
As transformações tecnológicas e a expansão do teletrabalho, aceleradas pela Covid-19, recolocaram em pauta seus efeitos sobre a qualidade de vida no trabalho no serviço público. Este estudo analisou a qualidade de vida no trabalho no teletrabalho entre servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro com pelo menos seis meses na modalidade. Adotou-se abordagem quali-quantitativa com a Escala de Qualidade de Vida no Teletrabalho, composta por 27 itens distribuídos em cinco dimensões – autogestão, contexto, infraestrutura, estrutura tecnológica e sobrecarga –, avaliados em escala Likert. A escala apresentou alta consistência interna. A análise incluiu cartografia psicométrica e duas questões abertas sobre fatores de bem-estar e mal-estar, sintetizadas por recorrência lexical e trechos ilustrativos. Os resultados indicam percepções predominantemente positivas em autogestão, infraestrutura e estrutura tecnológica, sinalizando autonomia, organização e suporte material e técnico. Sobrecarga obteve os piores escores, sugerindo pressão e demandas excessivas. O contexto apresentou maior variabilidade, especialmente quanto ao apoio institucional e à valorização profissional. Conclui-se que, quando bem estruturado, o teletrabalho pode favorecer o bem-estar, desde que acompanhado de gestão realista de metas, suporte tecnológico e rotinas de comunicação e reconhecimento. Os achados oferecem subsídios para o aperfeiçoamento de políticas internas e para pesquisas futuras sobre qualidade de vida no trabalho em arranjos remotos no setor público.
Nesse artigo se analisa a percepção de egressos do Programa Nacional Escola de Gestores sobre os usos e as implicações dos resultados das avaliações externas e do Ideb no cotidiano de trabalho das escolas. Utilizamos metodologia quantitativa – estatística descritiva e análise fatorial –, com aplicação de questionário online, abrangendo 116 profissionais da educação de diversos municípios mineiros. Tomados em conjunto, os resultados confirmam o efeito de indução do Ideb e das avaliações externas no cotidiano de trabalho das instituições escolares. Conclui-se que, embora as avaliações externas e o Ideb possam contribuir para melhorias na qualidade da educação, sua efetividade depende do uso reflexivo e articulado por parte das escolas e gestores.
Este memorial foi apresentado à Universidade Federal de Santa Maria como requisito parcial à promoção funcional à Classe de Professor Titular da Carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Nele, são descritas e problematizadas a formação, as vivências e experiências enquanto trabalhadora, seja como técnica-administrativa em Educação ou como professora da Educação Básica e da Educação Básica, Técnica e Tecnológica. Ao rememorar sobre a Educação e o trabalho pedagógico desenvolvido ao longo dessa trajetória, perpassará também, as diferentes políticas implementadas sejam pelos governos, sejam pelas instituições que trabalhou. A partir das construções teóricas e práticas destacadas, defende-se que o trabalho pedagógico na Educação Profissional, se constitui em ações, relações e transformações.
Nesse texto apresenta-se resultados de um estudo pelo qual se analisou a evasão nos cursos técnicos subsequentes do Colégio Politécnico da UFSM, identificando fatores associados ao abandono e propondo estratégias institucionais. Com abordagem quali-quantitativa e caráter descritivo, utilizou-se questionários com estudantes evadidos e com gestores de ensino. A análise revelou fatores socioeconômicos, acadêmicos e pessoais como motivadores da evasão, destacando a necessidade de conciliar estudo e trabalho, dificuldades financeiras, carga horária extensa e metodologias tradicionais. As sugestões apontam para ampliação da assistência estudantil, flexibilização curricular, inovação pedagógica e fortalecimento do acolhimento institucional.
A gestão de universidades públicas envolve múltiplos fatores, como a necessidade de deliberar sobre investimentos num cenário recorrente de restrições orçamentárias. O objetivo da pesquisa consistiu em propor e hierarquizar possíveis critérios para a priorização de investimentos em universidades federais, a partir da utilização da Análise Hierárquica de Parâmetros no caso empírico da UFJF. O trabalho delineou-se como estudo de caso, subsidiado por pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e método estatístico. Foi possível propor e hierarquizar critérios que podem contribuir para a priorização de investimentos a serem realizados na instituição. Evidencia-se o potencial de suporte à decisão no âmbito institucional, com minimização da subjetividade inerente. Sugere-se que a incorporação da Análise Hierárquica de Parâmetros aos processos de tomada de decisão quanto a investimentos, pode constituir um aporte relevante à complexa gestão de universidades públicas.