
Integrating formal and non-formal education requires a carefully structured didactic transition from traditional classroom settings to open and dynamic environments. One critical aspect that needs further exploration to facilitate this transition effectively is ensuring that teachers develop the confidence necessary to conduct outdoor lessons in a secure and meaningful way. This study explores alternative theoretical, didactic, and methodological foundations for school education, emphasizing a non-formal teaching approach that expands future educators' instructional possibilities. A pedagogical intervention based on non-formal education principles was designed and implemented, fostering active and cooperative engagement among participants. The findings suggest that incorporating non-formal teaching strategies holds significant potential for reshaping and enriching educators' perceptions of teaching. Moreover, enhancing teachers' confidence in integrating diverse instructional methodologies contributes to broadening the scope of both teaching and learning environments, ultimately fostering more dynamic and engaging educational experiences.
O estudo analisou o processo de escolarização de estudantes com deficiência múltipla, tendo como objetivo avaliar a contribuição para o desenvolvimento. Realizou-se pesquisa qualitativa do tipo etnográfica, com três estudantes em duas escolas públicas em Duque de Caxias/RJ. Optou-se por observação participante com registros em diário de campo e filmagem, e entrevistas semiestruturadas com docentes e equipes diretivas. Como referencial teórico, adotou-se a perspectiva histórico-cultural. Nesse artigo, discutem-se os dados, realizando análise das políticas públicas que em tese devem contribuir para a educação formal desse público. Principais resultados: complexidades no processo de escolarização, prejudicando assim a efetivação do acesso à educação formal como direito humano; pouca menção a respeito da deficiência múltipla nas diretrizes e documentos oficiais brasileiros; urgência de ações políticas e intersetoriais em benefício da escolarização e qualidade de vida.
O presente artigo tem por objetivo analisar a produção científica relacionada à implementação da Lei n. 10.639/03 na Educação Básica, no período de 2013 a 2023, identificando desafios e avanços. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de característica bibliográfica, exploratória e analítica. A busca dos trabalhos foi feita na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), com o uso de um único descritor combinado: “Lei nº 10.639/03” and “Relações étnico-raciais”. Após a leitura dos resumos, palavras-chave, considerações finais e aplicação de critérios de inclusão, foram selecionadas 10 teses e 53 dissertações, totalizando 63 produções para corpus analítico. Esses estudos foram agrupados em cinco eixos temáticos: a) implementação da Lei n. 10.639/03; b) práticas pedagógicas e formação docente; c) material didático sobre relações étnico-raciais; c) cultura e identidade afro-brasileira; e) educação antirracista. Para a análise utilizou-se o recurso da análise temática. Os resultados apontam avanços importantes, mas também a continuidade de desafios significativos na efetivação da Lei n. 10.639/03, no contexto da Educação Básica.
Objetivamos analisar como a técnica artística do parangolé potencializou a criação de um pensamento juvenil coletivo, crítico e inventivo em pesquisas sociopoéticas. Como metodologia, utilizamos o mapeamento sistemático para identificação e seleção do corpus de análise, segundo Rocha, Reis Nascimento e Nascimento (2018) e, do mapeamento cartográfico, conforme Rolnik (2011). Duas pesquisas foram selecionadas: a de Gama (2013), uma tese e a de Santos (2014), uma dissertação. Observamos que elas tratam das violências oriundas do espaço educativo, exigindo que se repense o currículo e os modos de se educar a partir das implicâncias juvenis.
O presente artigo tem como objetivo analisar e refletir sobre as metodologias ativas e inovativas aplicadas aos processos de ensino e aprendizagem no contexto da educação contemporânea, com foco especial no ensino superior. A pesquisa se fundamenta em uma abordagem qualitativa, de caráter teórico-reflexivo, sustentada em referenciais críticos da educação, os quais apontam para a necessidade de repensar os modelos tradicionais de ensino que ainda prevalecem nas instituições educativas. Nesse sentido, discute-se como as metodologias ativas, ao deslocarem o foco do ensino para a aprendizagem, promovem o protagonismo dos estudantes, estimulam o desenvolvimento de competências socioemocionais, cognitivas e colaborativas, além de favorecerem uma aprendizagem mais significativa, contextualizada e alinhada às demandas do século XXI. O estudo evidencia que práticas pedagógicas baseadas em estratégias como a aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, sala de aula invertida e ensino híbrido demandam uma mudança paradigmática tanto na atuação docente quanto na cultura institucional. Entre os principais desafios identificados estão a resistência de professores e estudantes aos processos de mudança, a carência de formação pedagógica adequada para o uso de metodologias inovadoras, as limitações estruturais, bem como as dificuldades na ressignificação dos processos avaliativos. Por outro lado, os resultados apontam que, quando bem planejadas e contextualizadas, as metodologias ativas potencializam a construção de saberes mais duradouros, promovem ambientes de aprendizagem colaborativos e incentivam a autonomia intelectual dos sujeitos. Conclui-se que a adoção das metodologias ativas e inovativas não deve ser entendida como mera aplicação de técnicas didáticas, mas como parte de uma transformação profunda dos processos educativos, ancorada em concepções de educação crítica, dialógica e emancipadora. Tal perspectiva exige das instituições de ensino superior um compromisso efetivo com a formação continuada dos docentes, a flexibilização curricular, o investimento em tecnologias educacionais e a construção de uma cultura acadêmica centrada na aprendizagem, na colaboração e na formação integral dos sujeitos. Dessa forma, as metodologias ativas se consolidam como ferramentas fundamentais para uma educação mais inclusiva, democrática e socialmente comprometida.