
O presente estudo teve como objetivo verificar o avanço das pesquisas científicas sobre o tema resiliência individual e organizacional na última década. Para tal, foi realizada uma pesquisa bibliográfica fundamentada em pressupostos teóricos e de maneira descritiva. Quanto à coleta de dados, foram utilizadas fontes secundárias como o Google Acadêmico e Scielo, com o intuito de selecionar artigos publicados no período de 2012 a 2022. Os principais resultados encontrados demonstram a escassez de trabalhos sobre a temática, tal como a importância dos estudos já existentes e suas contribuições, além da elucidação quanto a diversidade de aplicação referente a áreas as quais a resiliência pode ser inserida, como também seu conceito e relevância para o indivíduo e para o todo. De maneira conclusiva, este estudo buscou compreender e explanar este tema de modo geral, em virtude de trazê-lo de forma consistente e coerente de várias perspectivas, com o intuito de despertar o interesse e a necessidade de novos trabalhos e projetos sobre resiliência individual e organizacional, independentemente da área de aplicabilidade, pois as contribuições desta temática sempre estarão presentes tanto de maneira explícita quanto implícita.
Visando explorar melhor a filosofia prática de Stanley Cavell, o presente texto retoma um debate central do autor com o filósofo John Rawls. Em particular, seguiremos os passos de Cavell para melhor entendermos que relação há entre regras e moralidade, indicando que a vida moral possui uma riqueza que a analogia com regras de jogos (feita por Rawls) é incapaz de capturar adequadamente. Isso nos leva a reforçar aspectos importantes do pensamento cavelliano, em particular, a ideia de que nossos compromissos com outras pessoas possuem complexidades que uma perspectiva intelectualizada de moralidade acaba por empobrecer. A análise culmina numa aproximação dessas reflexões com o perfeccionismo, propondo tal perspectiva moral como capaz de lidar bem com as questões apresentadas.
Este trabalho examina o panpsiquismo como alternativa cosmológica frente à crise do pensamento ocidental moderno. A partir de uma leitura articulada de David Skrbina (2005), Arne Johan Vetlesen (2019) e William Seager (2020), argumenta-se que o paradigma mecanicista e antropocêntrico falhou tanto em explicar a mente quanto em sustentar uma relação ética com o mundo natural. Skrbina reconstrói o panpsiquismo como metateoria da mente, capaz de superar os limites do fisicalismo e do dualismo; Vetlesen conecta a questão ao Antropoceno, propondo o panpsiquismo como condição para uma ecologia pós-antropocêntrica; e Seager oferece uma defesa sistemática da consciência como aspecto fundamental da realidade. Em conjunto, esses autores revelam o potencial do panpsiquismo para redefinir a filosofia da mente, a ética ecológica e a cosmologia contemporânea, abrindo espaço para novas formas de historicidade e de coexistência sensível entre humanos e não humanos. Palavras-chave: Panpsiquismo, consciência, antropoceno, cosmologia
A psicoterapia existencial é uma abordagem terapêutica que tem como finalidade ajudar o paciente a encontrar o sentido da sua existência e a compreender os seus conflitos. O objetivo deste estudo foi conhecer os fundamentos dessa abordagem e sua contribuição na constituição do sujeito. A psicoterapia existencial baseia-se em princípios psicológicos existenciais, e tem como pressuposto que o ser humano é livre para fazer escolhas. A partir disso, as escolhas determinam quem a pessoa se torna diante do mundo e de si mesma. A psicoterapia existencial tem como elementos principais a liberdade e a responsabilidade. Baseada nos pressupostos do Existencialismo, essa abordagem não tem como intuito explicar o ser humano, mas tem a intenção de compreendê-lo.
Este artigo centra-se na análise acerca do potencial da História da Educação e da memória, no processo de atuação do professor, face ao processo de ensino, na área da educação. A metodologia seguiu uma abordagem descritiva e analítica, sustentada pela pesquisa bibliográfica. Estruturalmente, dividimos a abordagem em três partes, sendo que, na primeira, apresentamos uma análise sobre o surgimento da História da Educação como conhecimento necessário para a formação e atuação do professor, incluindo as circunstâncias que o favoreceram. Na segunda parte, sustentamos o potencial da História da Educação, como um saber docente e recurso importante para a atuação do profissional de ensino, mormente na abordagem das questões educacionais. Na terceira parte, sustentamos o potencial da memória, como outro recurso que auxilia a História da Educação, tendo em conta a importância da mesma no processo de retorno ao passado, quando o professor, procura buscar referências para o presente. Entendemos que ao embarcar no processo de retorno ao passado, o professor pode combinar os dois referidos recursos, no intuito de mobilizar argumentos, evidências e experiências para embasar e enriquecer a sua abordagem. Concluímos realçando que a História da Educação, assim como a memória são recursos importantes que podem ajudar o professor no exercício da sua atividade de ensino, uma vez que lhe possibilitam um olhar sobre o passado e ampliar o repertório de argumentos, no sentido de possibilitar uma melhor compreensão e esclarecimentos sobre o presente. Palavras-chave: história da educação; memória; atuação do professor; processo de ensino.