
O objetivo foi investigar as principais doenças/transtornos que acometem a saúde dos professores do município de Concórdia/SC, que trabalham em duas escolas públicas municipais de Ensino Fundamental. Trata-se de um estudo de abordagem quanti-qualitativa, com dados constituídos por meio de um questionário online, aplicado aos professores. Apontam que as principais doenças que acometem a saúde dos professores são: estresse, insônia, ansiedade, nervosismo, dificuldades para pensar com clareza, queda de cabelo, depressão, dores crônicas (na cabeça, na coluna, nos membros e nas articulações), problemas gastrointestinais (má digestão, gastrite e refluxo), distúrbios vocais (rouquidão e perda de voz), diabetes, hipertensão, alergias, colesterol, infecções respiratórias, epicondilite, osteoporose, hipertireoidismo e hipotireoidismo, câncer de colo de útero, formigamento nas mãos, lesão articular e lesão por esforços repetitivos (LER), tremores, distúrbios nutricionais (hipocalcemia e deficiência de ferro) e doenças do sistema circulatório. Conclui-se que essas doenças obrigam aos professores a redução da frequência ao trabalho, através de atestados médicos e de licenças de saúde, apesar de alguns optarem por trabalhar doente.
O objetivo deste trabalho foi relatar a experiência da aplicação do Guia de Gestão Autônoma da Medicação em pacientes de um Centro de Atenção Psicossocial III, a fim de avaliar sua viabilidade na realidade sociocultural local. Foi realizado um estudo qualitativo, exploratório, descritivo, do tipo pesquisa-intervenção, com recurso a grupos focais, apresentado por meio de relato de experiência sobre a aplicação do Guia. O grupo foi composto por 10 mulheres com transtornos mentais, usuárias do serviço e em uso de psicotrópicos há mais de um ano. A realidade socioeconômica das pacientes exigiu dos moderadores adaptações no Guia para garantir melhor entendimento dos objetivos dos encontros. As participantes apresentaram dificuldades em compreender conceitos como autonomia, medicamentos e direitos dos pacientes. O estigma atribuído às pessoas com transtornos mentais, que frequentemente resulta na imposição de tutelas, representa o maior obstáculo à busca pela autonomia. O Guia de Gestão Autônoma da Medicação se mostrou como ferramenta eficaz para promover a reflexão dos pacientes sobre suas condições de saúde e tratamentos.
Physical activity and ergonomic guidance can reduce musculoskeletal symptoms in physical therapy students during their supervised internship. This study analyzed the effect of an intervention protocol on these symptoms in 30 students in their final semesters, randomized into three groups: exercise (EG), guidance (GG), and control (CG). The Nordic Musculoskeletal Questionnaire was applied. The EG performed global stretching and segmental/postural strengthening exercises, while the GG received ergonomic guidance through YouTube videos sent via WhatsApp®. The CG received no intervention. Data were analyzed with descriptive and inferential statistics (p<0.05). The CG showed increased symptoms in the upper/lower back, shoulders, and ankles/feet over the past 12 months and seven days. A significant group–time interaction was found, with the CG reporting more symptoms than the EG and GG. The intervention effectively reduced musculoskeletal symptoms during the internship.
A atividade física e a orientação ergonômica podem reduzir sintomas musculoesqueléticos em estudantes de Fisioterapia durante o estágio supervisionado. Este estudo analisou o efeito de um protocolo de intervenção em 30 estudantes dos últimos semestres, distribuídos em três grupos: exercício (GE), orientação (GO) e controle (GC). Utilizou-se o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares. O GE realizou alongamentos globais e exercícios de fortalecimento segmentar e postural, enquanto o GO recebeu orientações ergonômicas por meio de vídeos do YouTube enviados pelo WhatsApp®. O GC não recebeu intervenção. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial (p<0,05). O GC apresentou aumento de sintomas em região lombar e torácica, ombros e tornozelos/pés nos últimos 12 meses e sete dias. Houve interação significativa entre grupo e tempo, com o GC relatando mais sintomas que GE e GO. O programa foi eficaz na redução de sintomas musculoesqueléticos.
O objetivo foi avaliar o impacto do uso do corticoide e sulfato de magnésio em recém-nascidos de 32 semanas. Estudo de corte transversal contendo 132 pacientes divididos em grupos: ciclo completo de corticoide e sulfato de magnésio (n=62), apenas corticoide (n=22) e sem tratamento (n=48). Os desfechos avaliados foram: UTI neonatal (UTIneo), síndrome do desconforto respiratório (SDR), ventilação mecânica (VM), prejuízo neurológico (PN) e morte. Os dados foram avaliados com nível de significância p?0,05. Os desfechos diferiram na necessidade de internação na UTIneo, sendo menos observada no grupo do ciclo completo (n=3) e no grupo de apenas corticoide (n=1) quando comparado ao grupo sem tratamento (n=10). Houve menor necessidade de ventilação mecânica no grupo do ciclo completo (n=5) e no grupo de corticoide (n=4). Conclui-se que o corticoide associado ou não ao sulfato de magnésio teve um impacto positivo na necessidade de UTIneo e VM.