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    Domínios de Lingu@gem

    Domínios de Lingu@gem

    JournalISSN 1980-5799eISSN 1980-5799

    年发文量

    研究主题

    论文(1140)

    排序
    1Referentes E Predicações No Foral Da Villa De Frades
    Antonio Ackel

    Este artigo analisa linguisticamente o Foral da Villa de Frades, documento jurídico-administrativo outorgado por D. Manuel I em 1512. O estudo toma como referência a Abordagem Multissistêmica de Castilho (2010), segundo a qual léxico, gramática, semântica e discurso atuam de forma articulada na construção dos enunciados. O objetivo é descrever a organização de sintagmas nominais e verbais e observar, a partir dela, processos de referenciação e predicação, sem transpor diretamente para o português quinhentista uma gramática concebida para o português brasileiro contemporâneo. O corpus é constituído por uma transcrição semidiplomática, com preservação das principais características ortográficas do manuscrito. A análise qualitativa considera uma amostra de 32 sintagmas nominais e 10 sintagmas verbais, selecionados segundo sua diversidade estrutural, distribuição textual e relevância jurídico-administrativa. Nos sintagmas nominais, examinam-se especificadores, núcleos, complementadores, quantificadores e formas de retomada referencial; nos sintagmas verbais, observam-se o verbo como núcleo predicador, sua estrutura argumental e os adjuntos associados às predicações. À discussão são adicionados estudos de referenciação e de Tradições Discursivas (Kabatek, 2006; Koch, 2021), de modo a distinguir propriedades disponíveis na língua de formas favorecidas pela tradição jurídico-administrativa do foral. Com o objetivo de situar os dados no desenvolvimento histórico do português, apresenta-se um breve enquadramento da sintaxe histórica portuguesa (Mattos e Silva, 2006), destacando-se a coexistência de constituintes nominais antepostos e pospostos ao verbo no quadro da variabilidade atestada para o português arcaico e quinhentista. Entre as ocorrências selecionadas, os sintagmas nominais expandidos contribuem para delimitar pessoas, bens, direitos, tributos, instituições e procedimentos. Destacam-se, ao longo dos exemplos, alguns usos que, além de integrarem a estrutura gramatical do sintagma, reativam referentes introduzidos, preservam sua identidade semântica e favorecem a continuidade discursiva. Os sintagmas verbais inserem esses referentes em predicações relacionadas a obrigações, permissões, proibições, pagamentos, arrecadação, sanções e atos administrativos. A análise mostra, dessa forma, a articulação entre referenciação nominal e predicação verbal como procedimento de organização do discurso foraleiro e a produtividade das categorias de Castilho (2010) para a descrição de um corpus histórico específico.

    2026
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    2Ciclos De Renovação Recorrentes Na História Das Concessivas Em Português
    Sanderléia Roberta Longhin, Camila Neres da Cruz

    Neste artigo, abordamos aspectos da formação de conectores de concessividade na história do português. O interesse em torno do sistema de concessividade se justifica por tratar-se de uma relação de significado historicamente instável nas línguas, com contínuas renovações de seus meios de expressão. Investigamos processos de gramaticalização que deram origem a conectores concessivos em diferentes fases do português, com atenção particular à semântica da fonte e ao papel da inferenciação contextual. A questão central que norteia o trabalho é a recorrência em português de padrões de formação de conectores concessivos que remontam ao latim e que apontam para a existência de desenvolvimentos cíclicos, de natureza semântico-pragmática. A ciclicidade se revela em padrões evolutivos que se repetem, em diferentes intervalos temporais, em uma ou mais línguas geneticamente relacionadas (Hansen, 2018, 2020). Com base em pressupostos teórico-metodológicos da Gramaticalização (Bybee, 2010, 2015; Narrog; Heine, 2021), em estudos sobre gramaticalização de concessivas em latim (Martín Puente, 1998; Spevak, 2005), e em corpora diacrônicos do português, o propósito específico deste trabalho é descrever processos de mudança que, tomados conjuntamente, parecem se conformar a ciclos onomasiológicos, que perpassam as histórias do latim e do português. Dois ciclos semântico-pragmáticos estarão em discussão: um fundado no assentimento, em que analisamos em perspectiva semasiológica os processos de evolução de licet, do latim tardio, e de (se) bem que e embora, do português clássico e moderno, e o outro é fundado na escalaridade, em que analisamos também em perspectiva semasiológica os processos de evolução de etiam si, do latim clássico, e mesmo se, do português moderno. Para ambos os ciclos, os resultados indicam que fontes semânticas similares, mas etimologicamente distintas, aliadas a traços contextuais específicos, favoreceram inferências de tipos similares que, por sua vez, habilitaram a interpretação concessiva e, posteriormente, se convencionalizaram em nuances variáveis de concessividade.

    2026
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    3A Expressão De TEMPO PRESENTE Em Português Brasileiro
    Paulo Ângelo Araújo-Adriano

    Em sua Introdução ao estudo do aspecto verbal na língua portuguesa, Ataliba T. de Castilho (1968) sustenta que o presente é menos um tempo do que um tempo de tendência aspectual. No português brasileiro (PB) contemporâneo, de fato, a forma sintética de presente não veicula concomitância com o momento da fala, função assumida pela perífrase “estar” + gerúndio. Nosso objetivo é investigar, à luz da Gramática Gerativa, o percurso diacrônico dessa tendência aspectual, determinando como se expressou, ao longo de quatro séculos, o Tempo presente per se e em que momento o PB passou a preferir a forma analítica. Analisamos comédias teatrais brasileiras dos séculos XVIII a XXI, extraídas do Corpus Histórico Anotado do Português Tycho Brahe, nas quais levantamos as ocorrências de presente sintético e analítico e classificamos suas leituras como aspectual, temporal ou modal; os dados foram então submetidos a testes inferenciais (regressão logística, tendência de Cochran–Armitage e qui-quadrado). Até o fim do século XIX, o presente sintético veiculava, além de valores aspectuais, o próprio Tempo presente per se; foi apenas no primeiro quartel do século XX, com ponto de cruzamento estimado em 1910, que a forma analítica se impôs como estratégia majoritária. A vocação aspectual do sintético mostrou-se constante em toda a diacronia, ao passo que sua leitura temporal recuou de maneira significativa; a perífrase, por sua vez, manteve estável a convivência das leituras temporal e aspectual e jamais veiculou valor modal. Os verbos performativos, por fim, permanecem como resíduo do sistema anterior. Propomos que o verbo lexical no presente sintético checava traços de Tempo e de Aspecto nos séculos XVIII e XIX, mas deixou de checar traços temporais nos séculos XX e XXI, ficando restrito ao Aspecto. A projeção de Tempo tornou-se inerte para os verbos lexicais e ativa apenas com auxiliares, mudança paramétrica de meso- a microparâmetro que se manifesta, na Língua-E, como o avançado estado de analiticização do PB, possivelmente desencadeada pela economia de traços na aquisição e pelo contato linguístico, e que confere respaldo formal à antiga intuição de Castilho.

    2026
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    4O Fenômeno Dos Pluralia Tantum À Luz Do Estruturalismo E Do Funcionalismo
    Mário Eduardo Viaro

    Os itens lexicais de uma língua flexiva, como o português, pertencem a paradigmas de classes nominais, os quais são interseccionados por paradigmas morfológicos, neste trabalho chamados de manifestações. O número, como o gênero, é uma manifestação, pois se subordina a unidades lexicais, que, por sua vez, se subordinam a classes nominais no interior da instância sígnica do Significado. Chamam-se categorias a paradigmas abstratos, construídos pela união dos paradigmas morfológicos, onde há intersecções. São exemplos de categoria na língua portuguesa: gênero, número, caso, conjugação, tempo-modo, número-pessoa, dêixis e definitude. Apenas dentro de uma tipologia de línguas isolantes, as manifestações se confundem com as categorias. Na expressão dos signos, há manifestações que, apesar de existentes, são consideradas, do ponto de vista normativo, como esteticamente inadequadas, indesejáveis ou mesmo “incorretas”. Também há manifestações inexistentes por razões morfofonológicas. Por fim, há manifestações raras, por razão semântica ou de frequência de uso. Essa diversidade de situações revela um problema de ordem teórica: se há palavras sem uma determinada manifestação em categorias binárias como o número, gerando numa língua flexiva itens lexicais típicos de línguas isolantes, consideradas “sem flexão”, também é possível definir cientificamente o que vem a ser uma “exceção” fora do viés normativo, a saber: um paradigma, cuja cardinalidade é significativamente menor do que a dos demais paradigmas em análise. Haveria, assim, a possibilidade de imaginar paradigmas excepcionais que sejam inclusive conjuntos unitários. A questão normativa, contudo, nos alerta para algo ainda mais profundo e normalmente desprestigiado pelos estudos linguísticos: a questão da existência de um item linguístico. A suposta inexistência de uma manifestação, como ocorre no fenômeno dos pluralia tantum apresentado pela Gramática, na verdade, esconde um problema de frequência de uso numa certa sincronia e também o problema do percurso da compreensão, entendido como contrário ao da expressão, do Mundo às instâncias sígnicas (Referência, Significado e Significante). A disparidade semântica entre singular e plural de uma mesma unidade lexical, contudo, como se pode observar em corpora, está diretamente vinculada à sua frequência de uso e não é uma questão de viés anomalista, como apresentada nas exceções da Gramática, de viés analogista.

    2026
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    5Desenvolvimento Das Habilidades De Comunicação Oral No Ensino E Aprendizagem Da Língua Inglesa
    Elaine Lima de Sousa, Iandra Maria Weirich da Silva Coelho

    Diferentes metodologias de ensino e recursos didáticos têm sido incorporados às práticas pedagógicas com o propósito de ampliar as oportunidades de interação, comunicação e aprendizagem. Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo apresentar um panorama das pesquisas sobre o processo de ensino e aprendizagem da oralidade em língua inglesa, com base em estudos empíricos publicados entre 2020 e 2024. A análise concentra-se nas metodologias de ensino adotadas, nas habilidades linguísticas desenvolvidas e nos recursos didáticos empregados. Para isso, foi realizada uma revisão sistematizada, contemplando vinte estudos recuperados de quatro bases de dados: Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, Portal de Periódicos Capes, Scopus e Web of Science. A análise dos dados foi conduzida com base no Espiral de Análise de Dados de Creswell, aplicado a pesquisas qualitativas. Os resultados apontam uma tendência de integração entre metodologias ativas e tecnologias educacionais, favorecendo práticas de ensino mais interativas, participativas e contextualizadas, centradas no desenvolvimento da oralidade. As produções analisadas evidenciam uma diversificação metodológica significativa, organizada em três aspectos: comunicativos e situados, reflexivos e críticos, lúdicas e tecnológicas. Quanto às habilidades linguísticas, observa-se que parte das pesquisas aborda a produção oral de forma integrada à compreensão oral, reforçando uma perspectiva comunicativa do ensino da língua inglesa. No que se refere aos recursos didáticos, identificou-se uma ampla diversidade de materiais físicos, como livros e apostilas, e tecnológicos, incluindo chatbots, jogos digitais e outras ferramentas digitais voltadas à ampliação das oportunidades de interação autêntica e de prática linguística personalizada. Conclui-se que o campo apresenta avanços importantes na incorporação de metodologias inovadoras e tecnologias educacionais, contudo, ainda demanda investigações que aprofundem o uso integrado desses recursos, especialmente quanto aos seus impactos no desenvolvimento progressivo da oralidade, na formação docente e na construção de práticas pedagógicas mais contextualizadas, inclusivas e alinhadas às demandas da educação contemporânea.

    2026
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    高被引作者

    作者引用发文
    Maria Célia Lima-Hernandes2397
    Mércia Regina Santana Flannery1642
    Raphael Marco Oliveira Carneiro1365
    Edson Souza912
    Raquel Meister Ko. Freitag674
    Tommaso Raso565
    Davi Albuquerque494
    Guilherme Fromm4817
    Flavio Biasutti Valadares485
    Cirineu Cecote Stein472

    高产作者

    作者引用发文
    Guilherme Fromm4817
    Maria Jose Bocorny Finatto99
    Marileide Dias Esqueda47
    Maria Célia Lima-Hernandes2397
    Heliana Mello466
    Leandro Araujo66
    Claudia Zavaglia245
    Flavio Biasutti Valadares485
    Valdecy Oliveira Pontes05
    Cristiane Manzan Perine285

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