
No Brasil, estudantes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) integram o público da Educação Especial, tendo seus direitos assegurados por legislações específicas. Este estudo, de abordagem qualitativa, buscou compreender, sob a ótica docente, como se organiza e se efetiva o Atendimento Educacional Especializado (AEE) destinado a esses alunos nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) da rede estadual de ensino de Maringá-PR. Para a coleta de dados, foram utilizados um questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas com duas professoras atuantes nas SRM. A análise dos dados seguiu os procedimentos da Análise de Conteúdo, conforme Bardin (2011). Os resultados apontam fragilidades na estruturação, na gestão e no suporte oferecido pelo governo estadual, fatores que comprometem a efetividade do atendimento aos alunos com AH/SD. Conclui-se que, apesar dos avanços normativos, persistem desafios institucionais que limitam o desenvolvimento pleno desses estudantes, tornando urgente o fortalecimento de políticas públicas, a formação continuada dos profissionais e o investimento em recursos pedagógicos adequados.
Este estudo está vinculado à pesquisa Stricto Sensu do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNO), e teve como objetivo investigar como ocorre a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de estudantes imigrantes matriculados no componente curricular de língua inglesa. Como metodologia, utilizou-se a revisão bibliográfica, que aconteceu por meio de leituras e participação no componente curricular Políticas de Educação Inclusiva, pesquisas em diferentes bases de dados, como a SciELO, Portal de Periódicos da Capes e no grupo de pesquisa SULEAR. Os resultados mostram que incluir estudantes com TEA e imigrantes no ensino de inglês requer práticas inclusivas, materiais adaptados e valorização da diversidade, com políticas e formação docente que promovam equidade e educação de qualidade.
Este estudo apresenta uma revisão do tipo Estado da Arte que investigou como a prática colaborativa entre docentes, mediada por um pedagogo com orientação construtivista, tem contribuído para a qualificação do ensino inclusivo na educação básica. Foram analisados 10 artigos publicados entre 2014 e 2024, selecionados nas bases SciELO, ERIC e Portal de Periódicos CAPES, com foco nas interações pedagógicas que articulam colaboração docente e inclusão escolar. A análise foi conduzida por meio de categorização temática e interpretação crítica, evidenciando que a efetividade da colaboração depende de intencionalidade pedagógica dialógica e de mediações que valorizem a construção coletiva do conhecimento. Os achados indicam que a atuação colaborativa do pedagogo, fundamentada em concepções construtivistas e críticas, contribui para práticas inclusivas mais contextualizadas, embora ainda enfrente desafios estruturais e de formação docente. Conclui-se que fortalecer espaços colaborativos, sustentados por processos formativos contínuos e políticas educacionais coerentes com a diversidade, é essencial para promover uma inclusão escolar efetiva e emancipatória.
O artigo em tela parte da seguinte questão de pesquisa: quais desafios os professores enfrentam na atuação no ensino multisseriado? O objetivo geral do estudo consistiu em investigar os desafios que permeiam a atuação docente nesse modelo de organização escolar. A pesquisa, de abordagem qualitativa, configura-se a partir da elaboração de uma revisão sistemática da literatura, fundamentada no protocolo adotado no guia de orientações de Okoli (2019). Os resultados evidenciaram que os docentes enfrentam diversas limitações, entre elas a necessidade de elaborar planejamentos diferenciados para múltiplos anos escolares, a sobrecarga de trabalho, a falta de recursos pedagógicos adequados, a insuficiência de formação específica e a dificuldade de atender individualmente alunos com níveis distintos de aprendizagem.
Este estudo analisa a implementação e o impacto do Programa Institucional de Ações para Pessoas com Necessidades Especiais da UNIOESTE, campus de Cascavel, buscando identificar seus avanços, desafios e contribuições para a qualidade do Ensino Superior. Por meio da abordagem qualitativa, desenvolve-se um Estudo de Caso, embasado na análise documental e observações etnográficas. Os resultados apontam que 55 estudantes, de 17 cursos diferentes, recebem apoio do programa, com ênfase especial nos casos de Transtorno do Espectro Autista e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, refletindo a diversidade humana presente, em que o programa atua como espaço de acolhimento, escuta e mediação pedagógica. Contudo, a inclusão plena, requer continuidade, valorização humana e políticas que garantam o reconhecimento da singularidade e o direito de aprender