
Este trabalho teve como objetivo central promover a conscientização dos alunos acerca da preservação ambiental e do impacto da contaminação na qualidade nutricional dos peixes. Nesse sentido, o trabalho foi realizado com estudantes de uma escola do município de Palmas, Tocantins, utilizando metodologias ativas na condução de oficinas de Educação Alimentar e Nutricional. Para avaliação da efetividade das oficinas, aplicou-se um pré-teste no início da atividade educativa com o propósito de avaliar o conhecimento prévio dos alunos acerca do consumo de pescado, piracema, pesca sustentável e poluição dos rios. Em seguida, foram realizadas oficinas educativas utilizando métodos lúdicos e participativos, com o apoio de vídeos informativos e promoção de atividades práticas interativas. Os resultados demonstraram aumento significativo na compreensão dos conceitos abordados pelos alunos após as intervenções educativas, comprovando a eficácia das metodologias adotadas. Ademais, observou-se aprimoramento na consciência ambiental dos estudantes, evidenciada pela melhor compreensão acerca de piracema, práticas sustentáveis de despesca e preservação dos rios. Dessa forma, conclui-se que ações de Educação Alimentar e Nutricional, quando aplicadas de maneira lúdica e integrada ao currículo escolar, podem potencializar mudanças positivas, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e engajados com a alimentação saudável e a sustentabilidade.
Este artigo descreve uma experiência extensionista realizada na disciplina “Educação em Direitos Humanos e Cidadania”, do curso de Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em articulação com o projeto “Leitura e Escrita para Refugiados e Migrantes”, que teve como objetivo ensinar português como língua de acolhimento para migrantes e refugiados. A pesquisa abrange diagnóstico participativo e intervenção pedagógica, considerando a extensão universitária como um espaço para o diálogo entre a universidade e a comunidade. O diagnóstico foi feito por meio de um questionário à distância, respondido por sete participantes, com o objetivo de identificar percepções a respeito do processo de acolhimento, aprendizado da língua e inserção social. Os resultados mostraram que as ações foram bem avaliadas, embora também tenham apontado problemas, como quanto a barreiras linguísticas e à necessidade de ampliar espaços para ouvir e interagir. Como parte da intervenção, o podcast Entre fronteiras e abraços foi desenvolvido coletivamente como um recurso educacional e um espaço para compartilhar histórias de migrantes. Pode-se concluir que a articulação entre a educação em direitos humanos e a extensão universitária reforça práticas inclusivas, fomenta o sentimento de pertencimento e enriquece as experiências educativas, tornando-as mais sensíveis à diversidade cultural e linguística.
Low vision is defined as a significant reduction in visual capacity, even after correction or with the preservation of some degree of visual functionality. Blindness, in turn, is characterized by severely reduced visual acuity, an extremely restricted visual field, or the complete absence of light perception. Despite their relevance, both conditions still pose challenges to social inclusion, including within academic settings. In this context, the event “1st UFU Workshop: Care and Inclusion of Blind and Low Vision Individuals”, held on May 22 and 23, 2025, aimed to promote discussion and the sharing of knowledge on the topic. A total of 47 participants attended, including students, healthcare professionals, and individuals with low vision or blindness, both in the lectures and in the conduction of activities. The analysis of 25 evaluation questionnaires revealed that 36% of participants reported having only superficial knowledge of care and support strategies for people with blindness or low vision, highlighting the limited familiarity of students and healthcare professionals with the specific demands of this population. Thus, the experience proved valuable in expanding knowledge, encouraging interdisciplinary dialogue, promoting the exchange of expertise, and fostering more inclusive practices in healthcare.
O presente texto objetivou divulgar os resultados de uma ação extensionista que culminou na elaboração de um mapa turístico de Garanhuns, no estado de Pernambuco, em uma atividade conjunta dos discentes do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade de Pernambuco com estudantes da educação básica. Durante a ação, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, bem como a visitação de 20 atrativos turísticos, os quais foram identificados por meio de um ponto sobre uma imagem de satélite. Uma cópia do mapa impresso foi entregue em cada uma das 95 escolas de ensino fundamental e médio do território municipal, públicas e particulares. Além da apresentação das informações turísticas, o mapa produzido no âmbito dessa ação extensionista funcionará como apoio pedagógico para várias disciplinas, por conter todos os elementos obrigatórios da cartografia e uma imagem de satélite da área urbana municipal, permitindo visualizar as áreas verdes, a distribuição das ocupações populacionais, os rios, dentre outros temas, suprindo a demanda de os estudantes da educação básica terem contato com mapas do seu espaço vivido.
A pesquisa sobre o custo da cesta básica de alimentos, inspirada na teoria marxista do valor das mercadorias e da força de trabalho, produz importantes indicadores acerca das condições de vida da classe trabalhadora. No Brasil, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realiza essa investigação em 27 capitais; iniciativas semelhantes são realizadas por outras instituições em diversas cidades do país, como a Universidade Estadual do Oeste do Paraná, que implantou essa pesquisa no município de Cascavel, Paraná, no início da década de 1990. Contudo, devido à falta de recursos humanos e financeiros, a pesquisa foi interrompida e somente retomada em 2018. Assim, este artigo objetivou apresentar relatos de pessoas que participaram direta ou indiretamente do projeto de extensão “Determinação mensal do custo da cesta básica de alimentos em Cascavel”, entre 2018 e 2023. Para tal, foram ouvidas 19 pessoas, entre professores e alunos da Universidade e jornalistas da cidade. Os resultados indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas, o projeto comprova-se importante para as comunidades interna e externa, seja pelo desenvolvimento acadêmico de professores e alunos, seja pela divulgação de informações relevantes acerca do poder de compra e das condições de vida da população da referida cidade e região.