
A pandemia da Covid-19 intensificou as desigualdades sociais, impactando a vida das pessoas de diferentes modos, incluindo a população do campo. Desse modo, o presente artigo possui o objetivo de identificar os reflexos da pandemia da Covid-19 na vida das crianças do campo, especialmente no que tange às condições de acesso à Educação Infantil, através da análise de estudos que tratam destas no período pandêmico, utilizando para tal um mapeamento da produção acadêmica acerca da temática entre os anos de 2020 e 2024. O trabalho é um recorte de uma pesquisa de mestrado, vinculada ao PPGEd/UFCG e é financiada pela CAPES. Os resultados apontam que os territórios rurais foram duramente afetados pela crise sanitária, enfrentando desafios quanto ao acesso das crianças à Educação Infantil.
Este trabalho objetiva traçar uma linha do tempo da legislação brasileira, evidenciando cem anos de esquecimento e negligência ao direito à educação dos povos do campo. Analisaram-se as lutas e as mobilizações sociais pelas conquistas de direitos, apontando uma dívida histórica como denúncia social. Realizou-se uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, dialogando com autores como Caldart (2002, 2012), Ribeiro (2012) e Ramal (2016), além de normativas da educação e da Educação do Campo, ancorando-se no materialismo histórico-dialético. A pesquisa mostrou que, no resgate histórico das sete Constituições Federais brasileiras, nas três Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional instituídas e nos dois Planos Nacionais de Educação, os povos do campo foram historicamente marginalizados e excluídos e o seu direito à uma educação de qualidade, suprimido. Assim, demandam-se novas políticas educacionais que reconheçam as especificidades do campo e que assegurem o direito à educação enquanto processo emancipatório e democrático.
Para ressignificação das práticas pedagógicas, torna-se necessário pensar na formação continuada para que docentes sejam facilitadores da aprendizagem. Na rede estadual de Minas Gerais, tal função formativa é atribuída aos supervisores pedagógicos que atuam dentro das escolas e são responsáveis pelos encontros de formação. Nesse sentido, caberia à supervisão multiplicar os conhecimentos relacionados ao uso de métodos ativos. À vista disso, o objetivo deste artigo é analisar a compreensão de supervisores da rede de um município do Sul de Minas Gerais no tocante às metodologias baseadas na aprendizagem ativa, abordando o reconhecimento desses profissionais no que se refere à importância da formação para a implementação de tais metodologias. Com abordagem qualitativa, os procedimentos metodológicos foram análise documental e realização de entrevistas. Como principais resultados, nota-se que a supervisão é elemento crucial para o processo formativo e que apresentam conhecimentos genéricos relacionado ao tema, o que impacta na formação continuada.
O presente artigo investiga a relação entre a feitura artesanal Kaiowá e os conhecimentos matemáticos tradicionais usados no processo de fabricação dos adereços indígenas, e como isso contribui para formação inicial de uma professora indígena. A pesquisa concentra-se na percepção e nas técnicas de uma artesã, analisando como esses conhecimentos, fortemente conectados à natureza e aos recursos naturais, são empregados para medir, organizar e produzir peças com precisão. Diferentemente da matemática convencional ocidental, os cálculos e medidas seguem uma lógica própria, intimamente ligada à cultura e ao ambiente dos Kaiowá. Além disso, o artigo discute o impacto da economia sobre os modos de subsistência indígena sobre a produção e venda dos artesanatos indígenas, que passou a ser mercantilizada, complementando seus significados tradicionais e seu papel nas cerimônias e na vida social. A pesquisa também busca a relevância do artesanato Kaiowá nos dias atuais, considerando sua importância como patrimônio cultural e sua resistência frente às influências externas. Este estudo defende que a Etnomatemática é uma ferramenta eficaz para a compreensão e valorização dos conhecimentos tradicionais indígenas, destacando a importância de fortalecer essas práticas ancestrais como forma de manter viva a identidade e a autonomia cultural dos povos originários, por meio de uma educação intercultural.
O Letramento em Avaliação tem ganhado destaque nas discussões acadêmicas, especialmente na Educação Médica, diante da necessidade de maior domínio das práticas avaliativas por parte dos docentes. Este estudo analisa o papel do letramento em avaliação e sua relação com a formação docente no Ensino Superior, a partir de pesquisa bibliográfico-documental. A literatura indica que muitos docentes ingressam na docência sem formação didático-pedagógica, o que fragiliza sua competência avaliativa e impacta a qualidade do ensino. Os achados reforçam a importância de programas de formação permanente voltados ao desenvolvimento do letramento em avaliação. Sugere-se a realização de estudos empíricos que aprofundem essa relação e avaliem o impacto de iniciativas formativas na competência avaliativa docente.
A formação continuada de professores é considerada essencial para capacitar educadores a lidar com a diversidade em sala de aula. Este estudo tem como objetivo identificar os aspectos e impactos apontados nos trabalhos sobre formação continuada na perspectiva educacional inclusiva. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica, por meio do mapeamento de estudos publicados entre 2006 e 2024, com foco em pesquisas que abordem a formação continuada e práticas inclusivas. O estudo segue os princípios da pesquisa qualitativa, adotando abordagem exploratória. Utilizou-se o descritor “formação continuada e práticas inclusivas no Brasil” e definiu-se como categorias de análise: Formação continuada na perspectiva inclusiva; Práticas inclusivas no Brasil; e Políticas de formação e práticas inclusivas. Os resultados indicam que, apesar dos avanços nas políticas voltadas à formação docente, persistem lacunas significativas, especialmente na efetivação das práticas pedagógicas inclusivas dentro das escolas e das salas de aula, evidenciando a necessidade de maior articulação entre políticas, formação e prática pedagógica.
O presente estudo tem como objetivo analisar as contribuições dos círculos de leitura para o letramento literário de crianças da educação infantil. A partir da perspectiva da Pragmática Cultural, modo de fazer pesquisa em Linguística Aplicada, discutimos por meio da análise das práticas vivenciadas pelos círculos de leitura, a construção de uma pesquisa participativa, inventiva e colaborativa. Tomamos como referencial teórico do presente ensaio as formulações de Street (2014), Alencar (2015) e Cosson (2016, 2021). A análise nos mostrou que a experiência literária mediada de modo significativo por meio dos círculos de leitura contribui para a formação integral das crianças, reconhecendo-as como sujeitos que atuam na e com a sociedade.
O artigo é fruto das atividades avaliativas realizadas na disciplina de Oficina de Instrumentos Didáticos, ministrada pela professora Elisgardênia de Oliveira Chaves, semestre 2025.1, no curso de História da FAFIDAM/UECE. No texto buscamos compreender como as populações e culturas nativas nas Américas são abordadas no livro do 6° Ano, que integra a coletânea “História Sociedade & Cidadania”, do autor Alfredo Boulos Júnior, publicado pela editora FTD, em 2018, para o Ensino Fundamental II. As análises realizadas dirigem-se, de maneira mais específica, ao capítulo 7, “Povos Indígenas da América”, visto ser o único capítulo a tratar dessas sociedades. Ao selecionarmos este livro, consideramos a ampla utilização do mesmo nas escolas do Baixo Jaguaribe, Ceará, no período em que a coletânea esteve em vigor. Nas análises, problematiza-se se o livro propõe conteúdos, fontes, propostas e metodologias que gere discussões sobre a diversidade cultural dessas populações, possibilitando um ensino-aprendizagem crítico e inclusivo.
Este trabalho parte da premissa de que as redes sociais frequentemente reforçam estereótipos que acarretam implicações negativas à autoestima e a saúde emocional dos jovens, podendo inclusive influenciar no desempenho escolar. Nesse sentido, o objetivo principal deste artigo é analisar a relação entre a baixa autoestima gerada pelas interações nas redes sociais e o rendimento escolar dos jovens, explorando os desafios enfrentados pelos estudantes e discutindo estratégias pedagógicas para minimizar tais efeitos. O estudo baseia-se em uma revisão bibliográfica do tipo narrativa que relaciona autoestima, redes sociais e aprendizagem, contribuindo para uma compreensão científica do problema e para possíveis caminhos de intervenção educacional. O levantamento bibliográfico aponta autores como Franco e Davis (2011) que afirmam que a autoestima não é algo natural; Guimarães (2021) e Noronha (2024), que colocam que o tempo excessivo nas redes sociais afeta na autoestima e por consequência na aprendizagem dos jovens. Como principal resultado destaca-se que o uso excessivo das redes sociais leva a uma priorização do virtual, afetando o bem-estar emocional e o rendimento escolar dos jovens. Conclui-se que o entrelaçamento desses assuntos que delineia o tema pesquisado é pouco abordado em literatura acadêmica, é preciso aprofundar os estudos sobre essa questão, uma vez que há implicações no desempenho escolar.
A Pedagogia Histórico-Crítica na era das máquinas inteligentes foi tema da Conferência de Encerramento do VII Congresso Nacional de Educação (CONAED), XX Simpósio de Pedagogia, VII Simpósio de Educação do Campo, IV Simpósio de Pós-Graduação em Educação UFCAT e II Exposição de Práticas Educativas, realizados na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), de 23 a 25 de setembro de 2025. Trata-se de um ensaio acadêmico destinado a responder à seguinte questão: “A Pedagogia histórico-crítica e suas contribuições: na era da inteligência artificial, o que fazer com o conhecimento humano científico?”. A resposta na perspectiva da pedagogia histórico-crítica (PHC) se desenvolveu a partir dos seguintes temas: i) concepção de mundo, de homem e de sociedade; ii) concepção de educação; iii) A proposta didático-metodológica da pedagogia histórico-crítica e, por fim, v) A era das máquinas inteligentes na perspectiva da pedagogia histórico-crítica. Nesse percurso, resgata-se o compromisso da atividade educativa com o projeto de sociedade que se tem em mente, a partir, principalmente do conceito de materialismo histórico-dialético, em Marx (1968); a seguir, compreende-se a natureza da educação como um trabalho não-material, cujo produto não se separa do ato de produção e se constitui em um campo de investigação específico (de estudos pedagógicos); por fim, retomam-se os fundamentos do livro Educação e Democracia, Saviani (1983), destacando o tensionamento entre o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova e a PHC tendo em vista a caracterização dessa última a serviço da transformação social. Como conclusões, analisam-se a emergência das “máquinas inteligentes” ou “inteligências artificiais”, seus significados e implicações sustentando-se que a inteligência artificial como produto humano cabe, portanto, ao ser humano seu controle, considerando ainda que o embotamento da inteligência coloca em risco a existência da própria espécie humana.
As práticas de Alfabetização e Letramento efetivadas na Educação do Campo devem ser contextualizadas, significativas e ancoradas na valorização do Campo como um espaço de vida e de direitos. Sob esse prisma, este estudo objetiva analisar as propostas de Letramento apresentadas nos livros didáticos de Língua Portuguesa, utilizados em turmas do 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental, em uma Escola do Campo de Bom Jesus da Lapa - BA. Para tanto, foi realizado um Estudo de Caso, com Abordagem Qualitativa, materializado por meio de uma Pesquisa Documental. Os livros foram analisados a partir da Análise de Conteúdo, de Bardin (2016). O estudo conclui que há lacunas significativas nas obras analisadas, como a predominância de práticas meramente alfabetizadoras e descontextualizadas e a ausência de referências aos modos de vida dos povos do Campo – o que sinaliza entraves na efetivação da educação de qualidade em comunidades camponesas.
A Educação Sexual (ES) é uma temática que permeia as relações sociais e políticas, sendo dever da Escola, Estado e família abordar os conceitos relacionados em espaços formativos de sensibilização e aprendizagem para letrar cientificamente os sujeitos. A partir do Projeto de Lei nº9615/2023 que propôs o corte das verbas municipais para materiais sobre ES (ao qual o ensino deveria ficar como responsabilidade da família), foi proposto um espaço de Aulão Público sobre ES pelo Coletivo de Educação Popular Práxis, relatado neste estudo de abordagem qualitativa, com procedimentos exploratórios através de estudo de caso. O espaço foi formado por uma equipe multiprofissional, trabalhando os diversos conteúdos da ES, como aborto e consentimento. É visto a necessidade de espaços semelhantes para que haja conscientização e entendimento da temática, objetivando prevenir abusos e conscientizar desde a infância sobre as questões corporais e de consentimento.
Este relato analisa a experiência de estágio na disciplina “História da Educação Geral”, no curso de Pedagogia da UFOPA, realizada por mestrandos do PPGE, sob orientação docente. Este trabalho justifica-se pela relevância do estágio como um instrumento formativo essencial à qualificação profissional que reforça o compromisso social da educação na Amazônia. O objetivo principal é analisar a experiência do estágio na disciplina de “História da Educação Geral” no curso de Pedagogia da UFOPA, com foco em suas contribuições para a formação de futuros professores. Entre os objetivos específicos: descrever como o estágio permitiu a vivência da prática docente em uma turma de 45 alunos e discutir como essa experiência contribuiu para a consolidação da identidade docente dos estagiários, fomentando práticas pedagógicas reflexivas e sensíveis ao contexto social. Conclui-se que o estágio é fundamental para a qualificação profissional e para o compromisso social da universidade com a transformação educacional.
O trabalho aborda os desafios da formação de professores da educação básica para atuar na perspectiva da educação especial e inclusiva em salas regulares e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bases de dados da Revista Educação Especial da UFSM, no período de 2015 a 2020. Representa a primeira parte de um trabalho de conclusão de curso em Pedagogia do Centro de Educação da Universidade Estadual do Ceará, que teve como objetivo identificar os problemas que cercam a formação do professor para atuar na educação especial e inclusiva. Entre os resultados, destaca-se a importância das formações promoverem a autoavaliação dos professores sobre suas concepções e práticas inclusivas, bem como fortalecer a autoeficácia dos docentes por meio do contato com práticas inclusivas bem-sucedidas.
Vários mitos e estereótipos costumam ser atribuídos ao fenômeno das AHSD, especialmente quando associado ao gênero feminino. Na escola, tal realidade dificulta a identificação desse público, trazendo prejuízos ao desenvolvimento de seu potencial. Assim, este artigo tem como objetivo identificar as características socioemocionais e cognitivas de meninas com AHSD. Para tanto, realizamos um estudo de caso, de abordagem qualitativa. Acerca dos dados, utilizamos o formulário eletrônico e a entrevista semiestruturada como instrumentos de coleta e, para a interpretação, a análise de conteúdo. A amostra foi composta por três mulheres com AHSD, que compartilharam suas lembranças do período escolar. Entre as principais características de AHSD, as que apareceram com maior clareza no discurso dos sujeitos foram: 1) perfeccionismo; 2) persistência e empenho na realização de tarefas de seu interesse; 3) liderança; 4) irritação e tédio com práticas rotineiras e repetitivas e 5) domínio da discussão sobre assuntos de seu interesse.
Este relato de experiência apresenta uma ação de extensão universitária voltada à formação continuada de docentes da Educação Infantil, realizada em 2024 por meio do curso Poéticas da Docência com crianças na pré-escola: simbolismo, jogo, linguagens e imaginação. O objetivo é discutir como essa experiência contribuiu para a construção de práticas educativas para/com as crianças, valorizando a docência como campo de criação, sensibilidade e diálogo com as infâncias. A metodologia, de abordagem qualitativa, fundamentou-se na escuta ao palestrante e nas atividades desenvolvidas em quatro módulos, cujas sínteses foram registradas em Padlet, compondo uma itinerância formativa de experiências e reflexões coletivas. A análise das produções evidenciou a escuta sensível das infâncias e a mediação docente como eixos centrais da formação. A investigação se ancora no diálogo entre o Eu e o Tu, em Buber (2006), que compreende a docência como encontro ético e poético com o outro; em Bondía (2002), ao conceber a experiência como aquilo que nos atravessa e nos transforma no cotidiano; e em Vigotski (2006), ao reconhecer o sujeito como histórico e social, constituído nas interações e na cultura e Freire (1996) para defender uma formação ancorada na humanização e na autonomia. Conclui-se que a proposta constituiu um dispositivo formativo humanizado, ancorado nos documentos orientadores da prática, revelando a potência das múltiplas linguagens infantis e da formação continuada como elementos estruturantes de uma docência poética, ética e sensível ao cuidado.
A monitoria na disciplina de Didática, no semestre 2025.1, nos cursos de Licenciatura em Pedagogia e História da Faculdade de Educação e Ciências Integradas de Crateús (FAEC) é o tema deste relato de experiência. A vivência como bolsista do Programa de Monitoria Acadêmica (PROMAC) da Universidade Estadual do Ceará (UECE) permitiu o acesso ao planejamento, às aulas e às atividades complementares realizadas. Ao longo da disciplina foram estudadas as contribuições de autores como Comenius, Rousseau, Dewey, Saviani, Libâneo e Freire para o campo da Didática. Os estudos realizados favoreceram reflexões sobre práticas pedagógicas centradas na aprendizagem das alunas e dos alunos. A experiência contribuiu para a formação pessoal e profissional da monitora, bem como para a compreensão da docência como campo de atuação futura.
O presente relato de experiência objetiva refletir a contribuição da dança como um instrumento para o desenvolvimento integral de crianças. Aqui é apresentada uma experiência educativa com a dança como ferramenta de transformação social na infância. A proposta integrou arte, educação e convivência social, promovendo expressão corporal, criatividade, interação coletiva e fortalecimento dos vínculos afetivos. A abordagem metodológica adotada foi a qualitativa e as vivências, por meio de uma observação direta e participante, evidenciaram registros e reflexões acerca da temática. Os resultados demonstraram que a criação de um ambiente educativo por meio da dança eleva a autoestima, promove a socialização, disciplina, criatividade e bem-estar emocional das crianças, além de favorecer a inclusão e a acessibilidade.
Este artigo apresenta a sistematização de uma experiência didático-pedagógica desenvolvida por bolsistas do PIBID/Pedagogia da UECE, com uma turma dos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola pública. Por meio do livro Amoras (2020), de Emicida, a ação teve como foco a Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER), fundamentada na Lei nº 10.639/2003, buscando promover uma educação antirracista desde os primeiros anos de escolarização. Tal proposta visou combater estereótipos e práticas discriminatórias ainda presentes no cotidiano escolar, contribuindo para a construção de uma educação mais humanizada, e destacando a importância de currículos comprometidos com a equidade racial e o papel da escola como espaço político de transformação social. A experiência promoveu reflexões sobre identidade, representatividade e pertencimento sociorracial de crianças pardas/negras.
Este estudo, na modalidade estado do conhecimento, mapeou teses e dissertações publicadas entre 2020 e 2025 nas bases da CAPES e da BDTD que articulam corpo-movimento e natureza na Educação Infantil. A investigação buscou compreender como tais dimensões têm sido integradas nas produções acadêmicas, identificando contribuições teóricas, metodológicas e lacunas. Dos 124 trabalhos localizados, apenas três atenderam aos critérios de seleção, revelando escassez de pesquisas nesse campo. As dissertações analisadas destacam o corpo e a natureza como dimensões indissociáveis da infância, enfatizando experiências estéticas, afetivas e sensoriais, em contraponto a práticas escolares disciplinares e fragmentadas. Os referenciais de Tiriba (2018), Louv (2016) e Foucault (2014) se mostraram centrais para sustentar uma pedagogia dos encontros, comprometida com a valorização do brincar, da corporeidade e da reconexão com a natureza. Conclui-se pela urgência de ampliar pesquisas que subsidiem formações docentes críticas e integradoras.