
O presente ensaio discute as ideias de Jean Piaget quanto ao processo de construção de conhecimento, que é caracterizado por continuidade, não sendo estático, numa conversa com a tomada de consciência em Paulo Freire. Como tal processo é desenvolvido e quais são os principais conceitos envolvidos na teorização piagetiana? Como ela dialoga com a conscientização freireana? A hipótese deste ensaio é que tal construção de conhecimento está principalmente atrelada às noções de equilíbrio, desequilíbrio e reequilíbrio para o estudioso suíço e que esse pode ser um ponto de partida para uma dialogia com a conscientização emancipatória do filósofo educacional brasileiro. Nosso objetivo é discutir as principais ideias de Piaget que são inerentes ao processo continuado de conhecimento, perpassando tópicos como a abstração reflexionante, a assimilação e a acomodação e o equilíbrio, o desequilíbrio e o reequilíbrio, visando conectar tais pontos à conscientização de Freire.
Este artigo apresenta o percurso formativo na área de práticas educativas e formação de professores de dois estudantes no âmbito da pós-graduação em educação. As narrativas discentes se compõem em diálogo com a orientadora no contexto de uma disciplina que convida a pensar a prática da pesquisa científica em educação, seus pressupostos e referenciais. Este arranjo leva às narrativas sobre a formação de professores associada à ideia de educação cidadã e composta pela realização de um mapeamento sistemático. Esta narrativa apresenta, assim, as narrativas discentes, a trilha metodológica, e a construção das diferentes etapas do mapeamento sistemático.
A pesquisa de doutorado, colocada em perspectiva no presente artigo, iniciada com a pandemia de COVID-19 no Brasil, investiga as crises sanitária, política e social, tendo como foco, as desigualdades na periferia. O objetivo é dar visibilidade às professoras e crianças da periferia para que relatem suas experiências e memórias sobre o período. A metodologia adotada é a pesquisa-formação narrativa (auto)biográfica, utilizando cartas intergeracionais como principal fonte e forma de registro.
O presente artigo é oriundo de parte da dissertação de mestrado e tem como objetivo apresentar os resultados obtidos ao longo da pesquisa, qual seja: Refletir sobre Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação (TIC) como recurso potencializador da aprendizagem para o ensino de História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tendo como cenário a cidade do Rio Grande/RS. Trata-se de uma pesquisa de base qualiquantitativa e, para a coleta de dados foi realizada uma entrevista com professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Como produto resultante da pesquisa foi desenvolvido um ambiente virtual de aprendizagem (site), no qual foram incluídos materiais digitais que possibilitem a interação e o aprendizado acerca da História Local, incluindo um jogo virtual de perguntas e respostas (Quiz), que os alunos podem jogar em diferentes dispositivos. Com o advento da pandemia do Coronavírus (SARS-CoV-2 – COVID-19) percebeu-se a necessidade de aprofundar e discutir sobre a prática docente nesse período. Com esse material busca-se fortalecer a identidade e o sentimento de pertencimento dos alunos, contemplando as competências e habilidades estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no que se refere ao ensino de História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O texto tem como embasamento teórico autores como Hilary Cooper, Pierre Lévy, Paulo Freire, Jörn Rüsen, Vani Moreira Kenski, Luis Fernando Cerri, Jacques Le Goff, Circe Bittencourt, entre outros.
Uma sociedade plural, rica em diversidade, traz em si incertezas, antagonismos e contradições inerentes a realidades complexas. O objetivo deste ensaio é apontar caminhos para superar insatisfação e desconfiança em políticas públicas complexas. Para tanto, usando como referencial a interligação entre ética, ciência e política como descritas por Edgar Morin, discutimos o potencial de abordagens recentes para o desenho, a implementação e avaliação de políticas públicas que reconhecem e lidam com a complexidade. Argumentamos que essas abordagens, embora promissoras, apresentam vieses e limitações quando usadas independentemente. Concluímos que a ecologia da ação pode ser o eixo norteador para a religação dos saberes práticos construídos a partir das promissoras abordagens discutidas neste ensaio, apontando uma contribuição expressiva para a implementação de políticas públicas.