
Introdução: A gestação saudável é fundamental para o bem-estar materno-fetal e para a prevenção de complicações obstétricas. Nesse contexto, o exercício físico pode modular a liberação de moléculas bioativas, como exercinas e placentocinas, com possíveis efeitos protetores sobre a saúde da gestante e do feto. Objetivo: Analisar os efeitos do exercício físico materno sobre a liberação de citocinas específicas, com ênfase na apelina, molécula que atua como exercina e placentocina, e sua possível relação com a pré-eclâmpsia e o metabolismo materno-fetal.Métodos: Realizou-se uma revisão narrativa nas bases ScienceDirect, PubMed e SciELO, entre setembro de 2025 e junho de 2026, sem restrição quanto ao ano de publicação. Foram utilizados descritores relacionados ao exercício físico, gestação saudável, placentocinas, exercinas e pré-eclâmpsia. Após a triagem, incluíram-se 64 estudos conduzidos em humanos e modelos animais. A síntese descritiva foi orientada pelos critérios da Scale for the Assessment of Narrative Review Articles (SANRA), visando maior rigor e transparência metodológica. Resultados: As evidências indicaram que o exercício físico materno favorece a liberação de exercinas e placentocinas, especialmente da apelina, associada à melhora das funções metabólicas, vasculares e placentárias. Também foram identificados possíveis efeitos na modulação de mecanismos relacionados à pré-eclâmpsia e na promoção do desenvolvimento fetal.Conclusão: O exercício físico durante a gestação constitui uma estratégia não farmacológica promissora para favorecer a saúde materno-fetal. A apelina destaca-se como possível mediadora desses benefícios, embora sejam necessários mais estudos clínicos para esclarecer seus mecanismos de ação e sua aplicabilidade na prevenção de complicações gestacionais.
Introdução: Este artigo apresenta uma experiência pedagógica que integrou jogos de tabuleiro às aulas de Educação Física com o objetivo de promover a inclusão de um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), explorando seu hiperfoco em dinossauros. Objetivo: Investigar como a utilização de jogos de tabuleiro, associados ao hiperfoco de um estudante com TEA, pode contribuir para a inclusão nas aulas de Educação Física, promovendo o engajamento e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cognitivas. Metodologia: A proposta partiu da adaptação de jogos tradicionais, como o jogo de “Damas” e o “Adugo” (jogo da onça), e foi mediada por estratégias psicopedagógicas, baseadas nas orientações de Cunha (2017), envolvendo intencionalidade, reciprocidade, significado e transcendência. O público participante foi composto por estudantes do 7º ano do ensino fundamental (12 a 15 anos), turma que contava com a presença de um aluno com TEA. Resultados: A experiência evidenciou que a simples inserção do hiperfoco não garante o engajamento, sendo essencial um planejamento intencional que considere as necessidades e singularidades do(a) aluno(a). Conclusão: Os resultados demonstraram benefícios não apenas para o estudante com TEA, mas para toda a turma, favorecendo o desenvolvimento de competências socioemocionais e cognitivas.
A caminhada de longa duração tem se destacado como prática capaz de integrar dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais. O objetivo deste estudo foi relatar a experiência de uma travessia de dez dias pelo Caminho de Cora Coralina, no estado de Goiás, buscando compreender como diferentes aspectos da vivência — esforço corporal, contemplação, interações sociais e contato com a natureza — contribuem para processos de renovação interior e espiritualidade integral. Trata-se de um relato de experiência ancorado em diário de campo e complementado por revisão narrativa da literatura. O percurso de aproximadamente 300 km foi realizado entre 09 e 18 de fevereiro de 2024 e documentado diariamente, considerando fatores ambientais, emoções, desafios físicos e momentos contemplativos. Os resultados revelam que a travessia favoreceu estados de presença, autorreflexão e conexão com o ambiente natural, além de fortalecer vínculos sociais e sentimento de solidariedade ao longo do caminho. Elementos como esforço físico prolongado, paisagens do Cerrado, hospitalidade de moradores e momentos de silêncio contribuíram para uma vivência espiritual integrada ao cotidiano da caminhada. Conclui-se que o Caminho de Cora Coralina se apresenta como espaço formativo e restaurador, com potencial para promover bem-estar biopsicossocial e espiritualidade integral por meio do movimento humano em ambiente natural.
Introdução: Quedas em idosos representam um grave problema de saúde pública, associadas a lesões, perda funcional e altos custos ao sistema de saúde. A incidência aumenta com a idade e resulta de múltiplos fatores biológicos, comportamentais e ambientais. Alterações fisiológicas decorrentes da senescência afetam força, equilíbrio e capacidade aeróbica, elevando o risco de quedas. No entanto, a literatura ainda é escassa quanto ao papel específico das capacidades aeróbica e de força como preditores. Objetivo: investigar a associação entre capacidade aeróbica, força e risco de quedas em idosos. Métodos: A amostra foi composta por 205 idosos (média = 70,8 anos; desvio padrão = 6,1), sendo 89,8% do sexo feminino. Foram realizados os testes de força de preensão manual (FPM) e Sentar e Levantar Cinco Vezes (SL), e para avaliar a capacidade aeróbica (VO2máx), o Teste de Caminhada de 6 Minutos (6MWT), o risco de quedas foi analisado pelo Short Form Fullerton Advanced Balance (FAB). Resultados: A análise inicial mostrou correlações significativas entre FAB e FPM (r = 0,253; p<0,001), FAB e SL (r = -0,362, p<0,001), e FAB e VO2máx (r = 0,486. p<0,001). A análise de regressão linear múltipla (R² = 0,279; p<0,001) revelou que, tanto VO2máx estimado como SL auxiliaram significativamente na explicação da variância do desempenho no teste FAB. Conclusão: O estudo confirmou que o VO2máx estimado e a força de membros inferiores são preditores significativos do risco de quedas em idosos, medido pela escala FAB. Esses achados reforçam que a baixa capacidade funcional está associada à maior probabilidade de quedas. Apesar de limitações quanto às variáveis consideradas e ao delineamento transversal, conclui-se que avaliar múltiplas capacidades físicas é essencial para identificar fraquezas e propor estratégias preventivas mais eficazes em idosos.
A caminhada de longa duração tem se destacado como prática capaz de integrar dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais. O objetivo deste estudo foi relatar a experiência de uma travessia de dez dias pelo Caminho de Cora Coralina, no estado de Goiás, buscando compreender como diferentes aspectos da vivência — esforço corporal, contemplação, interações sociais e contato com a natureza — contribuem para processos de renovação interior e espiritualidade integral. Trata-se de um relato de experiência ancorado em diário de campo e complementado por revisão narrativa da literatura. O percurso de aproximadamente 300 km foi realizado entre 09 e 18 de fevereiro de 2024 e documentado diariamente, considerando fatores ambientais, emoções, desafios físicos e momentos contemplativos. Os resultados revelam que a travessia favoreceu estados de presença, autorreflexão e conexão com o ambiente natural, além de fortalecer vínculos sociais e sentimento de solidariedade ao longo do caminho. Elementos como esforço físico prolongado, paisagens do Cerrado, hospitalidade de moradores e momentos de silêncio contribuíram para uma vivência espiritual integrada ao cotidiano da caminhada. Conclui-se que o Caminho de Cora Coralina se apresenta como espaço formativo e restaurador, com potencial para promover bem-estar biopsicossocial e espiritualidade integral por meio do movimento humano em ambiente natural.