
Resumo: O suicídio é compreendido como um fenômeno multifatorial e multidimensional. A partir do modo de pensar de cada época, têm-se diferentes perspectivas e atuações possíveis. A Organização Mundial de Saúde aponta a morte por suicídio entre as principais causas de morte no ranking mundial, afligindo mais de 800 mil pessoas por ano, enquanto sua tentativa é estimada em 20 vezes esse número. A psicologia fenomenológico-existencial compreende a singularidade do fenômeno e se baseia na experiência e no sentido do sujeito. O objetivo deste estudo foi investigar as contribuições da fenomenologia-existencial nos estudos brasileiros sobre suicídio. Utilizou-se como método uma revisão integrativa dos últimos cinco anos. Foram analisadas 27 referências, composta por artigos, dissertações e teses, que originaram a exposição da multidimensionalidade do suicídio, da experiência singular do fenômeno, dos impactos pósvenção e do processo terapêutico do suicídio. Concluiu-se que o suicídio se encontra sob diferentes lentes existenciais, culturais, sociais e psicológicas. As obras selecionadas compreendem o ato de pôr fim à vida a partir da subjetividade e da experiência do sujeito que a vive como uma possibilidade existencial, afastando-se da visão de controle, moral e patológica. Além disso, a investigação do suicídio permite a compreensão dos contextos histórico-sociais dos envolvidos com a temática, exigindo um olhar que valorize o sentido e significado de cada indivíduo. Palavras-Chave: Suicídio. Psicologia existencial. Fenomenologia.
Resumo: Durante a pandemia, os custos hospitalares foram significativamente impactados pelo aumento dos casos de COVID-19, sobrecarregando os sistemas de saúde e resultando em custos adicionais, especialmente na área de saúde mental. Este estudo investiga os custos dos procedimentos ambulatoriais de psiquiatria no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), de 2020 a 2023, com o objetivo de propor diretrizes para sua avaliação. Utilizando entrevistas e análise documental, identificamos custos diretos e indiretos relacionados aos procedimentos de saúde mental no HUPE. Os resultados indicam a necessidade de um sistema de custos robusto no HUPE para melhorar a gestão financeira e apoiar decisões estratégicas. Este estudo preenche uma lacuna na literatura sobre custos hospitalares e saúde mental durante a pandemia, oferecendo insights valiosos para gestores de saúde. Palavras-chave: Palavras-chaves: Custo. Custo Hospitalar. Pandemia. Saúde mental. COVID-19.
Resumo: A temática do estigma social tem sido objeto de estudo de diversos campos do saber, tais como a Psicologia, a Sociologia e a Antropologia, cada um com perspectivas diferentes, e a ela são associados os conceitos do preconceito e da discriminação. Ao longo dos séculos, o estigma foi utilizado na segregação de pessoas que tinham ou têm algum tipo de doença, seja física ou mental. Dessa forma, o objetivo deste estudo é, a partir do conceito de estigma social, buscar paralelos entre a vivência cotidiana recente do COVID-19 e outras epidemias ou pandemias relatadas historicamente. Assim, faremos uma reflexão sobre o processo de construção do estigma social e suas possíveis consequências, como a discriminação, à luz de alguns trabalhos sobre o estigma, a começar pela obra seminal de Goffman (1980) e de Allport (1954) sobre os conceitos de preconceito e discriminação. Revisitamos artigos que sinalizam a relação de algumas doenças, tal como a gripe espanhola, a tuberculose, a hanseníase, o HIV/AIDS e a doença falciforme, como um elemento propulsor na construção dos estigmas sociais associados a doenças graves e/ou epidêmicas. Apresentaremos algumas observações acerca da tendência social na produção de estigmas, tendo como base o histórico pandêmico dos eventos acima citados e possíveis implicações sociais ocasionadas pelo novo coronavírus. Palavras-chave: Estigma social. COVID-19. Distanciamento social. Pandemia.
Resumo: A presente revisão narrativa objetivou discutir o caráter singular da vivência do Luto sob a ótica da fenomenologia-existencial. Para tal, traçou a evolução conceitual do Luto e a relação social com a morte ao longo da história. Além disso, apresentou os diferentes tipos de enlutamento e os impactos dessa experiência no mundo presumido de cada indivíduo. Por fim, apresentou a fenomenologia-existencial como importante vertente da psicologia no cuidado de pessoas enlutadas. Espera-se, com este estudo, ampliar o conhecimento sobre a temática apresentada, possibilitando um fazer clínico fundamentado na integralidade e singularidade do sujeito. Palavras-Chave: Perda. Luto. Singularidade. Psicologia fenomenológica. Existencialismo
Resumo: O Nós do Crochê é uma instituição com objetivo de oportunizar a emancipação econômica para mulheres da Rocinha em situação de vulnerabilidade. Ao todo, são atendidas em torno de trinta mulheres e suas respectivas famílias, com escolaridade variada e renda abaixo de um salário mínimo na maioria dos casos. O objetivo do projeto Entrelaços, do Time Enactus UERJ-Maracanã, em apoiar a Nós do Crochê, é instaurar um modelo de negócios lucrativo que implique uma melhora na qualidade do acolhimento das mulheres assistidas, maior renda, possibilidade de receber novas aprendizes, reduzindo a fila de espera e garantindo que a organização possa crescer e se manter com seus próprios recursos, sem depender da injeção de capital externo. Palavras-chaves: Tecnologias sociais. Empreendedorismo social. Mulheres em vulnerabilidade. Modelo de negócios.