, em disciplinas de graduação/pós-graduação. Por meio de uma metodologia qualitativa (Paiva, 2019), nossos objetivos são: (1) discutir os desafios com a Língua Estrangeira (LE) na internacionalização em casa e nos intercâmbios virtuais; (2) apresentar possibilidades para o enfrentamento dos desafios em LE nesse contexto. Nossos dados são secundários (Paiva, 2019) e foram coletados por meio de um questionário de avaliação dos intercâmbios virtuais, aplicado aos estudantes que participaram do programa no segundo semestre de 2020. A partir da análise de conteúdo (Bardin, 1977; Franco, 2005), apontamos os desafios relacionados à proficiência em LE nas comunicações dos intercâmbios virtuais em programas como o BRaVE. Destacamos a importância de ações que visem reduzir essas dificuldades, por meio da apresentação de uma proposta em três momentos (antes, durante e após o intercâmbio virtual), que reafirma a necessidade e a relevância de linguistas aplicados no fazer das políticas linguísticas e de internacionalização das IES.
Neste trabalho, a partir da análise de respostas de 08 coordenadores de pós-graduação stricto sensu em Linguística representativos das cinco regiões do Brasil, os quais colaboraram com a pesquisa de doutorado de Sousa (2025), sobre divulgação/popularização da ciência linguística no país, objetivamos analisar concepções e modos de fazer inovação na área da Linguística. Ainda, refletimos sobre o alcance da inovação à população em geral, dada a sua estreita relação com a divulgação/popularização científica. Constatamos que a valorização em termos de financiamento e o diálogo com outras áreas sob o prisma interdisciplinar constituem-se modos de instigar a inovação científica em Linguística, sobretudo entendida como essencialmente imbricada às demandas sociais. Evidenciamos, também, a recursividade entre inovação em Linguística e divulgação/popularização científica, pois o acesso, pela sociedade, às descobertas da área faz-se prática de inovação que favorece a divulgação/popularização dessa ciência, assim como esse diálogo da sociedade com a ciência pode propiciar maior preocupação dos cientistas frente às demandas sociais para produção de inovação.