
The Argument View posits that thought experiments are merely arguments in disguise, deriving their epistemic power from logical inference. This paper challenges this view, arguing that it rests on a fundamental category error by mischaracterizing the cognitive activity of thought experimentation. We demonstrate that the process of running a thought experiment is phenomenologically and structurally distinct from executing an inference. Specifically, it fails to satisfy the necessary taking condition – where a thinker must take their premises to support their conclusion – a core feature of genuine, person-level reasoning. This critique is shown to be decisive against the strong Execution Thesis. We then extend our analysis to the weaker Reconstructibility Thesis, arguing that it severs the link between a subject and their justification and makes a fatal concession about the indispensable epistemic role of the narrative itself. We conclude that the Argument View is an untenable model because it conflates the imaginative process of discovery with its potential post-hoc logical validation.
This article examines the conditions under which religious belief may be regarded as rational in light of contemporary debates in epistemology. Beginning with the distinction between belief and knowledge, it examines the role of epistemic justification as the element that confers stability and epistemic value upon beliefs, preventing their truth from being merely a matter of luck or chance. It then explores the notion of epistemic rationality, focusing on the debate between internalism and externalism and their implications for the assessment of religious belief, as illustrated by the evidentialist and externalist approaches advanced by Richard Swinburne and Alvin Plantinga, respectively. The article then introduces the notion of epistemic defeasibility, emphasizing that the rationality of a belief depends not only on the presence of justifiers but also on its ability to withstand potential defeaters. It examines several prominent challenges to religious belief—including the problem of evil, divine hiddenness, and naturalistic critiques of religion—and considers possible responses to them. It argues that the existence of such defeaters does not automatically render religious belief irrational, since they may themselves be neutralized by appropriate counterarguments (that is, defeater defeaters). The article concludes that the rationality of religious belief should be understood more broadly, as depending both on the conditions under which the belief is formed and sustained and on its capacity to withstand defeaters.
Este artigo examina as persistentes falhas metodológicas na historiografia de Angola através de uma crítica detalhada da afirmação amplamente repetida de que “escravos abrasileirados” acompanharam colonos luso-brasileiros a Moçâmedes em 1849-1850 e moldaram as origens do grupo social Mbali e da sua arte funerária. Utilizando este caso como exemplo de como não escrever a história de Angola, o autor reconstrói a genealogia desta narrativa e demonstra como hipóteses especulativas, citações incorrectas e provas inventadas adquiriram gradualmente o estatuto de consenso historiográfico. O estudo acompanha a afirmação desde publicações académicas recentes e jornalismo cultural, passando por plataformas digitais e obras secundárias anteriores, até à sua origem em afirmações sem fontes documentais de Gilberto Freyre na década de 1950, enraizadas na ideologia lusotropicalista. O autor mostra que fontes primárias importantes — principalmente um relato de viagem português anónimo de 1861 — foram sistematicamente deturpadas ou citadas falsamente. Uma análise cuidadosa dos registos de arquivo, incluindo listas de passageiros, registos de passaportes, correspondência colonial e censos populacionais, revela que apenas dois indivíduos escravizados chegaram de Pernambuco em 1849, e que apenas um deles poderia ser plausivelmente descrito como “abrasileirado”. O seu número e funções eram demasiado limitados para terem influenciado a cultura ou as práticas funerárias de Mbali. Em contraste, a força de trabalho no início de Moçâmedes era composta principalmente por africanos escravizados e ex-escravizados adquiridos em Angola, onde os preços dos escravizados eram significativamente mais baixos do que no Brasil. O artigo conclui que a narrativa dos “escravos abrasileirados” em Moçâmedes é uma construção historiográfica sustentada pela autoridade académica, pela repetição e pelo apelo ideológico.
Este estudio propone el «síndrome de la estrella fugaz» como un constructo teórico emergente que describe un patrón específico de autoboicot reactivo desencadenado tras alcanzar logros afectivos o personales significativos. Se realizó un estudio cualitativo exploratorio con orientación fenomenológica-narrativa, utilizando entrevistas semiestructuradas a tres participantes que experimentaron autoboicot posterior a éxitos emocionales. Se aplicó análisis temático inductivo siguiendo el modelo de Braun y Clarke (2006). Los resultados evidencian una secuencia común de cuatro fases: (1) logro emocional significativo, (2) exaltación intensa con inestabilidad afectiva, (3) inseguridad creciente con cogniciones de impostorismo situacional, y (4) conductas autodestructivas que culminan en desregulación emocional. Se identificaron cinco temas emergentes transversales: disrupción de la identidad estable, intensificación emocional percibida como amenaza, conductas protectoras paradójicas, cogniciones de impostorismo situacional y ciclo de reforzamiento negativo. Este patrón se diferencia de constructos previos por su especificidad en el desencadenante (éxito consumado) y temporalidad acelerada (semanas frente a cronicidad). Los hallazgos respaldan la conceptualización del síndrome de la estrella fugaz como un fenómeno psicológico distintivo con implicaciones directas para la intervención clínica, destacando la necesidad de futuras investigaciones cuantitativas con muestras amplias y desarrollo de instrumentos psicométricos específicos.