
Este trabalho é um recorte de pesquisa vinculada à Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Compreende a dinâmica de uma escola de Educação Infantil na periferia do Distrito Federal, tendo como aporte a Teoria da Subjetividade, sendo a Epistemologia Qualitativa e a Metodologia Construtivo-Interpretativa, os alicerces da construção metodológica. O objetivo é analisar a emergência de uma escola como sujeito coletivo, além de refletir sobre o potencial do trabalho pedagógico coletivo e a relevância da subjetividade no favorecimento das práticas pedagógicas. O modelo teórico enunciou três eixos de inteligibilidades: a) Pertencimento e valorização: a abordagem étnico-racial no Projeto Político-Pedagógico; b) A valorização da diversidade local: articulação escola-comunidade, o olhar singularizado para a comunidade ampliada e sua cultura periférica; e, c) Implicação afetiva na realização do trabalho pedagógico integrado e a participação de diferentes agentes educativos. Os resultados revelam a realização de um trabalho pedagógico plural e decolonizado. A escola emergiu como um espaço de empoderamento, promovendo a inclusão e o fortalecimento dos laços comunitários. Ao assumir a condição de sujeito coletivo, a instituição desempenhou um papel crucial na promoção de uma educação socialmente referendada, contribuindo para a construção de uma identidade coletiva no exercício da política pública de Educação Infantil.
O tratamento de saúde representa um período desafiador para a criança, afetando não apenas sua saúde física, mas também seu desenvolvimento emocional, social e educacional. Desse modo, o presente estudo teve como finalidade analisar a representação social do hospital para as crianças doentes em internação por meio da técnica do Desenho-Estória com Tema. Tratou-se de uma pesquisa descritiva e de abordagem qualitativa. A coleta de dados ocorreu na brinquedoteca de uma enfermaria pediátrica de um hospital filantrópico em um município de médio porte no interior de São Paulo, entre abril e junho de 2024. Participaram dez crianças, de seis a dez anos, verbalizadas e internadas por no mínimo dois dias. Para coleta, utilizou-se a técnica do Desenho-Estória com Tema (Trinca, 1997) solicitando que realizassem uma ilustração com o seguinte comando: "Desenhe nesta folha como está sendo sua experiência neste hospital". Após o desenho, as crianças narraram suas produções e atribuíram um nome. Os dados foram organizados em duas unidades temáticas: "Humanização na assistência em saúde", que abordou aspectos como a qualidade do atendimento, empatia dos profissionais e cuidado humanizado, e "Espaço físico do hospital e ambiente externo", que incluiu representações sobre a arquitetura e organização do hospital. Os resultados indicam uma percepção geralmente positiva do ambiente hospitalar, mas com a identificação de fatores como procedimentos médicos invasivos, a interrupção da rotina familiar e as restrições do hospital, que geram sentimentos negativos como medo e insegurança.
“Escritas Subversivas” é uma plataforma de produção e difusão literária que investiga as relações entre gênero, território e identidade cultural na Baixada Fluminense. O artigo foca na autoria feminina, destacando sua contribuição para a construção de novas representações e promovendo a circulação de narrativas que reconfiguram espaços de escrita e leitura. A literatura, nesse contexto, se torna um meio de articulação crítica e expansão do debate sobre produção cultural e conhecimento. Através da autoria feminina, o projeto visa dar visibilidade à produção literária de mulheres da Baixada, contribuindo para a transformação dos imaginários culturais e sociais. A literatura propõe novas formas de contar histórias, quebrando estigmas e reconfigurando a percepção de territórios. Ao investir em uma escrita que dialoga com as realidades locais, “Escritas Subversivas” fortalece a representatividade e promove a literatura como um patrimônio cultural, essencial para a valorização de vozes marginalizadas.
O artigo surgiu da seguinte pergunta norteadora: Quais foram os concursos públicos do Ensino Superior para o cargo de tradutor/intérprete de Língua Brasileira de Sinais (TIL) realizados na Amazônia Paraense? O objetivo é mostrar a realidade concreta da educação de surdos na Amazônia Paraense no que tange à trajetória de tradutores/intérpretes de Libras. Trata-se de uma Pesquisa Bibliográfica e Documental. Os resultados revelam a realidade concreta da tradução/interpretação da Libras na região metropolitana de Belém, na região do Tapajós (Santarém) e na região de Carajás (Marabá). Conclui-se que a realidade concreta da tradução/interpretação da Libras na Amazônia Paraense é delineada por diferentes trajetórias profissionais, uma vez que cada região possui sua especificidade histórica e cultural. Essas trajetórias iniciam-se com ações docentes no âmbito da educação especial, perpassando por ações no contexto da educação inclusiva e por fim revelam as diferentes formas de atuações de tradutores/intérpretes de Libras em cada região.
A curiosidade se volta até um artefato didático: o varal que se encontra fixado na sala de aula e no qual são dependuradas atividades realizadas pelas crianças. O objetivo do artigo é conhecer concepções que influenciam práticas no cotidiano escolar e que configuram o espaço e a tessitura curricular, através do varal. A produção do material de estudo ocorreu em escolas públicas, e o procedimento utilizado foi a observação direta de salas de aula fora do horário escolar. A principal orientação metodológica foi proveniente das pesquisas em cotidianos, sendo o varal encontrado em salas de aula descrito e desdobrado em conversações acerca de práticas que conduziram a sua confecção, e observadas concepções encarnadas naquilo que ele comunica. Os resultados provocam a pensar sobre a regulação instituída, os movimentos instituintes, os gestos de criação, sobre a mecânica da reprodução, a tessitura curricular instituinte e a produção do espaço.