
Este texto tiene como objetivo describir la comprensión del concepto de situación de discapacidad en las políticas universitarias y como estos posibilitan la formación académica de estes estudiantes en países de Latinoamérica, bien como orientan las políticas institucionales en dos universidades públicas - en Brasil y Uruguay. Con el propósito de construir una línea narrativa de la construcción del término situación de discapacidad y como esta perspectiva se ve en las prácticas universitarias, aclaramos que las principales fuentes de información que fueron incluidas remiten a documentos que discuten la discapacidad en la educación superior, a saber: documentos oficiales, como la Lei Brasileña de Inclusión (LBI) y la política institucional de la Universidad Estadual de Paulista (Unesp), y asimismo pondremos en análisis de la ley 18651 ley integral de personas con discapacidad en Uruguay y la propuesta del Rector de la Universidad de la República (Udelar). El análisis de las políticas institucionales de apoyo a la educación de estudiantes en situación de discapacidad en las dos universidades revela avances significativos en la construcción de un modelo universitario más inclusivo, aunque permeado por desafíos estructurales y culturales.
Diante do cenário globalizado e da crescente utilização da língua inglesa (LI) por falantes de todo o mundo, a LI vem se consolidando como uma língua franca (LF). Essa dinâmica desafia concepções tradicionais de pertencimento linguístico e desloca a centralidade das variedades nativas, favorecendo uma abordagem voltada à inteligibilidade e à interação em contextos diversos, especialmente nas práticas sociais mediadas pelas tecnologias digitais. Este artigo apresenta um recorte de uma dissertação de mestrado defendida em 2025, cujo objetivo específico, neste momento é analisar percepções de professores de língua inglesa sobre o ensino de LI na perspectiva de LF no contexto das escolas piloto do Novo Ensino Médio, localizadas na rede estadual de Jaraguá do Sul/SC. O estudo, de natureza qualitativa, interpretativa e exploratória, utiliza entrevistas semiestruturadas, e grupo de interlocução como instrumentos de geração de dados. Os resultados indicam que, embora o termo inglês como língua franca (ILF) seja reconhecido por parte dos professores, a compreensão de seu significado e implicações pedagógicas ainda é incipiente, revelando uma lacuna na formação docente. Aponta-se, assim, a necessidade de ampliar o debate e a formação sobre ILF no âmbito da educação pública, visando uma prática pedagógica mais condizente com os contextos comunicativos contemporâneos.
O Programa Ganhando o Mundo Professor (PGMP), lançado pelo governo do Estado do Paraná em 2023, teve como objetivo promover formação continuada de curta duração no Exterior para professores da rede estadual. Este estudo exploratório se ancora em referenciais sobre internacionalização por meio da mobilidade e o desenvolvimento da interculturalidade em política de formação docente “em cascata”. Busca compreender se a mobilidade no Exterior propiciou a alguns professores e pedagogos participantes do PGMP realizar seus objetivos. A metodologia envolveu a aplicação de um questionário eletrônico e a realização de um grupo focal virtual com um pequeno grupo de professores. De modo geral, os participantes avaliaram positivamente a experiência, especialmente com relação às diferenças culturais e educacionais, porém explicitaram dificuldades reveladoras de planejamento inadequado tanto na preparação quanto no retorno. As percepções estereotipadas sobre o país estrangeiro se caracterizaram como funcionais, sem aprofundamento sobre as razões para as diferenças.
A educação bilíngue tem se tornado cada vez mais presente em escolas privadas de educação básica brasileiras. Em algumas instituições, essa prática tem sido associada à perspectiva da formação de cidadãos globais. Faltam, porém, estudos que explorem os processos e os resultados dessas experiências educacionais. O presente estudo buscou analisar a implantação da educação bilíngue numa escola privada que tem na cidadania global um de seus propósitos formativos. Por meio da pesquisa-ação, contando com a participação ativa de gestores pedagógicos e professores da escola, a análise crítica conduziu a uma proposta de intervenção visando ao aperfeiçoamento das práticas de educação bilíngue da escola sob a perspectiva da educação para a cidadania global. O estudo sustentou-se num referencial teórico que explorou temas como a educação bilíngue, a educação para a cidadania global, a abordagem Content and Language Integrated Learning (CLIL) e o uso pedagógico da translinguagem. A proposta de intervenção elaborada pelo grupo participante da pesquisa-ação sugeriu, entre outros pontos, o desenvolvimento de espaços de formação e de trocas de experiências que qualifiquem o exercício da codocência e explorem as possibilidades de avaliação integrada e de uso da translinguagem, bem como uma efetiva curricularização da educação para a cidadania global.
Este texto tiene como objetivo describir la comprensión del concepto de situación de discapacidad en las políticas universitarias y como estos posibilitan la formación académica de estes estudiantes en países de Latinoamérica, bien como orientan las políticas institucionales en dos universidades públicas - en Brasil y Uruguay. Con el propósito de construir una línea narrativa de la construcción del término situación de discapacidad y como esta perspectiva se ve en las prácticas universitarias, aclaramos que las principales fuentes de información que fueron incluidas remiten a documentos que discuten la discapacidad en la educación superior, a saber: documentos oficiales, como la Lei Brasileña de Inclusión (LBI) y la política institucional de la Universidad Estadual de Paulista (Unesp), y asimismo pondremos en análisis de la ley 18651 ley integral de personas con discapacidad en Uruguay y la propuesta del Rector de la Universidad de la República (Udelar). El análisis de las políticas institucionales de apoyo a la educación de estudiantes en situación de discapacidad en las dos universidades revela avances significativos en la construcción de un modelo universitario más inclusivo, aunque permeado por desafíos estructurales y culturales.
Diante do cenário globalizado e da crescente utilização da língua inglesa (LI) por falantes de todo o mundo, a LI vem se consolidando como uma língua franca (LF). Essa dinâmica desafia concepções tradicionais de pertencimento linguístico e desloca a centralidade das variedades nativas, favorecendo uma abordagem voltada à inteligibilidade e à interação em contextos diversos, especialmente nas práticas sociais mediadas pelas tecnologias digitais. Este artigo apresenta um recorte de uma dissertação de mestrado defendida em 2025, cujo objetivo específico, neste momento é analisar percepções de professores de língua inglesa sobre o ensino de LI na perspectiva de LF no contexto das escolas piloto do Novo Ensino Médio, localizadas na rede estadual de Jaraguá do Sul/SC. O estudo, de natureza qualitativa, interpretativa e exploratória, utiliza entrevistas semiestruturadas, e grupo de interlocução como instrumentos de geração de dados. Os resultados indicam que, embora o termo inglês como língua franca (ILF) seja reconhecido por parte dos professores, a compreensão de seu significado e implicações pedagógicas ainda é incipiente, revelando uma lacuna na formação docente. Aponta-se, assim, a necessidade de ampliar o debate e a formação sobre ILF no âmbito da educação pública, visando uma prática pedagógica mais condizente com os contextos comunicativos contemporâneos.
En el presente Relato de Experiencia reflexionamos sobre el uso de la gamificación y las Tecnologías Digitales de Información y Comunicación (TDIC) como herramientas pedagógicas en la educación superior, concretamente mediante la implementación de un escape room en una actividad de extensión universitaria centrada en la literatura española, abarcando el periodo de 1975 hasta la actualidad. En primer lugar presentamos una breve introducción al concepto de escape room y lo vinculamos con las TDIC/TIC[1] (Barroso, 2005; Espinar Ruiz, 2023). A continuación, describimos la estructura de la secuencia didáctica propuesta y ejemplificamos las fases realizadas. Gracias al enfoque metodológico empleado, fue posible fomentar la participación colaborativa de los estudiantes mediante el uso de códigos QR y desafíos grupales, estimulando el pensamiento crítico y la interacción con contenidos literarios complejos. La experiencia demostró cómo la integración de estrategias lúdicas y tecnológicas puede facilitar la comprensión de temas académicos, mejorar la motivación y propiciar un aprendizaje significativo y dinámico. [1] Las TDIC son caracterizadas como la evolución de las TIC y son integradas a una cultura digital, en que es posible procesar y acceder a información con facilidad, además de establecer interacciones comunicativas multidireccionales, realizadas, principalmente, por las redes sociales (Firmino, 2024, p. 44. Traducción propia.). Por ello, en este artículo hemos optado por usar el término Tecnologías Digitales de Información y Comunicación (TDIC).
O ensino da oralidade assume um papel crucial, nomeadamente, no desenvolvimento linguístico das crianças, sendo fundamental para o seu sucesso escolar e social. Porém, não deixa ainda por vezes esta competência de ser negligenciada na própria formação de professores. Perante tal lacuna, interessou-nos, com este estudo, construir conhecimento quer sobre as representações sobre a oralidade quer sobre as práticas de ensino desta competência, com base nas declarações de docentes da Educação Pré-Escolar a lecionarem em instituições portuguesas, públicas e privadas. Estas declarações foram recolhidas através do preenchimento, por parte de tais educadores, de um questionário que correspondeu, globalmente, à tradução portuguesa de um questionário em língua francesa elaborado, com os mesmos objetivos, pelo Groupe Collaboratif pour l’Enseignement de l’Oral. Entre os resultados obtidos, destacam-se: a existência de um consenso significativo entre os educadores de infância sobre a utilidade da oralidade como uma ferramenta para a aprendizagem e a necessidade de se priorizar o ensino desta competência; e o facto de que, se manifestaram uma concordância média positiva quanto à importância de serem competentes no ensino da oralidade, houve também muitos a assumir não terem sido ensinados, durante a sua formação, a ensinar a oralidade.
Narrativas autobiográficas de pesquisadores surdos sobre seu processo de alfabetização e letramento são encontradas em trabalhos acadêmicos, momento em que alguns autores e autoras relatam suas experiências linguísticas e educacionais. Este trabalho objetiva investigar narrativas das potencialidades de letramento, a partir do relato de quem vivenciou aprendizagens significativas na língua de sinais e na escrita da língua portuguesa, durante o período de alfabetização. A análise compreende as décadas de 1960 a 1990, período em que os pesquisadores cursaram a educação básica. A partir das narrativas apresentadas, em seções introdutórias de dissertações e teses, identificam-se suas memórias de infância sobre práticas, atividades, experiências formais ou informais de letramentos nas línguas envolvidas, as quais foram organizadas em dois eixos analíticos: (a) letramento e autoria: uma escrita com propósito e (b) letramento e (con)texto: português significado a partir da língua de sinais. Por meio da leitura desses materiais, percebe-se a potência das narrativas para análises sobre o processo de alfabetização de surdos: os impasses, os desafios, os caminhos percorridos por estudantes, docentes e famílias.
Este trabalho é um recorte de uma pesquisa que tem por objetivo geral investigar a concepção de avaliação assumida em uma disciplina voltada a estudos da gramática normativa do Português no Curso de Letras de uma universidade pública, especialmente pela perspectiva dos discentes, futuros professores, que cursaram essa disciplina. Deste modo, tem-se como objetivos específicos: (a) analisar como esses estudantes compreendem a finalidade e configuração das avaliações aplicadas; (b) examinar qual o lugar dos gêneros textuais/discursivos nessas avaliações. No que se refere aos estudos sobre avaliação, buscou-se fundamentação teórica em Bachman (1997), Scaramucci (2006), Garcia (2009); para discutir o conceito de gênero nesse contexto, recorreu-se particularmente a princípios do Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, 1999, 2009; Schneuwly et al., 2004). Segundo um paradigma de pesquisa qualitativa interpretativista, foram usados como instrumentos uma entrevista semiestruturada com estudantes, observação de aulas e análise de documentos (atividades avaliativas). Os resultados apontam que, mesmo numa disciplina focada na gramática normativa, pode ser produtivo abordar a análise linguística com base em gêneros textuais/discursivos no processo de avaliação da aprendizagem. Além disso, os tipos de avaliações a que são submetidos os estudantes têm um impacto significativo em sua própria formação docente.
O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da análise de uma reportagem jornalística on-line sobre o apagão do ensino público durante a pandemia. O estudo foi desenvolvido à luz da Análise Crítica do Discurso, teoria adequada aos propósitos de descrição, interpretação e explicação de gêneros jornalísticos, que vislumbra ir além da perspectiva unilateral de uma análise linguística do texto. Assim, esta proposta se justifica pelo fato de possibilitar compreender e interpretar as questões sociais que incluem maneiras de representar a realidade. Essa análise foi conduzida a partir do modelo tridimensional: texto, práticas discursivas e práticas sociais. Os resultados evidenciam que o discurso analisado oculta a responsabilidade do Estado no cenário atual, com o reforço de estereótipos sobre o professor que reclama demais, não cumprindo seu papel pedagógico. Além disso, há uma tendência à valorização do ensino a distância e o desprestígio ao ensino público.
Partindo-se das experiências construídas na disciplina Fundamentos e Metodologia em Língua Portuguesa, do curso de Pedagogia do Instituto Federal Catarinense, este artigo objetiva analisar a relação do diário de aprendizagens com a autoavaliação na formação inicial de professores. Como objeto de análise, apresentam-se três páginas de diários, construídas em 2021 e 2022, por estudantes do referido curso. No percurso da investigação, realizou-se um entrecruzamento entre materialidades (pesquisa documental) e arcabouço teórico (pesquisa bibliográfica), contando com seções teórico-analíticas subsidiadas em autores que exploram o gênero textual diário de aprendizagens, bem como as noções de avaliação e de autoavaliação. Com isso, foi possível compreender que o gênero textual diário de aprendizagens, ao proporcionar um rompimento com as predeterminações do meio acadêmico, potencializa ações de autoavaliação na formação inicial de docentes. A partir de tal prática, coloca-se em cena a experiência escolar de cada estudante, utilizando-se, assim, de resgates do passado para dialogar com o presente a fim de se construir novas possibilidades de se fazer docente num breve futuro.
O presente artigo objetiva investigar como os processos de escrita e reescrita orientada (feedbacks) contribuem para o desenvolvimento de uma escrita responsiva. A principal problemática que desencadeia o nosso interesse por esta pesquisa é proveniente de uma inconformidade com a reprodução do discurso de que os estudantes universitários “escrevem mal/são iletrados” ou que não estariam preparados para estarem no Ensino Superior. Dessa forma, filiados aos pressupostos teóricos de Bakhtin (2011) e seu Círculo (Volóchinov, 2018), consideramos a linguagem como forma de interação, e os enunciados/discursos, pela ótica do dialogismo e atravessados pelos aspectos socioculturais e ideológicos. Assim, é uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa em Linguística Aplicada (Moita Lopes, 2006), parte de uma perspectiva social do letramento e está embasada nos pressupostos teóricos dos Novos Estudos do Letramento (Street, 2014 e outros), consolidados nos anos de 1990. Os resultados indicaram que os feedbacks são uma estratégia importante, pois possibilitam aos estudantes refletirem sobre seus atos e agir responsivamente no sentido de obterem uma aprendizagem mais significativa na produção textual.
Este trabalho busca analisar o discurso de crianças migrantes em contextos de migração, focando em dois grupos: crianças venezuelanas no Brasil (4-10 anos) e crianças brasileiras nos Estados Unidos (8-9 anos). Compreender as perspectivas dessas crianças é crucial para romper com a invisibilidade a que são submetidas, reafirmando sua subjetividade. É essencial reconhecer a heterogeneidade das experiências migratórias das crianças, indo além da visão de inocência e vitimização, reconhecendo sua agência e papel nos processos de migração. Este estudo coloca a subjetividade migrante no centro, tratando crianças como sujeitos de direitos. Utilizando as noções de discurso sobre e discurso de, valoriza-se a escuta das crianças migrantes no Brasil e nos EUA, analisando a memória e o direito de fala através de desenhos e fotografias coletadas em dois projetos de pesquisa. A análise dessas produções visuais emprega a Análise do Discurso de linha materialista a partir de estudos teóricos que consideram a imagem como objeto analítico. As fotografias e desenhos analisados revelam práticas discursivas de resistência, utilizando símbolos nacionais e afetivos para se afirmarem como sujeitos transnacionais, destacando a importância da interpretação visual dos discursos infantis não-verbais. Palavras-chave: Discurso; Crianças migrantes; Desenhos/Fotografias.
A leitura como objeto de ensino está na base a partir da qual se propõe a pesquisa reportada neste artigo cujo objeto reside na investigação dos efeitos do ensino de estratégias de leitura – a saber: aquisição lexical, correferenciação e sumarização – na compreensão de texto no qual é exigido domínio de conhecimento de área de especialidade. A perspectiva acerca do que seja leitura e dos processos nela implicados deriva de estudos psicolinguísticos focados no delineamento desta tarefa e nos processos e atitudes implicados na compreensão. Objetiva-se explicar se e como a instrução sistemática e explícita acerca da leitura estratégica se relaciona ao comportamento e ao procedimento leitor diante de tarefa de leitura com vistas à compreensão do texto. Trata-se de estudo experimental de abordagem quantitativa. Participaram da pesquisa duas turmas de curso superior em Engenharia, uma delas constituindo o grupo experimental (N = 15) e a outra, o controle (N = 14). Os resultados sugerem que a instrução formal sobre a abordagem estratégica do texto altera o comportamento leitor, o que facilita o processo de compreensão e o seu resultado.
O artigo procede a um análise dos documentos programáticos para o ensino do português, em vigor entre 1921 e 2018, com o objetivo de descrever o percurso evolutivo do ensino da oralidade em Portugal, com enfoque na conceção da função social atribuída à modalidade oral e nos conteúdos associados ao seu ensino. O estudo é realizado tendo como quadro contributos do Interacionismo Sociodiscursivo para a definição de género (Bronckart, 1996) e o conceito de ensino da oralidade em contexto escolar (Marcuschi, 2020, 2010, 1997a, 1997b; Dolz, 2009) e será dividido em dois momentos: o primeiro corresponde ao período entre 1921 e 1968 e o segundo ao período a partir de 1974 até 2018. Conclui-se, por meio da análise documental, que a oralidade foi secundarizada ao longo de um extenso período, situação que só se alterou a partir dos finais do século XX, o que se terá devido às orientações políticas vigentes e também à falta de investigação nesta área. Constata-se ainda que só a partir do século XXI, os programas começam gradualmente sofrer alterações passando a explicitar conteúdos ensináveis do campo da oralidade.
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa-ação realizada em uma escola pública brasileira situada em uma região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, com o objetivo de demonstrar como práticas translíngues e transculturais podem promover a diversidade linguística e cultural no ensino de língua portuguesa. Articulando reflexões sobre práticas pedagógicas voltadas para o ensino de gêneros orais e a promoção da diversidade nas práticas educativas regulares, o estudo investigou turmas de 7º ano do Ensino Fundamental II, adaptando o gênero textual "relato pessoal" para uma sequência didática. A metodologia envolveu a análise de momentos significativos em que os estudantes utilizaram a oralidade e a escrita como práticas complementares, contribuindo para o desenvolvimento de suas competências linguísticas e socioculturais. O referencial teórico inclui as concepções de letramento e ensino de gêneros orais (Marcuschi, 2001a,b), além das noções de translinguagem (García & Wei, 2014) e transculturalidade (Welsch, 1999), que fornecem uma base para argumentar que a integração dessas práticas nas aulas favorece o letramento pleno e a inclusão de diferentes línguas e culturas presentes na comunidade escolar. Os resultados demonstram que práticas translingues e transculturais facilitam a construção de identidades linguísticas e culturais diversas, além de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem ao valorizar a pluralidade linguística e suas modalidades. Assim, o estudo reforça a importância da oralidade, até mesmo quando o produto final de uma sequência de atividades é um gênero escrito.
O propósito deste artigo é refletir sobre as o ensino das relações entre fala e escrita, sistematizando resultados de pesquisas anteriores para caracterizar as diferentes dimensões desse trabalho pedagógico. Para problematizar esse tema, buscou-se também analisar práticas de duas professoras do 4º ano do Ensino Fundamental da Rede Municipal do Recife. Quanto à caracterização do ensino das relações entre fala e escrita foram retomadas as categorias “oralização do texto escrito ou memorizados”; “reflexões sobre semelhanças e diferenças entre textos orais e escritos”; “oralidade como apoio à produção escrita” e “escrita como apoio à produção oral”, construídas por Leal et al (2012), Leal e Seal (2012), Leal (2022) e Souza (2022). Quanto à análise das aulas observadas, os dados evidenciaram que nas práticas das professoras prevaleceram apenas situações de leitura em voz alta (oralização de textos escritos ou memorizados) e a escrita de textos para apoio à produção oral, em situações de produção de gênero orais. As demais categorias não foram abordadas, evidenciando a necessidade de aprofundamento de estudos sobre a didática do ensino da linguagem oral e suas interfaces com a escrita.