
No presente artigo, analisamos como os aparatos ópticos desenvolvidos pelo padre jesuíta Athanasius Kircher, no século XVII, refletem a ambição da Igreja Romano-Católica pelo estabelecimento de mídias capazes de influenciar os espectadores a elas expostas. Argumentamos que esses objetos midiáticos podem ser compreendidos como dispositivos (Agamben) que operam de acordo com uma lógica legitimada pelo conceito teológico de economia cristã (Mondzain).
A partir da recente tradução de What is Media Archaeology?, de Jussi Parikka, esta resenha reflete sobre a evolução da Arqueologia das Mídias na última década. O texto também questiona a relevância atual do termo “Arqueologia das Mídias” para os Estudos de Mídia, propondo que, embora a nomenclatura possa ser revisitada, a missão política subjacente que orienta essas investigações permanece crucial – e talvez ainda mais urgente – diante do cenário tecnológico contemporâneo, marcado por uma crescente tecnocracia e controle corporativo.
Pretende-se descrever e analisar como ocorreu a recepção do New American Cinema e do cinema underground no meio cinematográfico brasileiro entre 1960 e 1972. Para compreender essa recepção foi necessário realizar um levantamento dos textos que as abordaram publicados na imprensa brasileira no período. Buscou-se analisar os diferentes discursos sobre esses cinemas, principalmente dos cineastas que discutiram os aspectos estéticos e econômicos dessas tendências, relacionando-os às disputas culturais brasileiras então contemporâneas.
Este artigo analisa a relação entre migração interna e desenvolvimento no Brasil, com foco nos migrantes oriundos do Nordeste. A análise integra abordagens econômicas e sociológicas da migração, ressaltando desafios como barreiras culturais, discriminação e a necessidade de políticas públicas mais inclusivas. Os resultados evidenciam que os fluxos migratórios internos refletem e reforçam desigualdades regionais e no mercado de trabalho, associadas a fatores estruturais e culturais. Por outro lado, as remessas e os impactos positivos da migração podem contribuir para a redução das disparidades econômicas, favorecendo a redistribuição da população e da força de trabalho no território nacional.
Examinamos as relações estabelecidas para os trabalhadores e analisamos as despesas e os custos que as famílias realizavam, mensurados nos livros da Fazenda Boa Vista. Demonstramos o consumo dos assalariados e dos trabalhadores vinculados ao trato do café, trazendo à tona as despesas e o consumo distinto dos diversos grupos de imigrantes, e concluímos que o leque amplo de débitos efetivados pelos trabalhadores comprometeu os seus ganhos, chegando a impossibilitar a ascensão social de trabalhadores de algumas nacionalidades.