
Les corps dansants travaillent avec des savoirs-sentir qui permettent d’appréhender le monde d’un point de vue sensible. Le présent article met en perspective mon travail d’artiste-chercheuse autour d’un projet en forêt avec l’héritage de ces mondes d’Après – depuis la bombe atomique jusqu’à l’épidémie mondiale. Ces pratiques in situ sont intimement liées aux prises de consciences écologiques et plus récemment à la crise socioécologique dans laquelle nous sommes plongés. Dans ce dialogue entre les études en danse et l’écologie il s’agira de comprendre ces pratiques entourées par une myriade de termes (anthropocène ; œuvre située ; plus qu’humain ; etc.), que nous interrogerons. Catégoriser ces pratiques dans le paysage artistique contemporain permet ainsi de mettre en lumière des praxis transformatrices amorcées particulièrement dans l’après Seconde Guerre mondiale jusqu’à notre monde d’Après COVID qui cherche à retrouver des pratiques de corps dans une esthétique de la relation. Si la danse n’est pas la réponse à la crise socioécologique – et après tout pourquoi pas ! – elle est, à l’inverse du transhumanisme, une manière de nous «augmenter» à travers la recherche d’une altérité.
Apesar de o gênero ser visto hoje em dia principalmente, pelo menos no debate público, como uma construção social (e não por acaso, para dar conta dessa relevância do gênero na definição de uma identidade, individual e coletiva, se fala frequentemente em “social gender”), as questões de gênero continuam, porém, repercutindo cada vez mais também na noção de gênero entendido como categoria gramatical, cujo inesperado ressurgimento nos estudos linguísticos atuais tem muito a ver exatamente com a nova e desejada centralidade da mulher na sociedade contemporânea. Partindo dessa premissa, o presente artigo visa a reconstruir o tratamento dado ao gênero nas gramáticas de língua portuguesa publicadas no Brasil entre o final do séc. XIX e o final do séc. XX, com o intuito de verificar se, ao longo desse tempo, a evolução social do país, nos termos do papel desempenhado pelas mulheres na vida pública e no mercado do trabalho, tem sido acompanhada inclusive por uma renovada consciência metalinguística da complexidade dessa categoria.
O artigo tem como objetivo apresentar a análise lexical de manuscritos paranaenses do século XIX a fim de identificar, por meio do léxico, marcas linguísticas que documentam a experiência da escravidão na região. O estudo utiliza método de análise lexical fundamentado na teoria dos campos lexicais de Coseriu (1977), a partir do exame de 50 documentos manuscritos do Arquivo Público do Paraná. Os termos relacionados à escravidão foram organizados em 22 campos semânticos, totalizando mais de 400 unidades léxicas, com destaque para os campos “Administração pública” e “Violência/vigilância e castigo”. Os resultados demonstram que a escolha lexical registrada nos manuscritos reflete a centralidade da escravidão na estrutura social e econômica do Paraná, revelando tanto a atuação burocrática do Estado quanto as práticas de violência e resistência dos escravizados. Conclui-se que o léxico preservado nos documentos funciona como arquivo linguístico da escravidão, evidenciando hierarquias sociais, visões de mundo e estratégias de resistência. O estudo reafirma a relevância da linguística histórica para ampliar o debate historiográfico e reconhece o léxico como ferramenta de preservação da memória e compreensão crítica da sociedade escravista paranaense.
O artigo de Alicia H. Puleo aborda a crise ecológica, social e econômica atual, vinculando-a ao ecofeminismo como uma resposta necessária para corrigir o rumo destrutivo da humanidade. Propõe uma cartografia ecofeminista que destaca a importância da empatia e do cuidado com a natureza e os seres não humanos, sugerindo que a superação do patriarcado e do antropocentrismo é essencial para alcançar um futuro sustentável. Além disso, também enfatiza a necessidade de uma ética do cuidado que transcenda as divisões de gêneros e espécie, promovendo uma visão interdependente da vida no planeta.
Este estudo objetiva investigar a variação e a evolução semântica do campo lexical do comportamento compassivo-assistencial em um periódico católico brasileiro entre 1901 e 2021. O método consistiu na análise linguística de um corpus de 2,2 milhões de tokens da revista Ave Maria, mapeando quantitativa e qualitativamente a frequência e o uso de lexias como “caridade”, “solidariedade” e “fraternidade”. Os resultados revelam a transição do domínio de “caridade” para uma rede lexical reorganizada a partir de 1982, com a ascensão dos outros termos no mesmo campo. Nessa direção, verificou-se uma especialização funcional: “caridade” (ação concreta), “solidariedade” (princípio abstrato) e “fraternidade” (princípio abstrato, mais institucionalizado). Conclui-se que o léxico, como sustentam Matoré (1953) e Cambraia (2013), é influenciado pelo contexto sócio-histórico e que o discurso religioso favorece a reacomodação dos usos lexicais em vez de sua substituição, atuando como uma força estabilizadora.
Ao ler Cervantes, observamos sua destreza em criar diálogos que se adaptam às variedades linguísticas características das diferentes esferas sociais repre- sentadas por seus personagens. O autor do Quijote, tão interessado pela linguagem de seu tempo, se preocupa, ao construir as interações de seus personagens, em adequar as formas de tratamento às várias dinâmicas conversacionais vigentes. Cervantes está entre os autores mais acionados para o estudo dos tratamentos no espanhol áureo. Tendo em conta o elevado número de estudos sobre o fenômeno que analisaram o Quijote, o presente trabalho busca investigar os motivos que levam Dom Quixote a substituir o tuteo habitual para se dirigir a Sancho Pança por modalidades voseantes em situações verificadas na primeira e segunda parte do Quijote, nos capítulos X-I; XX-I e XXX-I e XXVIII-II e LXIII-II. A partir de uma análise qualitativa dos dados, extraídos da edição crítica do Quijote do Instituto Cervantes (1997- 2025), foi possível ter uma amostra da influência que as situações comunicativas podem desempenhar sobre o uso das formas de tratamento. Com o presente estudo, verificou-se, nos capítulos XX-I, XXX-I e XXVIII-II, que o voseo é utilizado pelo cavaleiro com função “extra-estamental”, para marcar a posição social inferior de Sancho. Nos capítulos X-I e LXIII-II, por outro lado, o vos assume a função “intra-estamental”, característica do século XVI, uma vez que parece indicar cortesia e proximidade de Dom Quixote com seu escudeiro.
O presente artigo propõe uma leitura ecocrítica do conto “The Tamarisk Hunter” (2008), de Paolo Bacigalupi, com foco nos elementos distópicos da narrativa que emergem na interseção entre a lógica do capitalismo e a crise ambiental. O objetivo principal é analisar como essa configuração especulativa enseja uma crítica às consequências do modelo de dominação capitalista nas esferas humanas e ecológicas. Para isso, realizamos a investigação através de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e cunho exploratório, fundamentada nos estudos do gênero literário distópico, de reflexões sobre o capitalismo tardio e da teoria ecocrítica, partindo dos pressupostos teóricos de Claeys (2017), Tavares (2024), Moylan (2000), Jameson (1997), Fisher (2020), Garrard (2004), Glotfelty (1996) e Buell (1995). Sob esse entendimento, exploramos as possibilidades de problematizar o modelo de gerenciamento contemporâneo dos recursos naturais por meio da literatura de distopia, entendida aqui como uma projeção temporal precisa daquilo que já vivemos, que, ao imaginar a pior alternativa social possível, nos alerta sobre as contradições e preocupações em desdobramento na nossa configuração social presente (Claeys, 2017). Em relação aos resultados, compreendemos que em “The Tamarisk Hunter”, Bacigalupi articula uma constituição distópica em que a crise ambiental passa a ser mecanismo para perpetuar os níveis estruturais da sociedade, impelindo os sujeitos enredados a condições lamentáveis, ao passo em que a natureza e as possibilidades de existência nela são progressivamente apagadas. Assim, lemos a obra como um exercício reflexivo que, por meio da imaginação distópica, materializa e evidencia a insustentabilidade “naturalizada” do sistema capitalista.
Este artigo propõe uma leitura da obra Mugido [ou diário de uma doula] (2017), da autora gaúcha Marília Floôr Kosby em diálogo com a noção de escuta política, de Anna Tsing (2015) e com o convite de Donna Haraway (2016) para “ficar com o problema”, aprendendo a viver e morrer com todos os seres num presente denso e complexo. Buscando analisar novas relações de cooperação e comunidade para além dos limites da espécie, a discussão parte da análise dos comuns, desenvolvida por Silvia Federici (2018), e identifica, nos diversos encontros entre mulheres e vacas, que marcam o poemário de Kosby, uma proposta de construção de formas de vida marcadas pelo que David Graeber (2011) denominou “comunismo de base”, “matéria-prima da sociabilidade”.
A poesia brasileira contemporânea tem se mostrado um terreno fértil para a problematização das fronteiras estabelecidas entre o humano e o não humano, especialmente diante das urgências ecológicas do Antropoceno. Este trabalho analisa como os livros Quimera (2025), de Prisca Agustoni, e Abrir a boca da cobra (2023), de Sofia Mariutti, constroem poéticas que tensionam a noção de centralidade do humano ao proporem formas de coexistência marcadas pela vulnerabilidade e pela interdependência entre as espécies. Objetiva-se investigar de que modo os poemas de ambas as autoras revelam uma crítica à lógica antropocêntrica, tanto pela via da aproximação sensível quanto pela da violência e da dissolução dos limites corporais. Para tanto, a pesquisa articula a leitura comparada dos poemas e a reflexão ecocrítica e pós-humana a partir de autores como Donna Haraway (2013), Cary Wolfe (2010), Bruno Latour (2020) e Anna Tsing (2022), que discutem o deslocamento do humano e a emergência de perspectivas pós-antropocêntricas. Os resultados apontam que, ao descentrar a figura humana e expor sua impotência diante das forças naturais, os poemas analisados instauram uma poética em que o afeto, a linguagem e o corpo são redesenhados a partir da convivência e do confronto. Do mesmo modo, reconhece-se que o não humano, nesses poemas, é interpelado a partir da memória, da extinção e da luta pela própria existência e imanência. Assim, as poéticas de Agustoni e Mariutti reafirmam seu papel ético e estético na elaboração das crises ecológicas do presente
El artículo ofrece un acercamiento a la con- figuración de los sonidos criollos en la Argentina, en la zona del Río de La Plata. Se concentra en enfocar el pro- ceso de literaturización de las voces plebeyas a través del género gauchesco y de analizar las marcas fónicas que determinan la percepción de diferencias sociolec- tales entre el espacio urbano y el rural en el siglo XIX en la zona bonaerense. Además, se ocupa de recorrer las distintas etapas de manipulación de estas marcas, entre la que se destaca la sinéresis con desplazamiento acen- tual, en el proceso escritural del Martín Fierro de José Hernández. Para el estudio de la sinéresis se incorporan los primeros análisis que ofrecen J. Page y G. Máspero como receptores extranjeros de esta particularidad fonética, hasta los de E. Tiscornia, A. Alonso, B. Malberg, Ma. Beatriz Fontanella y Élida Lois.
Este artigo apresenta um estudo comparativo entre duas publicações brasileiras do poema Un Coup de Dés, de Stéphane Mallarmé. A análise considera a antologia bilíngue organizada por Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos (Mallarmé, 2013 [1971], Editora Perspectiva) e a tradução de Álvaro Faleiros (Um Lance de Dados, 2023 [2013], Ateliê Editorial). O objetivo é investigar as propostas editoriais de cada publicação e compreender seu possível impacto na interpretação do poema. A pesquisa envolveu consulta ao acervo digital da Gallica, Biblioteca Nacional da França, a fim de coletar três provas revisadas pelo próprio Mallarmé, edições de 1914 da Nouvelle Revue Française (NRF)/Gallimard, além de manuscritos, litografias e originais com correções manuais do poeta. Os resultados indicam que, embora ambas as edições busquem reproduzir a proposta original do autor, divergem significativamente em suas escolhas editoriais e interpretativas.
Este artigo apresenta um estudo linguístico de uma amostra de 150 legendas de imagem, que compõem o dataset multimodal Framed Multi30k (Viridiano, 2024). O objetivo é propor uma análise das legendas de imagem segundo fatores sociocognitivos implicados no processo de verbalização da experiência (Chafe, 2002, 2005; Croft, 2007) de modo que seja possível explicar, pelo menos parcialmente, a variação observada na construção léxico-gramatical das legendas. Para tanto, o artigo discute uma metodologia computacional de anotação linguística das legendas, com base na qual são extraídas informações gramaticais. Discute-se, ainda, o caráter experimental de elicitação controlada da produção de legendas de imagem e as consequências linguística disso. O exame gramatical das legendas centra-se nos processos de verbalização, como seleção, categorização e orientação. Por fim, discute-se a natureza da legenda de imagem como uma peça textual descritiva, explicitando-se operações descritivas que se verificam na produção dessas peças.
Este artigo apresenta uma introdução ao conceito de multimodalidade, discutido sob duas perspectivas principais: a metateórica, que compreende a multimodalidade como um campo de investigação sobre a produção de significado por meio de múltiplas formas semióticas; e a fenomenológica, que a entende como a integração de diferentes modalidades expressivas (fala, gesto, imagem, entre outras) em práticas comunicativas. A partir dessa base conceitual, o texto destaca a ausência histórica de atenção à multimodalidade nos campos da Linguística e da Ciência da Computação, refletida em modelos teóricos e computacionais que privilegiam formas linguísticas isoladas e convencionalizadas. Frente a esses desafios, apresentam-se os projetos no desenvolvidos no âmbito da ReINVenTA, uma rede de pesquisa dedicada à construção e anotação de datasets multimodais com base na Semântica de Frames, visando integrar linguística cognitiva e modelos computacionais. A conclusão aponta para a necessidade de abordagens interdisciplinares que reconheçam a linguagem como um fenômeno social, interacional e intrinsecamente multimodal.
Partindo de uma reflexão inicial sobre alguns dos traços mais significativos da poética de Sebastião Uchoa Leite, ancorados em procedimentos desmetaforizantes, humorados e irônicos, este artigo volta-se à obra do autor para investigar como a sua poesia, desconfiada e apartada de certa torrente de emoção lírica, relaciona-se às figurações da doença e da corrosão corporal, em especial nas obras A uma espreita (2000) e A regra secreta (2002). Para tal, o artigo se vale de interpretações minuciosas de poemas em que a experiência-limite do adoecimento desponta com maior profundidade e de modo mais sorrateiro, vertiginoso e autoinvestigativo. Por fim, analisa-se o poema de 1995 “Minha (anti)boêmia”, texto publicado de forma inédita na revista Ouriço (2021), demonstrando como os mecanismos de investigação de si sugerem, para o poeta, a afirmação da vida e a manutenção da lucidez.
A poesia de Minas Gerais ocupa um espaço singular na literatura brasileira, marcada pela introspecção, pela musicalidade melancólica e pela relação íntima com a memória e o tempo. Dentro dessa tradição, Maria José de Queiroz destaca-se por uma escrita que articula o lirismo memorialista, a nostalgia do passado perdido, estruturando sua obra como verdadeiro ritual de evocação e resistência, bem como o “exercício da fiandeira”, ou seja, o ato de fiar sendo artifício de construção e criação poética. Este artigo propõe analisar como a autora mineira incorpora, em sua poesia, a memória pessoal e coletiva como elementos rituais de preservação da identidade, enquanto sua voz literária se entrelaça com a herança cultural de Minas. Pretende-se analisar e fundamentar criticamente a relação entre poesia, identidade mineira e memória presentes nos poemas “Minas além do som, Minas Gerais” e “Minas Gerais, estados d’alma”, do livro Como me contaram... fábulas historiais (1973) e, além disso, do poema “Três à mesa”, do livro Desde longe (2016). Para tanto, utilizam-se os autores como: Lyslei Nascimento (1995; 2020), Melânia Silva de Aguiar (2007), Pierre Nora (1993), Arnold Van Gennep (2011), dentre outros.
Este artigo apresenta como a FrameNet Brasil desenvolveu a anotação de frames pragmáticos, com foco nos que são evocados por gestos interativos usados na organização de turnos durante conversas face a face. Como corpus, escolhemos as entrevistas mostradas nos episódios da primeira temporada da série de televisão brasileira Pedro Pelo Mundo. Utilizamos a Webtool 4.0, a versão mais nova dessa ferramenta, para anotação de um total de 47 gestos interativos. Como resultado, fomos capazes de demonstrar que esses gestos interativos evocam frames pragmáticos específicos – passagem de turno, confirmação de turno e tomada de turno – e são ferramentas que tornam a conversa um meio multimodal de comunicação. Nossa pesquisa mostra que a anotação de frames pragmáticos não é apenas possível, mas também útil para investigações pragmáticas e para expandir a análise multimodal da FrameNet.
The Hispanic-Portuguese linguistic contact that has existed for centuries in the Iberian Peninsula has favored the emergence of a new linguistic system: a variety known as Barranquenho. This variety, formed in the border region between Portugal and Spain, was developed in the historical and geographical peculiarities of Barrancos-a village situated in the Alentejo district of Beja, Portugal. The main objective of this article is to present a diachronic analysis of the phonetic-phonological and morphosyntactic traits of Barranquenho, specifically unveiling which aspects of the Portuguese and Spanish languages were assimilated by this mixed language. Furthermore, it also aimsto highlightthe new uses of some linguistic forms that have been originally embodied in the structure of this language. This analysis has a theoretical-descriptive bias, based on specialized literature about Barranquenho, and is grounded primarily in the work of Vasconcelos (1955), as well as in the studies of Navas S & aacute;nchez-& Eacute;lez (1992, 2011). The investigation of this language's traits indicates that, although Barrancos belongs to Portugal, Spanish influence on this mixed language persists, being particularly notable in the morphosyntactic domain. Moreover, Barranquenho displays internal variation, encompassing numerous aspects that coexist within the southern varieties of Portuguese and of Extremaduran/Andalusian Spanish. It is a minority variety that is currently at risk of disappearing due to the prestige of Portuguese-Portugal's official and dominant language. Recent language policies have sought to develop strategies for its preservation, since, at the local level, Barranquenho constitutes a crucial part of its speakers' identity, and, at the global level, its potential disappearance would represent a significant loss forthe Romance linguistic landscape.
In this article, we investigate and analyze the realization of third-person pronominal subjects in plays belongingto the PHPB-SCwritten corpora, based on the competing grammars model and inspired by the extensive work of Maria Eug & ecirc;nia Lammoglia Duarte. Our hypothesis is that plays written in Santa Catarina in the19th and20th centurieswill presentcom-petition between two grammars, one of them conservative, acquired through writing (European Portuguese), and the other innovative (Brazilian Portuguese). The corpusconsistsofsixplayswritten byauthorsfromSanta Catarina born between the 19th and 20th centuries, namely: Raimundo (1986), by & Aacute;lvaro de Carvalho; Quem desdenha quer comprar (1986), by Lacerda Coutinho; A est & oacute;ria (1990) and Os lobos (1992), written by Ademir Rosa; Flores de inverno (1992) and As quatro esta & ccedil;& otilde;es (1998), both by Ant & ocirc;nio Cunha. The results suggest that & Aacute;lvaro de Carvalho and Lacerda Coutinho, authors born in the 19th century, have a null subject grammar from European Portuguese, despite already presenting realization data characteristic of Brazilian Portuguese, while Ant & ocirc;nio Cunha, born in the second half of the 20th century, presents more constructions with third-person pronominal subjects, in a grammar characteristic of BP.
This article offers an approach to the configuration of Creole sounds in Argentina, in the Rio de la Plata region. It focuses on the process of literary transformation of plebeian words through the gaucho genre and analyzes the phonetic markers that determine the perception of sociolectal differences between urban and rural spaces in the 19th century in the Buenos Aires region. It also explores the different stages of manipulation of these marks, among which syneresis with accentual shift stands out, in the writing process of Jos & eacute; Hern & aacute;ndez's Martin Fierro. For the study of syneresis, the first analyses offered by J. Page and G. M & aacute;spero as foreing recievers of this fonetic peculiarity are included, up to E. Tiscornia, A. Alonso, B. Malberg, Ma. Beatriz Fontanella and & Eacute;lida Lois.