
O artigo aborda a relação entre o direito à educação ambiental e o desenvolvimento sustentável, tendo como local de pesquisa a comunidade extrativista de São Francisco do Iratapuru, localizada na Amazônia Oriental, buscando compreender como a comunidade compreende e se beneficia do direito à educação ambiental, considerando seu impacto no desenvolvimento sustentável local. Trata-se de uma pesquisa exploratória descritiva, a obtenção de dados ocorreu via entrevistas semiestruturadas aplicadas a 46 famílias, com abordagem de categorias de análise de conteúdo. Os resultados destacam que, embora a comunidade tenha acesso limitado à educação formal, há reconhecimento da importância de práticas sustentáveis e preservação dos recursos naturais, evidenciando o papel vital das comunidades extrativistas na preservação da biodiversidade e dos ecossistemas, enfatizando que a educação ambiental pode fortalecer práticas sustentáveis e promover o desenvolvimento regional. Todavia, apesar da conscientização ambiental presente, o conhecimento formal sobre direito ambiental é limitado e faltam programas contínuos de educação ambiental vinculada a essa pauta. Conclui-se que, para caminhar em direção a sustentabilidade da região, é essencial a implementação de políticas públicas voltadas para a educação ambiental não formal e o fortalecimento das práticas de conservação, integrando o saber tradicional da comunidade com conhecimentos formais.
Esse trabalho teve o intuito de criar um website, visando, de forma didática, abordar os aspectos gerais e contribuir para a divulgação dessa importante temática. O estudo foi desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) em Esperança-PB. Para a confecção do site, utilizou-se o servidor Mutant Host, o WordPress, um software de gerenciamento de conteúdo para web, desenvolvido na linguagem de programação PHP e que utiliza o MySQL (sistema de gerenciamento), tendo a linguagem SQL como interface. Com as ferramentas citadas anteriormente, foi criado o site (http://comportamentoanimal.scienceontheweb.net/) que aborda a temática “Comportamento animal”. Constituiu-se de uma pesquisa de cunho qualitativo e descritivo, a partir da aplicação de questionário para alunos das turmas do 1° e 2° ano do curso técnico integrado em informática. Observou-se que 73% dos estudantes entrevistados já ouviram falar ou conhecem sobre o “Comportamento animal”. Observou-se que 47% dos entrevistados não sabem porque os animais se comportam de forma distintas. 82% afirmaram que já tiveram algum interesse em saber porque os animais apresentam esses comportamentos, e 89% afirmaram que que já tiveram algum parente ou amigo que já estudou sobre o comportamento animal. 58% dos entrevistados afirmaram que já perceberam algum comportamento estranho em um animal. Observou-se que quase 100% dos entrevistados falaram que os animais podem ter estresse. 97% dos participantes afirmaram que a criação de um site pode ajudar a divulgar informações e sensibilizar as pessoas com relação ao comportamento animal.
Este artigo tem como objetivo discutir sobre as diferentes nuances da educação em cidades do interior do Amazonas a partir da configuração curricular que desencadeia, limita e de alguma forma contribui para o anonimato de Ciências como a Biotecnologia. As reflexões são baseadas no tocante às vivências na aplicação de formulário de questões do desenvolvimento da pesquisa científica que teve como público-alvo estudantes do nível regular de ensino médio (E.M). As evidências encontradas podem ser empecilhos que estereotipam o ensino de Biotecnologia em escolas da Microrregião do Alto Solimões, além disso, os resultados apontam fatos que ajudam a entender o anonimato sobre o ensino de Biotecnologia em escolas desta região do Amazonas, demonstrando dessa forma o tradicional chão da escola que são invisibilizadas pelo Estado por falta de políticas públicas e, da construção de um currículo capaz de atender as necessidades de estudantes do século XXI, condicionantes que influenciam na realização de atividades didático-pedagógicas estruturadas baseada nas condições mínimas de trabalho oferecida a comunidade escolar.
Partindo do princípio de que toda sociedade pratica um tipo de educação, o texto reflete como as categorias resistência e singularidade se constituem em especificidades da educação da/na Amazônia. A metodologia da pesquisa tem uma abordagem qualitativa e por meio de uma revisão de literatura em parte do referencial teórico da disciplina “Estudos de Problemas Educacionais da Amazônia” do Doutorado em Educação na Amazônia - Educanorte, tem como objetivo, discutir as razões pelas quais categorias como resistência e singularidade compõem as características indispensáveis a um currículo emancipatório da/na Amazônia, lugar onde apesar da luta de diversos coletivos pelos respeito a suas especificidades regionais, a colonialidade ainda pode se fazer presente. A reflexão aponta o currículo intercultural como um dos meios para a continuidade da resistência vigilante dos sujeitos do Campo, das Águas e das Florestas.
Este artigo é resultante de um estudo realizado em uma escola estadual de educação básica, localizada na microrregião de Araguaína, estado do Tocantins, Brasil. Seus objetivos contemplaram a compreensão de como professores do ensino médio transpõem/adaptam didaticamente os conteúdos de saber das disciplinas que lecionam aos objetivos da aprendizagem dos alunos, em consonância com as atuais prescrições da reforma do ensino médio previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nesse aspecto, o estudo contou com os aportes teóricos da transposição didática de Yves Chevallard, com a mediação pedagógica de Lev Vygotsky, e com a pedagogia de Paulo Freire, dentre outros. No que tange aos procedimentos técnicos, realizou-se pesquisa exploratória, bibliográfica e documental articulada à pesquisa de campo com questionário semiestruturado com dezesseis professores atuantes naquela escola. Assim, o resultado da análise revelou muito mais submissão dos docentes ao cumprimento das prescrições oficiais, e ao livro didático, do que autonomia na criação e elaboração didático-metodológica dos conteúdos escolares. Urge, portanto, a atualização crítica dos saberes docentes em tempos de reforma da educação básica.