
Resumo O presente artigo analisa a intencionalidade do governo em suspender o funcionamento da Escola Normal e integrá-la ao curso do Liceu, visando identificar o projeto de formação docente proposto por meio do curso especializado, no período de 1937-1947. O levantamento das fontes documentais foi realizado no Arquivo Público do Estado de Mato Grosso, no acervo da Escola Estadual Liceu Cuiabano “Maria de Arruda Muller”, no Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional, no Instituto Memória do Poder Legislativo, na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, estes deram indícios sobre o funcionamento do curso de Especialidade para a formação de professores que permaneceu em vigência até o ano de 1947. Os resultados apontaram que a implementação do curso não contemplou as finalidades originais do projeto a ser implementado, impactando na qualidade da formação docente e na sua extinção em 1947.
Resumo: Focaliza usos da fotografia como fonte para a História da Educação, indagando de que modo essa fonte imagética pode contribuir para a compreensão da escolarização primária no Espírito Santo, nos anos iniciais da República no Brasil (1908-1928). No campo teórico-metodológico, propõe o olhar microscópico, a integração dos dados iconográficos e de comissionamento e a problematização das relações de força envolvidas na produção, guarda e usos das fontes, potencializadas por meio da utilização do método indiciário. Como uma das principais contribuições da fotografia para a compreensão da história das escolas primárias no Espírito Santo, destacam-se as possibilidades heurísticas dos registros, quando articulados aos contextos em que foram produzidos.
RESUMEN: El texto corresponde a la conferencia inaugural pronunciada por António Nóvoa en el XIII Congreso Luso-Brasileño de Historia de la Educación (COLUBHE), celebrado en la Universidad del Algarve en mayo de 2026. A partir de un balance de su trayectoria intelectual, el autor revisa las transformaciones de la Historia de la Educación en las últimas cuatro décadas y analiza los desafíos contemporáneos que la inteligencia artificial plantea al trabajo historiográfico. En diálogo con autores como Nietzsche, Walter Benjamin, Byung-Chul Han, Michel de Certeau y Michel Serres, defiende la valorización de la perspectiva, la narración y la comunicación como dimensiones constitutivas del oficio del historiador. Al reafirmar la centralidad de la autoría, la experiencia y la creación en la producción del conocimiento histórico, propone una reflexión sobre el papel público del historiador de la educación y sobre la responsabilidad intelectual frente a los desafíos del tiempo presente.
RESUMO: O texto corresponde à conferência inaugural proferida por António Nóvoa no XIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação (COLUBHE), realizado na Universidade do Algarve, em maio 2026. Partindo de um balanço de sua trajetória intelectual, o autor revisita transformações da História da Educação nas últimas quatro décadas e discute os desafios contemporâneos impostos pela inteligência artificial ao trabalho historiográfico. Em diálogo com autores como Nietzsche, Walter Benjamin, Byung-Chul Han, Michel de Certeau e Michel Serres, defende a valorização da perspectiva, da narração e da comunicação como dimensões constitutivas do ofício do historiador. Ao reafirmar a centralidade da autoria, da experiência e da criação na produção do conhecimento histórico, propõe uma reflexão sobre o papel público do historiador da educação e sobre a responsabilidade intelectual diante dos desafios do tempo presente.
Resumo A formação de professores tem sido objeto de pesquisa durante as últimas décadas em diferentes campos do conhecimento. Especificamente no campo da história da educação essa temática é bastante visitada pelos pesquisadores, com foco nas instituições escolares, currículos, práticas pedagógicas, cultura escolar, tecnologias, políticas e reformas educacionais, entre outros. Este dossiê é composto por seis artigos que versam sobre a formação docente em diferentes tempos de ditaduras nos dois lados do Atlântico: do Brasil (Estado Novo: 1937-1945 e ditadura civil-militar: 1964-1985); de Portugal (1933-1974) e da Espanha (1939-1975). Apesar de particularidades nacionais, os três modelos compartilham estratégias comuns e revelam como a educação pode ser instrumentalizada politicamente.